Teoria dos gêneros e dos movimentos literários
por Juliane thais
1. Para o estudo das inumeráveis obras literárias foi preciso, evidentemente, estabelecer classificações em gêneros e épocas.
1.1. O primeiro estudioso da literatura, Aristóteles, no século III a.C., apresentou a primeira divisão das formas literárias até então produzidas, lançando os fundamentos da Teoria dos gêneros.
1.1.1. A concepção aristotélica do poeta “artífice”, o que projeta e constrói a obra seguindo as normas estruturais de cada gêneros, mediante uma elaboração formal paciente e apurada. Mas é substituída pela concepção platônica do poeta “inspirado”.
1.1.1.1. Para Platão, poeta nascitur, pois a poeticidade reside em dons naturais revelados por fugazes momentos de arrebatamento e expressos por uma limguagem emotiva.
2. Por isso, a moderna teoria de gêneros não limita o números das espécies possíveis, admite a possibilidade da mistura de gêneros existentes e do surgimento de formas literárias novas.
3. Em verdade, qualquer divisão da literatura em gêneros está sujeita a críticas, pois é impossível encontrar um critério rigoroso capaz de dar conta da enorme variedade das obras literárias existentes.
3.1. De outra lado, não se pode escamotear o problema da classificação, negando simplesmente a existência dos gêneros literários, refugiando-se no mito da individualidade criadora.
4. A literatura é uma forma de conhecimento da realidade que se serve da ficção e tem como meio de expressão a linguagem artisticamente elaborada.
5. Pelo uso da “linguagem”, a literatura se diferencia das outras artes, que usam um diferente meio de expressão: a imagem fixa (pintura), a imagem móvel (cinema), mármore, gesso ou madeira (escultura) etc.
5.1. O texto literário, portanto, além de fornecer um prazer estético (o fim lúdico) é a fonte mais fascinante de conhecimento do real.
5.1.1. Daí a função social da literatura que induz o homem a refletir sobre os problemas existenciais.