Instrumentos de Triagem Nutricional

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Instrumentos de Triagem Nutricional por Mind Map: Instrumentos de Triagem Nutricional

1. MAN

1.1. Miniavaliação Nutricional : desenvolvida para avaliação nutricional de idosos. Tem como objetivo rastrear o risco de desenvolver desnutrição ou detectá-la em estagio inicial em idosos nos níveis de atenção primária, secundária, terciária ou institucional.

1.1.1. Questionário dividido em duas partes: triagem e avaliação global\segunda parte da avaliação.

1.1.1.1. A triagem compreende as seguintes questões: 1.Alteração de ingestão alimentar; 2.Perda de peso no últimos meses; 3.Mobilidade; 4.Estresse psicológico ou doença aguda no último trimestre; 5.Problemas neuropsicológicos; 6.Índice de massa corporal (IMC).

1.1.1.1.1. Para cada item da triagem é atribuído um score, se a pontuação final for inferior ou igual a 11 pontos, demonstra possibilidade de desnutrição, sendo necessária a segunda parte da avaliação ou avaliação global.

2. ASG

2.1. Avaliação Subjetiva Global: inicialmente desenvolvida para pacientes cirúrgicos adultos e idosos com o objetivo de identificar risco nutricional.

2.1.1. Critérios: perda de peso nos últimos 6 meses; alteração da ingestão alimentar em relação ao usual; sintomas gastrointestinais considerando duração e intensidade; capacidade funcional; demanda metabólica da doença de base; realização de exame físico (avaliação subjetiva muscular e de gordura subcutânea, na presença ou não de edema e ou ascite.

2.1.1.1. Com base nesses critérios o paciente será classificado em (a) bem nutrido, (b) suspeito de ser desnutrido ou moderadamente desnutrido, (c) desnutrição grave.

3. São procedimentos que identificam características associadas a problemas nutricionais do paciente, como a alteração de peso; peso, altura e IMC; alterações de apetite ou gastrointestinais que afetem o estado nutricional; alteração de consumo alimentar e alterações metabólicas associadas as á doença.

4. A triagem deve ser um procedimento rápido, executado pela equipe multidisciplinar de saúde que realiza a admissão hospitalar, previamente treinada. Também pode ser aplicada pelo paciente (autoaplicada) ou por seus familiares para identificar o risco nutricional do paciente.

5. Possuem como principais objetivos: realizar uma avaliação de risco nutricional, priorizar o atendimento nutricional e definir o nível da assistência nutricional (primário, secundário e terciário).

6. NRS

6.1. Nutritional Risk Screening: desenvolvido para todas as faixas etárias de hospitalizados e tem como objetivo a detecção de risco nutricional precoce.

6.1.1. Leva em consideração as seguintes questões: 1. Perda ponderal indesejada, considerando tempo e quantidade; 2. IMC para adultos e percentis de peso para altura para crianças; 3.Apetite; 4.Capacidade para mastigação e deglutição; 5.Sintomas gastrintestinais; 6.Fator de estresse da doença- sem estresse (pacientes internados apenas para investigação), estresse moderado (doenças crônicas, grandes cirurgias, fraturas, úlceras de pressão, acidente vascular cerebral, doenças inflamatórias intestinais, outras doenças gastrintestinais);

6.1.1.1. Para cada resposta é atribuído um score que varia de 0 a 3 de acordo com a complexidade. Os pacientes são classificados como risco de desnutrição baixo, moderado ou alto.

7. STRONG KIDS

7.1. Sreeening Tool Risk Nutritional Status and Growt: avaliação realizada em indivíduos com idade entre 1 mês e 18 anos.

7.1.1. É composto por itens que avaliam a presença de alto risco ou cirurgia de grande porte prevista; perda de massa muscular e adiposa, por meio da avaliação clínica e subjetiva; ingestão alimentar e perdas nutricionais; perda ou nenhum ganho de peso.

7.1.1.1. Cada item tem uma pontuação, fornecida quando à resposta a pergunta for positiva. A somatória dos pontos indica risco de desnutrição, além de guiar o aplicador sobre a intervenção e o acompanhamento necessário.

7.1.1.1.1. O instrumento é de aplicação rápida (5 minutos em média) e fácil e apresenta resultados compatíveis com dados objetivos (peso e altura)

8. MST

8.1. Instrumento de Triagem de Desnutrição : foi objetivado para aplicação na população adulta heterogênea, de ambos os sexos. Não inclui dados antropométricos, laboratoriais e outros objetivos e é pouco abrangente quanto ao estado de saúde do paciente.

8.1.1. Instrumento simples, barato e fácil de ser empregado por qualquer profissional da saúde, familiar ou pelo próprio paciente

8.1.1.1. O instrumento atribui entre 0 a 4 para possíveis respostas às questões sobre perda de peso e apetite. Quando somados, os pontos resultam em um score. Os valores > ou igual a 2 indicam risco nutricional

9. MUST

9.1. Instrumento de Triagem Universal de Desnutrição: é aplicado em adultos, idosos, lactantes e gestantes, principalmente da comunidade, mas também em pacientes ambulatoriais, clínicos ou hospitalizados.

9.1.1. Pode ser adaptado para circunstâncias especiais, como em casos que o peso a estatura não podem ser aferidos ou quando há distúrbios hídricos; para tal, são usadas medidas alternativas, incluindo marcadores subjetivos.

9.1.1.1. Também tem o objetivo de identificar obesidade. O instrumento utiliza três critérios que refletem a evolução do paciente: 1.Perda não intencional de peso (passado); 2.IMC (presente); 3.Efeito da doença aguda sobre a ingestão alimentar (futuro)

9.1.1.1.1. O resultado de cada critério gera uma pontuação, que será somada. Para interpretação do score, os pacientes são agrupados em três categorias: baixo, médio e alto risco de desnutrição. Para cada resultado, é sugerido planos de ação, de acordo com o tipo de paciente.

10. Níveis de Assistência Nutricional (NANs)

10.1. PRIMÁRIO

10.1.1. pacientes cuja doença de base ou problema não exija cuidados dietoterápicos específicos (pneumonia, gripe, conjuntivite, varicela) e que não apresentem risco nutricional.

10.2. SECUNDÁRIO

10.2.1. pacientes cuja doença de base ou problema não exija cuidados dietoterápicos específicos, porém apresentam risco nutricional ou que não apresentam risco nutricional (disfagia, diabetes, alergia à proteína do leite de vaca, hipertensão).

10.3. TERCIÁRIO

10.3.1. pacientes cuja doença de base exija cuidados dietoterápicos especializados (prematuridade, baixo peso ao nascer, erros inatos do metabolismo) e que apresentam risco nutricional.

10.4. Compreendem a categorização dos procedimentos realizados, de acordo com o grau de complexidade das ações do nutricionista, executadas no atendimento ao paciente em ambiente hospitalar ou ambulatorial.

10.5. Possibilita ao nutricionista estabelecer condutas dietoterápicas uniformes; facilita a obtenção de dados nutricionais dos pacientes à equipe multidisciplinar; o atendimento ao paciente pode ser feito de forma mais rápida, objetiva e científica; para a instituição os níveis permitem mensurar a assistência em nutrição de forma quantitativa e qualitativa.

10.6. A resposta ao critério de risco nutricional deve ser resultante de algum instrumento de triagem, assim será definido o nível de assistência nutricional.