1. Prudente de Moraes (1894-1898)
1.1. Queda no valor do café
1.1.1. Causada pela superprodução de café. Nesse contexto, de Moraes começou a negociar empréstimos com bancos ingleses e financiamento do setor rural. Foi gerada uma dívida externa.
1.2. Tentativa de golpe
1.2.1. Prudente de Moraes passou um tempo afastado por um problema de saúde. À frente da presidência ficou seu vice, Manuel Vitorino, florianista muito próximo dos militares. Durante a entrega de medalhas que sucedeu Canudos, Marcelino Bispo, florianista, saca uma arma e tenta atirar em Prudente de Moraes. A arma falha e bispo tenta esfaquear o presidente, mas quem acaba levando a facada é General Bittencourt, que morre como herói da Guerra de Canudos.
1.3. Guerra de Canudos
1.3.1. Movimento messiânico, monarquista e separatista na Bahia; a favor da união entre Igreja e Estado; tinha Antônio Conselheiro como beato. Canudos é divulgada como um movimento de fanáticos religiosos armados
1.3.2. Três expedições militares foram feitas; as três fracassaram. Por esse motivo, Manuel Vitorino foi considerado ineficiente. Nesse mesmo ínterim, Prudente volta ao poder e convoca o Ministro da Guerra, General Bittencourt. Realiza-se uma quarta expedição que destrói Canudos.
2. Campos Salles (1898-1902)
2.1. Instaura a Política dos Governadores e o Voto de Cabresto
2.2. Funding Loan
2.2.1. Renegociação de dívidas com bancos ingleses. É concedido crédito ao Brasil. O crédito é destinado às oligarquias latifundiárias e ao modelo agroexportador.
3. Rodrigues Alves (1902-1906)
3.1. Tentativa de modernizar o Brasil e tornar o Rio uma "Paris dos trópicos".
3.2. Bota abaixo
3.3. Convocação de Oswaldo Cruz para solucionar as epidemias com medidas higienistas.
3.3.1. Revolta da Vacina
3.3.1.1. As brigadas sanitárias passaram a ser tidas como "violadoras de lares". Rodrigues Alves faz uso do Exército Legalista para reprimir a revolta.
3.4. Borracha
3.4.1. A Revolução Industrial aumentou a demanda por borracha. Os investimentos na extração do látex aumentaram.
3.4.1.1. Tratado de Petrópolis
4. Afonso Pena (1906-1909)
4.1. Coloca em prática o Convênio de Taubaté (1906)
4.1.1. O projeto ficou conhecido como "socialização das perdas".
4.2. Morre antes de completar o mandato ou indicar alguém para sucedê-lo. Assume Nilo Peçanha, seu vice.
5. Nilo Peçanha (1910)
5.1. Apoia Hermes na candidatura contra Rui Barbosa (SP). Hermes faz uma campanha militar, com apelo à "Ordem e Progresso". Rui Barbosa faz uma campanha civilista com discurso modernizador.
6. Hermes da Fonseca (1910-1914)
6.1. Discurso de "salvação pública": fim das fraudes eleitorais e das oligarquias.
6.2. Revolta de Juazeiro
6.2.1. Hermes da Fonseca tenta intervir nas eleições do Ceará com a Comissão Verificadora de Poderes. Padre Cícero era aliado da oligarquia no poder e tinha muito apelo local; convoca a população para pegar em armas e lutar contra o Exército. A Política de Salvação Pública tem seu fim.
6.3. Revolta da Chibata
6.3.1. João Cândido, marinheiro, é o líder. A revolta ocorre contra a violência na Marinha.
6.3.2. Navios são ocupados e canhões são apontados para o Rio de Janeiro como forma de exigir melhorias (aumento de salários e fim da chibatada). O Governo Federal concede as reivindicações e João Cândido se torna herói.
6.3.3. Tempos depois, ocorre entre os presos da Ilha das Cobras uma revolta. Hermes da Fonseca atribui a culpa à Revolta da Chibata; prende líderes e marinheiros (os que não foram fuzilados). João Cândido é preso; entremeio as manifestações, Hermes decide internar Cândido em um hospício e fraudar um atestado de loucura.
6.4. Guerra do Contestado
6.4.1. Contestado = região em Santa Catarina por onde planejavam colocar uma linha férrea SP-RS.
6.4.2. Havia ali um líder messiânico denominado José Maria, que reivindica o status de sagrado pra região, dizendo que ali D Sebastião voltaria com Jesus.
6.4.3. A população local se revolta contra a linha férrea e há um massacre a ela, promovido pelo Exército.
6.5. Revolta do Cangaço
6.5.1. É, na verdade, um movimento. Em regiões muito pobres do Nordeste, surge o banditismo com a figura de Lampião e Maria Bonita, que sintetizam a imagem da pobreza e do abandono.
6.5.2. Os cangaceiros, grupos de nômades armados que viviam em bandos, demostravam a insatisfação pelas condições precárias em que a maior parte da população nordestina se encontrava.
7. Venceslau Brás (1914-1918)
7.1. Aumento da demanda por bens de consumo não duráveis.
7.1.1. Investimento em indústria e surto industrial
7.1.1.1. Nova leva de imigrantes, trazidos para servirem como mão de obra. Trazem consigo ideais anarquistas e socialistas e inspiram movimentos de reivindicação.
7.1.1.1.1. Greve Geral de 1917
7.2. Em 1917/1918, navios mercantes brasileiros são atacados pela Alemanha. O Brasil então entra na guerra ao lado da Entente e passa a fornecer matéria prima, médicos etc.
7.2.1. Batalha das Toninhas
7.3. Gripe Espanhola
7.3.1. Rodrigues Alves assumiria novamente após Venceslau Brás, mas é morto pela gripe. O vice, Delfim Moreira, convoca novas eleições.
8. Epitácio Pessoa (1919-1922)
8.1. Marca o fim do surto industrial e o fim dos investimentos. A camada urbana crescente passou a contestar, com isso, o café com leite.
8.2. Construiu ferrovias e iniciou projetos de combate à seca no Nordeste.
8.3. Tenentismo
8.3.1. A contestação ao café com leite chega aos quartéis. O próprio Hermes da Fonseca discursa para o Exército a favor da retomada da "Ordem e Progresso"
8.3.2. Epitácio Pessoa lança o mineiro Arthur Bernardes, que contesta o movimento tenentista.
8.3.2.1. Epitácio Pessoa acusa Hermes da Fonseca de causar demais contra o processo eleitoral em curso. Fecham-se os quartéis; Hermes é preso por desacato de autoridade. A prisão de Hermes leva a uma revolta entre os tenentes.
8.3.2.1.1. 18 dos Forte
9. Arthur Bernardes (1922-1926)
9.1. Fortalecimento do Tenentismo.
9.1.1. Artur Bernardes vale-se do mecanismo de "estado de exceção"para pôr em prática desmonte das máquinas administrativas dos governos estaduais que eram considerados adversários políticos de seu governo. O resultado disso foi o afastamento entre o núcleo cafeicultor e oligarquias agrárias regionais (destaque para o RS).
9.1.2. Em São Paulo, ocorre um levante de tenentes pedindo pela renúncia de Artur Bernardes e convocação de uma Assembleia Constituinte. Mais de 10 mil são presos. Alguns conseguem fugir e se organizam com LCP.
9.1.2.1. Coluna Prestes (1924)
9.1.2.1.1. Tentou insurgir a população contra as oligarquias. Percorreu mais de 24 mil km. Inspirou-se na Longa Marcha de Mao.
10. Washington Luís (1924-1930)
10.1. "Governar é abrir estradas"
10.1.1. Washington Luís diz que São Paulo era a oligarquia do país.
10.2. Perseguiu o movimento grevista e tenentista.
10.2.1. Lei Celerada de 1927
10.2.1.1. Criminalizava todo e qualquer evento que incitasse a revolta dos empregados contra os seus patrões. Foi utilizada para prender e censurar opositores.
10.2.1.1.1. A Washington Luís, é atribuída a autoria da frase "questão social é caso de polícia".
10.3. Em 1929, ocorre uma superprodução de café em meio à crise.
10.4. Pela ordem, Washington Luís (SP) deveria indicar um mineiro. No entanto, a indicação foi Julio Prestes (SP). Isso levou a um racha no café com leite.
10.4.1. A oligarquia de Minas defendia que, em vez de Julio Prestes, Washington Luis indicasse Antonio Carlos. Não indicou. Antônio Carlos se organiza com outras oligarquias, a saber, RS (Vargas) e PB (João Pessoa). Buscam um discurso liberal: anistia para tenentes, fim do voto de cabresto, fim das fraudes eleitorais.
10.4.1.1. Julio Prestes concorre com Vargas e acaba vencendo.
11. Julio Prestes (1930)
11.1. Não chega a assumir a presidência. Há um descontentamento generalizado com o café com leite.
11.2. Em meio a isso, João Pessoa é assassinado. A autoria é fatalmente atribuída ao café com leite. Começam grandes manifestações.
11.3. O Exército Legalista se colocava ao lado de Julio Prestes e Washington Luís. Antagonicamente, estavam os tenentes, que se associavam a Getúlio Vargas.
11.3.1. Os tenentes cercam o Catete e os legalistas se entregam.
11.3.1.1. Assume uma junta militar governativa; inicia-se um governo provisório.