Começar. É Gratuito
ou inscrever-se com seu endereço de e-mail
EXODONTIAS por Mind Map: EXODONTIAS

1. Aspectos Radiográficos

1.1. O exame radiográfico é muito importante pois possibilita a observação de estruturas anatômicas

1.2. Importante para verificar se durante a extração de dentes decíduos haverá riscos de lesionar ou deslocar o dente subjacente.

1.3. Relação com estruturas vitais:

1.3.1. Em casos de molares superiores, é necessário tomar cuidado com a proximidade das raízes com o assoalho do seio maxilar. Para evitar perfurações, caso haja apenas uma pequena camada de osso.

1.3.2. Molares inferiores podem estar próximos ao canal alveolar inferior, para evitar danos ao canal e até mesmo ao nervo alveolar inferior.

1.4. Configuração das raízes: atentar ao número de raízes existente, a curvatura das mesmas, se há presença de cáries ou reabsorção, para assim planejar o procedimento.

1.5. Condição do osso adjacente: osso radiolúcido é menos denso e deve ser analisado pois se houver radiolucidez periapical pode ser um indicativo de granulomas ou cistos. O osso radiopaco costuma ser mais denso.

2. Indicações

2.1. Cárie: quando o elemento encontra-se tão cariado que não pode mais ser restaurado (por complexidade, custo, etc).

2.2. Necrose pulpar ou pulpite irreversível: neste caso, pode ser pela desistência do paciente em realizar o tratamento endodôntico ou pela existência de um canal tortuoso ou calcificado ou quando o tratamento endodôntico já foi realizado mas falhou.

2.3. Doença periodontal: quando severa, levará a perda óssea excessiva e mobilidade irreversível; assim, a extração é indicada para que ainda seja posspivel realizar um implante dentário (antes que a perda óssea seja tão severa que não permita).

2.4. Indicações ortodônticas: as vezes faz-se necessária a extração de algum elemento para fornecer espaço para o alinhamento dos demais. Normalmente os dentes extraídos são os pré molares.

2.5. Dentes mal posicionados: caso eles traumatizem tecidos moles e não há a possibilidade de reposicionamento com tratamento ortodôntico; em caso de perda do dente antagonista, pode dificultar a confecção de uma prótese, então também pode ser indicada a extração do mesmo.

2.6. Dentes fraturados: quando mesmo tratamentos endodôntico e restaurador não aliviam a dor do paciente com uma trinca na coroa ou uma raiz fraturada.

2.7. Dentes impactados: quando o mesmo não apresenta chances de erupcionar até obter uma oclusão adequada (por conta de falta de espaço, por exemplo).

2.8. Dentes supranumerários: costumam ser impactados e podem interferir na erupção ou realizar reabsorção e deslocamento de outros dentes.

2.9. Dentes associados a lesões patológicas: quando o dente (ou sua manutenção necessária) compromete a remoção e tratamento da lesão patológica, deve ser removido, pois o tratamento da lesão é imprescindível.

2.10. Radioterapia: o efeito colateral mais temido é a osteorradionecrose. Dentes com condições periodontais precárias são indícios de cuidados não adequados, portanto podem ser um indicativo, já que são mais propensos à problemas posteriores (como cáries ou periodontite contínua).

2.11. Dentes envolvidos em fraturas dos maxilares: nos casos onde o dente encontra-se lesionado, fraturado, interferir na redução e fixação correta da estrutura ou severamente luxado.

2.12. Questões financeiras: em casos onde o dente necessita de tratamento longo e caro, onde o paciente também precise se ausentar do trabalho e não desejar/puder arcar com o custo elevado. Soluções com implantes dentários podem ter maior custo-benefício para alguns paciente, então opta-se pela exodontia.

3. Aspectos Clínicos

3.1. Acesso ao dente: em casos onde o paciente possui limitação da abertura de boca, o cirurgião deve procurar diferentes instrumentais para a realização do procedimento e as causas para esta abertura reduzida de boca (trismo, disfunção de atm ou fibrose muscular, por exemplo). Cuidado na localização e posição do dente (caso esteja apinhado ou ectópico), para escolher fórceps com melhor adaptação.

3.2. Condição da coroa: avaliar a presença de cáries, tratamento endodôntico ou grandes restaurações que podem ocasionar fratura durante a extração, dificultando o processo.

3.2.1. Em caso de presença de cálculo, deve-se remover antes da extração, para que o fórceps possa ser posicionado corretamente.

3.2.2. Nos casos onde pode ocorrer fratura, o dente deve ser luxado o máximo possível.

3.2.3. Avaliar restaurações em dentes adjacentes, ter cuidado ao utilizar as alavancas para que não haja fraturas.

3.3. Mobilidade do dente: em caso de hipermobilidade (pode ser por conta de doença periodontal), deve-se esperar uma extração simples mas com dificuldades para o manuseio de tecidos moles. Em casos de mobilidade menor que o normal, pode ser caso de presença de hipercementose ou anquilose das raízes. Nestes casos, recomenda-se planejamento da remoção cirúrgica sem a utilização de fórceps.

4. Contra Indicações

4.1. Locais

4.1.1. osteorradionecrose em áreas submetidas à irradiação terapêutica para tratamento de lesões malignas

4.1.2. dentes localizados em áreas com lesões tumorais malignas, se extraídos, podem desenvolver metástase sistêmica.

4.1.3. pacientes com pericoronarite (devem tratar a infecção antes da exodontia).

4.1.4. trismo com grande limitação de abertura de boca, quando causado por uma infecção odontogênica (pode ser fator de risco para uma infecção maior, deve-se atentar ao uso de antibióticos preemptivos em casos mais graves).

4.1.5. Pré molares ou molares maxilares quando o paciente apresenta sinusite maxilar aguda (infecções agudas podem se agravar quando há comunicação do seio maxilar com a cavidade oral).

4.1.6. Condições agudas no quadro imunológico ou gengivite ulcerativa necrosante aguda, deve-se controlar esses casos antes do procedimento.

4.2. Sistêmicas

4.2.1. doença renal severa: relação de hemodiálise e medicamentos para não coagulação podem causar hemorragia.

4.2.2. Câncer - leucemia ou linfoma sem controle: pode ocorrer infecção por conta do não funcionamento dos glóbulos brancos e sangramento excessivo.

4.2.3. doenças cardíacas severas ou sem controle: risco elevado de complicações durante a exodontia.

4.2.4. Hipertensão maligna: grande risco de sangramento persistente, insuficiência aguda do miocárdio e avc.

4.2.5. Gestantes: no primeiro e segundo semestres da gestação deve-se evitar o uso excessivo de medicamentos além dos anestésicos locais.

4.2.6. Diabete não controlada: alterações no processo de cicatrização e tempo de sangramento