Resumo do Artigo "Imprinting"- Grupo 05por Danielly Carla
1. Síndromes Irmãs - Leonardo
1.1. Síndromes irmãs recebem a denominação por se tratarem de uma apresentação fenotípica dependente do progenitor que transmitiu o erro, seja por mutação ou imprinting materno ou paterno. Assim, são síndromes que se manifestam por ausência de expressão gênica funcional nas mesmas regiões cromossômicas, porém com origem parental distinta. Estas síndromes estão associadas a genes que têm suas expressões dependentes da ativação ou silenciamento destas regiões. Por exemplo, um gene A sofre imprinting paterno e assim é repassado metilado (inativo) à sua prole, enquanto o mesmo gene oriundo da mãe é repassado ativo. Se um gene sofre imprinting materno, tal é repassado metilado à sua prole pela mãe, enquanto o mesmo gene de origem paterna se encontra ativo nos descendentes.
1.2. Falhas neste processo de herança genética podem resultar em cópias inativas dos genes associados às mesmas regiões cromossômicas e, como resultado, expressam características fenotípicas conhecidas por “síndromes irmãs”. Durante o processo de gametogênese ocorre uma reprogramação nos padrões de metilação de modo ao pai sempre transmitir os padrões masculinos e a mãe sempre os femininos. Como exemplo de síndromes irmãs temos a Prader-Willi e de Angelman. Cada indivíduo (independentemente de sexo) recebe do pai uma cópia ativa dos genes SNRPN e NDN de Prader-Willi, e uma cópia inativa do gene UBE3A de Angelman da mãe (perfil masculino). Já da mãe, o indivíduo recebe uma cópia inativa dos genes de Prader-Willi, e uma cópia ativa do UBE3A (perfil feminino). Quando ocorre uma falha na transferência dos genes de Prader-Willi, a criança recebe cópias inativas destes genes, manifestando esta síndrome. O mesmo ocorre quando o gene associado à síndrome de Angelman não é corretamente transmitido, gerando prole com uma expressão ausente ou disfuncional do UBE3A, caracterizando a síndrome de Angelman.
2. Síndrome de Turner - Lucas
2.1. Definição Síndrome de Turner é definida pela a anormalidade dos cromossomos sexuais mais comum nas mulheres, ocorrendo em 1 a cada 1.500-2.500 crianças do sexo feminino nascidas-vivas.A constituição cromossômica pode ser ausência de um cromossomo X (cariótipo 45,X), mosaicismo cromossômico (cariótipo 45,X/46,XX), além de outras anomalias estruturais do cromossomo X
2.2. Sinais clínicos Linfedema de mãos e pés, pescoço curto e alado, baixa implantação de cabelos na nuca, cubitus valgus, unhas hipoplásicas e hiperconvexas, micrognatia, palato alto e arcado, baixa estatura, infantilismo sexual, infertilidade, tórax em escudo, hipertelorismo mamário, anomalias cardíacas e renais, escoliose, hipoplasia do quarto e quinto metacarpos ou metatarsos ou ambos.
2.3. Diagnóstico O diagnóstico definitivo da ST é feito por exame do cariótipo, que permite identificar a constituição cromossômica do indivíduo.
2.4. Tratamento A síndrome de Turner tem seu tratamento basicamente centrado nas manifestações clínicas associadas. Entre as estratégias adotadas, incluem-se tratamento cirúrgico das malformações associadas (principalmente cardíacas), terapia de reposição com estrógenos (devido à disgenesia gonadal), suplementação de somatropina e aconselhamento genético. Hipoacusia, hipertensão arterial, doenças autoimunes e problemas psicológicos também são comuns e podem requerer tratamento específico. Os mecanismos que determinam baixa estatura nas pacientes.
3. Síndrome CRI-DU-CHAT (Síndrome do miado do gato) - Layza
3.1. Definição: É uma anomalia cromossômica, causada pela deleção parcial do cromossomo 5, apresentado pelo cariótipo 46, XX, 5p- e 46, XY, 5p-. Por conta desse cariótipo, essa síndrome é também chamada de síndrome 5p-.
3.2. Cariótipo da síndrome 5p-
3.3. Sinais Clínicos: É chamado como síndrome do miado do gato, pois as crianças com essa síndrome costumam ter um choro agudo característico, parecido com o miado de um gato. Esse choro pode ser ouvido imediatamente após o nascimento e durar varias semanas, logo após desaparece. Porém, nem todos os recém-nascidos afetados apresentam essa caracteristica desse choro distinto, pode apresentar outras características, como baixo peso ao nascer, cabeça pequena e anormalidades como: rosto muito redondo, em conjunto com mandíbula pequena, nariz largo, olhos amplamente separados e orelhas com formato anormal e com implantação baixa. A criança frequentemente se mostra debilitada e apresenta união entre os dedos e tornozelos. É comum apresentar problemas cardíacos e limitações significativas, tanto físicas, quanto mental.
3.4. Diagnóstico: O diagnóstico para a síndrome cri-du-chat pode ser feito por observação das características clínicas da doença, por exames físico, que podem mostrar uma hérnia inguinal, baixa tonicidade muscular e problema com o dobramento das orelhas externas. Pode ser diagnosticado também por exame do cariótipo, que é observado uma deleção parcial no cromossoma 5. A gravidade da doença se dá pela extensão da alteração desse cromossomo.
3.5. Tratamento: Tratamentos específicos não existem. O médico assistente pode sugerir meios de tratamento ou controle dos sintomas.
5.1. Em organismos diploides, duas cópias de um gene são herdadas da mãe outro do pai. Para a maioria de genes, ambos os alelos são expressos, mas em um subconjunto pequeno, simplesmente uma das cópias é expressa enquanto a outro é inativa. Isto é denominado impressão genômica.
5.2. Imprinting também pode ser definido como o c conjunto de alterações epigenéticas (não estão escritas nos genes) que regulam a expressão dos próprios genes.
5.3. Metilação: Adição de um grupo metila a um gene, isto faz com que ocorra a inativação de um gene.
5.4. No momento da gametogênese podem ocorrer erros no padrão da metilação desses cromossomos e esses erros podem ocasionar síndromes.
5.5. Deleção: Assim, existem vários genes nessa região que são ativos em apenas um dos cromossomos e se a única cópia ativa for perdida por uma deleção cromossômica nenhum produto gênico será gerado, resultando em doença.
5.6. Metilação errônea em um dos cromossomos: Quando por exemplo o cromossomo materno em vez de estar ativo, sendo expresso, recebe erroneamente a metilação e consequentemente fica inativo, sendo somente ativo e expresso o gene do cromossomo paterno.
5.7. Dissomia uniparental: Quando ambas as cópias herdadas são somente de um dos pais.
7.2. Hook EB, Warburton D. The distribution of chromosomal genotypes associated with Turner's Syndrome: livebirth prevalence rates and evidence for diminished fetal mortality and severity in genotypes associated with structural X abnormalities or mosaicism. Hum Genet. 1983; 64: 24-27.
7.3. Martins RRS, Ramos HIB, Llerena Jr. JC, Almeida JCC. Investigação clínica e genética em meninas com baixa estatura idiopática. Arq Bras Endocrinol Metab. 2003; 47: 684-94.
7.4. Raboch J, Kobilkova J, Horejsi J, Starka L, Raboch J. Sexual development and life of women with gonodal dysgenesis. J Sex Marital Ther. 1987;13:117-27.
7.5. FMUSP, Imprinting genômico – Trabalho de genética. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=YCbznIQsBUk&t=199s>. Acesso em: 16 Maio 2013.
7.12. Leonardo Leite, Síndrome Cri-Du-Chat (Síndrome do Miado de Gato). Genética clínica. Link: http://www.ghente.org/ciencia/genetica/cri-du-chat.htm. Acesso: 28/01/2021
7.13. Machado, Cecílio, Takeshi. Principais caracteristicas clínicas da síndrome Cri-Du-Chat, revisão de literatura. XI Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e VII Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba. 1668-1671.
7.14. Imagens removidas do Google
8. Sindrome de Miller -Dieker (Lisencefalia) - Maria Andreza
8.1. Definição: A sindrome de Miller- Dieker é causada por pequenas deleções cromossomicas 17p.13.3 que inclui o gene LIS1. Cerca de 80% dos casos são decorretes de mutação de novo. Nos 20% restantes um dos pais é portador de uma translocação balanceada envolvendo o cromossomo 17
8.2. Sinais Clínicos: Lisencefalia " cerebro liso" ou seja a falta de sulcos e reentrancias que obeservamos em um cerebro normal. Este defeito é causado por uma falha na migração dos neurônios durante a formação do embrião e traz como consequencia graves anomalias neurológicas. O quadro clínico da sindrome de Miller-Diekeré caracterizado por aspecto facial característico (Microcefalia, micrognatia, têmporas estreitas e nariz pequenos e arrebitado, fissura palatina) malformaões cardíacas, atraso no desenvolvimento, retardo mental e convusões.
8.3. Diagnóstico: O diagnóstico é feito com base nas manifestações clínicas, sendo confirmado por meio de testes citogenéticos e por FISH (Fluorescent in situ hybridization – Hibridização fluorescente in situ). Tomografia computadorizada e ressonância magnética auxiliam também na confirmação do diagnóstico. MLPA-TCM MIC: Teste indicado para investiação de duplicação /deleçãoda região 17p13.3, que inclui o gene LIS1. Painel NGS - v1: Indicado para investigação de mutação de ponto em LIS1 (PAFAH1B1), associados a lisencefalias isolada.
8.4. Tratamento: Não existe um tratamento efetivo para esta sindrome, sendo que o mesmo visa somente abrandar os sintomas da mal formação cerebral.