EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE ADAPTADO: HISTÓRIA, AVANÇOS E RETROCESSOS EM RELAÇÃO AOS PRINCÍPIOS D...

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EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE ADAPTADO: HISTÓRIA, AVANÇOS E RETROCESSOS EM RELAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA INTEGRAÇÃO/INCLUSÃO E PERSPECTIVAS PARA O SÉCULO XXI por Mind Map: EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE ADAPTADO:  HISTÓRIA, AVANÇOS E RETROCESSOS EM  RELAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA  INTEGRAÇÃO/INCLUSÃO E PERSPECTIVAS  PARA O SÉCULO XXI

1. Relatar um pouco da história da educação física e do esporte adaptado. Compreender e refletir sua relação com os princípios filosóficos da integração e inclusão levam-nos à possibilidade de uma nova práxis da educação física voltada para o atendimento aos PNEs.

2. CONTANDO UM POUCO DA HISTÓRIA

2.1. No Brasil, em 1958 fundou-se Clube dos Paraplégicos em São Paulo e do Clube do Otimismo no Rio de Janeiro.

2.2. Os programas eram denominados ginástica médica e tinham a finalidade de prevenir doenças, utilizando para tanto exercícios corretivos e de prevenção. A

2.3. Um programa de educação física geral não conseguiu abranger a especificidade da pessoa portadora de deficiência e, então, a educação física adaptada veio para suprir essa lacuna existente.

2.4. Após a Segunda Guerra Mundial iniciou-se o implemento do esporte na educação física, estabelecendo influência na sociedade e no sistema escolar valores como princípios de rendimento, comparação, competição e recordes

2.5. 1950 surgiu a educação física adaptada, destinada a atender ao portador de deficiência.

3. A RESPEITO DO DESPORTO ADAPTADO

3.1. Ludwig Guttmann criou o Centro Nacional deLesionados Medulares do destinado a tratar pessoas do exército inglês feridos na IIGM.

3.2. reabilitação

3.2.1. Através do esporte “reabilitação” estava devolvendo à comunidade um deficiente, capaz de ser “eficiente” pelo menos no esporte

3.3. inserção social

3.3.1. conotação competitiva utilizada pelo desporto.

3.3.2. Em 1952 ,aconteceuos primeiros Jogos Internacionais de Stoke Mandeville.

4. em 1960, em Roma, surge os Jogos Paraolímpicos, com a denominação de Olimpíadas dos Portadores de Deficiência.

4.1. O termo paraolímpico começou a ser usado em 1964, durante os Jogos de Tóquio, com fusão das palavras paraplegia e olímpico.

5. MODALIDADES

5.1. Atletismo, basquete em cadeira de rodas, judô para cegos.

5.2. natação, vôlei sentado, tênis, tênis de mesa, futebol de sete, futebol de cegos.

5.3. esgrima, ciclismo, halterofilismo, arco e flecha, hipismo e tiro olímpico.

5.4. Bocha e goalball .

5.4.1. A bocha foi criada exclusivamente para pessoas com paralisia cerebral e o goalball para deficientes visuais.

6. A partir de 2000, a realização das Paraolimpíadas tornou-se um requisito obrigatório no caderno de encargos para os países que desejarem sediar os Jogos Olímpicos.

6.1. esses jogos devem obrigatoriamente se realizar na mesma cidade e nas mesmas instalações das Olimpíadas.

7. Os Jogos Paraolímpicos são o segundo acontecimento esportivo mundial em termos de duração e número de participantes, e podemos dizer que no momento representam, no nosso entendimento, o maior avanço na área da educação física adaptada.

8. atletismo

8.1. participam atletas com deficiência física e visual, nas categorias masculina e feminina. A classificação é feita de acordo com o grau de deficiência, de forma que haja equilíbrio e homogeneidade de disputa na competição. As provas dividem-se em quatro grandes grupos: corridas, saltos, lançamentos e pentatlo

9. judô

9.1. as competições dividem-se em sete categorias de peso, tanto para homens como para mulheres portadores de deficiência visual. São fundamentais neste esporte o tato, a habilidade e o instinto de manter-se de pé

10. natação,

10.1. as competições são realizadas nas categorias masculina e feminina, por equipe ou individual, e incorporam-se os quatro Rev. Bras. Cienc. Esporte, Campinas, v. 25, n. 3, p. 27-42, maio 2004 33 estilos oficiais: peito, costas, livre e borboleta. As distâncias vão de 50 a 1.500 metros, com a participação de atletas com deficiência física e visual, divididos em dois grupos: os portadores de deficiência visual e os de deficiência física

11. basquete

11.1. a modalidade praticada somente em cadeiras de rodas, nas categorias masculina e feminina. Os atletas, para esta modalidade, são portadores de deficiência física motora.

12. tênis de mesa

12.1. participam atletas com paralisia cerebral, amputados e cadeirantes, nas categorias masculina e feminina, por equipe, individual ou open. Joga-se em pé ou em cadeira de rodas

12.1.1. Usam-se bicicletas e triciclos no caso de paralisados cerebrais, segundo o grau de lesão. O atleta cego compete com bicicleta dupla, com um guia. A

13. ciclismo

13.1. o é praticado por atletas paralisados cerebrais, deficientes visuais e amputados, nas categorias masculina e feminina, individual ou por equipe

14. O início da prática do desporto no Brasil aconteceu pela reabilitação e deu-se em virtude de iniciativas de Robson Sampaio de Almeida e Sérgio Serafim Del Grande, residentes no Rio de Janeiro e em São Paulo, respectivamente, após ficarem deficientes físicos em decorrência de acidentes

14.1. Atualmente, com a participação crescente do deficiente em atividades esportivas, foram criadas entidades de deficiências afins.

14.1.1. Essas entidades têm como objetivo incentivar o esporte para pessoas portadoras de deficiência e organizar o desporto em nível de competições regionais, nacionais e internacionais, organizando com o Comitê Paraolímpico Brasileiro a participação das equipes nas Paraolimpíadas.

15. O Brasil tem sido representado nas grandes competições internacionais. É importante salientar os avanços que a EFA tem alcançado ao longo da história, no que se refere à prática de atividade física e esportiva pelo portador de deficiência,

15.1. Promove a integração social do portador de necessidades especiais.

15.1.1. A integração encontra-se presente, de uma maneira geral, nos programas voltados à pessoa portadora de deficiência, aparecendo como objetivos gerais. E, para isso, envolvendo esforços de toda a sociedade.

15.2. Promove a normalização e individualização

15.2.1. individualização porque através do treinamento, respeitando-se e adequando-se à realidade individual e biológica de cada deficiente, conseguiu-se efetivar sua participação em atividades física

16. a educação física, na integração, conseguiu enxergar a potencialidade, valorizar a diferença, superar a visão de corpo imperfeito, mutilado, ineficaz, adaptando os esportes e as atividades físicas para que os PNEs pudessem praticá-los, mas concordamos com Carmo (2002) que a educação física não está preparada para tratar o uno e o diverso simultaneamente, conforme aponta o paradigma da inclusão, seus conteúdos estão parados no tempo, o que lhe obriga a recorrer às adaptações