Armazenamento de grãos

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Armazenamento de grãos por Mind Map: Armazenamento de grãos

1. Silos de alvenaria: podem armazenar de 100 a 1.200 toneladas;

2. Principais aspectos para escolher a unidade armazenadora

2.1. Custo de instalação e operação

2.2. Tipo de produto a ser armazenado

2.3. Finalidade a que se destina a unidade

2.4. Fatores técnicos e operacionais

2.5. Localização

3. Sistemas de armazenagem ou armazenamento

3.1. Paiol

3.1.1. O paiol ou tulha é muito utilizado para armazenar o milho em espiga. As perdas são devido à presença de insetos, fungos e roedores.

3.2. Armazenamento fixo de grãos a granel

3.2.1. Silo metálico

3.2.1.1. Simples, capacidade média, tem possibilidade de infiltração de umidade, e condensação através da transmissão de calor.

3.2.2. Silo em concreto ou alvenaria

3.2.2.1. Menor transmissão de calor para os grãos, melhorando a conservação, alto custo.

3.2.3. Caracterizadas por células ou compartimentos estanques, que possibilitam o mínimo de trocas entre o meio externo e o ambiente de estocagem.

3.2.4. Silo bag

3.2.4.1. Armazena grandes volumes, evita excesso de umidade e ataques de pragas.

3.2.5. Armazéns convencionais

3.2.5.1. Estruturas como armazéns e/ou depósitos de construção relativamente simples, de alvenaria, na quase totalidade, com o acondicionamento dos grãos em sacaria.

3.2.6. Existem outras alternativas para a diminuição da umidade: conservação de grãos com umidade de colheita (sem a necessidade de secagem), através de incorporação de ácidos orgânicos - acético e propiônico ou a mistura de ambos ou, a armazenagem de grãos secos com a mistura de areia (seca) ou cinzas.

3.2.7. Armazéns graneleiros

3.2.7.1. A armazenagem a granel é mais adequada para grandes ou médias quantidades.

3.2.8. Sistemas de armazenagem temporária

3.3. Silo vertical

3.3.1. Oferecem condições de armazenagem por períodos mais longos que os armazéns comuns, tendo um controle mais eficiente das fontes de deterioração.

4. Aspectos para levar em conta na hora de escolher um sistema

4.1. Localização e transporte

4.2. Infraestrutura local e aspectos da região produtora

4.3. Viabilidade econômica

4.4. Atendimento aos requisitos técnicos para a construção dos armazéns

4.5. Capacidade

4.6. Eficiência operacional da propriedade e mercado

5. As alterações que ocorrem durante o armazenamento resultam em perdas quantitativas e/ou qualitativas

5.1. As perdas quantitativas refletem o metabolismo dos próprios grãos, de microrganismos, pragas e outros animais associados, resultando na redução do conteúdo da matéria seca dos grãos.

5.2. As perdas qualitativas são devidas sobretudo às reações químicas enzimáticas e/ou não enzimáticas, à presença de materiais estranhos, impurezas e aos resíduos metabólicos dos organismos associados, resultando em perdas de valor nutricional e comercial, podendo haver formação de substâncias tóxicas nos grãos.

6. A qualidade dos grãos deve ser preservada ao máximo, em vista da ocorrência de alterações bioquímicas, químicas, físicas e microbiológicas.

7. As condições de elevada umidade dos grãos e a temperatura do ar ambiente aumentam o metabolismo dos grãos, o que favorece o crescimento microbiano e das pragas, acelerando a sua atividade.

8. Reduções nos teores de carboidratos, proteínas, lipídeos e vitaminas, durante o armazenamento, originam perda de material orgânico, com diminuições de massa específica e de matéria seca, resultando em perdas de qualidade e de valor dos grãos.

9. Tipos e tamanhos dos silos

9.1. Silos de madeira: para volumes pequenos de sementes – 60 a 80 toneladas;

9.2. Silos de concreto: de uma a três mil toneladas ou mais;

9.3. Silos metálicos: podem ser para seis mil toneladas ou mais.

10. Os silos mais utilizados principalmente no Brasil, são os fabricados a partir de concreto e os metálicos.

11. As trocas de calor e água entre os grãos e o ar ambiente são dinâmicas e contínuas até o limite de obtenção do equilíbrio higroscópico, em determinadas condições de temperatura.

11.1. Esse processo ocorre por sorção ou dessorção de água pelos grãos, em função do diferencial de pressão de vapor de água e/ou de temperatura entre esses e a atmosfera intergranular.

12. A atividade de água (aw) está relacionada com o metabolismo dos grãos e o desenvolvimento microbiano durante a armazenagem.

12.1. Em equilíbrio higroscópico, a umidade crítica dos grãos, para o desenvolvimento de microrganismos associados, é de 14%, enquanto para os insetos e ácaros está entre 8 e 10%

13. Os carboidratos dos grãos são consumidos pelo próprio metabolismo e de microrganismos associados, por isso há decréscimo do seu conteúdo total durante a armazenagem.

13.1. A fração protéica sofre reações de hidrólise, de descarboxilização, de desaminação.

13.1.1. Essas transformações provocam o escurecimento dos grãos, a complexação com açúcares redutores, a diminuição do teor de nitrogênio protéico e o aumento do conteúdo de nitrogênio não protéico.

14. Lipídeos

14.1. Deterioração

14.1.1. Devido a redução do seu conteúdo total e/ou pela suscetibilidade a alterações estruturais.

15. A ocorrência de ácidos graxos livres, ou mesmo constituintes de triglicerídeos e fosfolipídios, predispõe à deterioração da matéria graxa, por via hidrolítica oxidativa ou cetônica.

15.1. A redução do teor de extrato etéreo e o aumento do teor de ácidos graxos livres

15.1.1. A avaliação desses índices é um eficiente parâmetro de controle da conservabilidade durante a armazenagem.

16. A rancificação oxidativa consiste na incorporação do oxigênio aos glicerídeos e ácidos graxos livres, em altas temperaturas o processo é acelerado. Já a rancidez cetônica ocorre devido a alta umidade e o material nitrogenado

17. As vitaminas hidrossolúveis são as que sofrem as maiores perdas. A redução do teor e da disponibilidade das vitaminas lipossolúveis é acelerada pelo aumento da acidez e da oxidação do óleo dos grãos.

18. O conteúdo mineral são as cinzas, e aumentam conforme a matéria orgânica é consumida.