PASSO A PASSO PARA MONTAGEM EXSICATA

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PASSO A PASSO PARA MONTAGEM EXSICATA por Mind Map: PASSO A PASSO PARA MONTAGEM EXSICATA

1. 1ª etapa - COLETA

1.1. Para coletar espécimes de plantas e fungos, o pesquisador deve ter autorização de instituição competente (MMA, Ibama, Sisbio). Depois de estudado e identificado, o material deve ser depositado em herbário, para ser registrado e conservado. Quando não é possível a identificação de imediato, o material pode ser depositado e, posteriormente, estudado por um especialista do grupo correspondente.

1.2. Materiais para coleta

1.2.1. Tesoura de poda, podão, canivete ou faca, facão, pá, sacos plásticos, sacos de papel ou pequenas caixas, prensa de madeira trançada e folhas de jornais ou outro papel absorvente GPS, altímetro, bússola, mapas,binóculos, caderneta de campo, lápis ou caneta de tinta indelével, lupa de bolso, fita adesiva, folhas de papelão e alumínio corrugado, luvas de couro, além de roupas e sapatos apropriados aos locais de coleta Recipientes de vidro com álcool a 70% ou FAA (Formol 40% - 5 ml + Álcool 70% - 90ml +Ácido acético glacial – 5 ml). Sacos plásticos com sílica gel para materiais delicados.

1.2.1.1. Numeração das amostras

1.2.1.1.1. Cada coletor deve manter um caderno de campo, onde são registradas anotações sobre os espécimes coletados, associados a um número correspondente, em ordem crescente e sequencial. Esta numeração será sempre vinculada ao nome do coletor principal e anotada na borda do jornal, em fitas adesivas presas ao espécime ou nos vidros, sacos plásticos, sacos de papel ou etiquetas que o acompanham.

2. 2ª etapa - HERBORIZAÇÃO

2.1. Consiste em uma série de procedimentos, principalmente prensagem e secagem, que precedem a inclusão do espécime na coleção.

2.2. Prensagem

2.2.1. Os exemplares que serão desidratados devem ser prensados logo após o ato da coleta ou no final do dia de trabalho. As plantas coletadas são cuidadosamente colocadas entre folhas de jornais dobrados. Com os exemplares arrumados e numerados, os jornais devem ser colocados entre papel absorvente e placas de alumínio ou papelão corrugado, com os canais orientados sempre no mesmo sentido, e assim sucessivamente, até completar a totalidade do material coletado. Esse conjunto empilhado é então colocado entre placas de madeira trançadas e atado por cordões resistentes, de modo a ficar sob pressão.

2.2.1.1. Secagem

2.2.1.1.1. A secagem das coletas deve começar o mais cedo possível, a fim de evitar queda das folhas e/ou flores e também, no caso de fungos e talos liquênicos, o ataque de insetos ou outros fungos. A secagem mais aconselhável é aquela feita em estufas (60ºC) de resistência elétrica com ou sem circulação de ar ou aquecidas por lâmpadas.

3. 3ª etapa - MONTAGEM, REGISTRO E INCLUSÃO DE EXEMPLARES EM UM HERBÁRIO

3.1. Consiste em afixar o espécime e a etiqueta, com os dados a ele correspondentes, em uma cartolina de tamanho padronizado, ou acondicioná-lo em envelopes, também padronizados. As amostras de plantas vasculares são fixadas sobre uma cartolina branca, costurado com agulha e linha zero, ou que seja colado com cola solúvel em água. As etiquetas são coladas, de preferência, no canto inferior direito da cartolina. No canto superior esquerdo deve-se afixar um pequeno envelope para conter as partes caídas ou retiradas do material. A cartolina é envolvida por uma capa de papel branco (40 kg) para proteção da exsicata, com o nome da espécie e sobre a qual se usa outra capa, de papel madeira, com o nome do gênero. Fitas de cores variadas podem ser usadas para fechar a pasta.

4. 4ª etapa- ORGANIZAÇÃO E MANUTENÇÃO DE UM HERBÁRIO

4.1. Os exemplares em um herbário podem ser organizados em ordem alfabética de famílias, com os respectivos gêneros e espécies, também em ordem alfabética, ou segundo algum sistema de classificação botânica. As exsicatas devem ser acondicionadas preferencialmente em armários de aço, ou em latas, bem fechados, evitando assim, a umidade e o acesso de insetos. Os armários devem ser divididos em compartimentos horizontais e verticais apropriados às dimensões das exsicatas dos diferentes grupos taxonômicos presentes na coleção.

5. 5ª etapa- MANUSEIO DE EXSICATAS

5.1. As exsicatas devem ser manuseadas com cuidado, e mantidas sempre na horizontal. No caso de manuseio de basidiomas agaricóides muito secos, aconselha-se a utilização de uma pequena câmara-úmida (um pote de plástico fechado com um pedaço de papel molhado de um lado, e o fragmento do basidioma sobre uma lâmina para microscopia no outro lado). Depois de 5-10 minutos, o fungo pode ser retirado para estudo e identificação. Esse procedimento facilita o corte histológico para se observar ao microscópio as características anatômicas do fungo. O uso da câmara úmida também é aconselhável para a análise de espécimes há muito herborizados.