Abordagens de Psicologia Social no País

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Abordagens de Psicologia Social no País por Mind Map: Abordagens de Psicologia Social no País

1. Necessidade de comportamento, informação, domínio físico e intelectual do mundo.

1.1. Compartilhado entre diversas pessoas que compõem, que servem de apoio umas para as outras, muitas vezes de forma convergente, conflituosa, para compreendê-lo, administrá-lo ou enfrentá-lo.

2. Teoria das Representações Sociais

2.1. A teoria das representações sociais desenvolvida pelo sociólogo Serge Moscovici teve sua origem na França, na década de 1960.

2.1.1. Psicólogo social romeno, naturalizado francês, Moscovici nasceu em 1928 no seio de uma família judia e vivenciou os horrores da segunda Guerra mundial, sofrendo inclusive, discriminação antissemita.

2.2. Psiquismo humano no enfrentamento da problemática, que envolve as dicotomias sujeito/objeto e indivíduo/sociedade

2.2.1. Rompimento de paradigmas - teoria abarca uma série de objetos que dizem respeito à comunicação e à elaboração de comportamentos entre indivíduos e grupos.

2.3. Estudadas por Durkheim (1978), representações coletivas. Teoria da linguagem de Saussure. A teoria das representações infantis, de Piaget. Teoria do desenvolvimento cultural de Vigotsky.

2.4. Desafios da modernidade: conciliar fé e razão; intuição e experiência; heterogeneidade e homogeneidade.

2.4.1. Compreender as representações sociais não como uma distorção de pensamento, mas sim como uma forma híbrida de pensar em grupo e de apreender o novo social.

2.4.1.1. Conforme a sociedade vai se desenvolvendo, deve se adaptar às novas exigências de sua realidade, onde os indivíduos devem ter consciência do contexto social no qual estão inseridos.

3. Teoria Crítica

3.1. O começo da teoria crítica parece ser o ano de 1931, quando Max Horkheimer assume a direção do Instituto de Pesquisas Sociais da Escola de Frankfurt

3.1.1. Apesar da direção de Max Horkheimer, esta categoria abrange também diversas teorias desenvolvidas por muitos outros investigadores do Instituto de Pesquisas Sociais

3.1.1.1. Otto Kirchheimer

3.1.1.2. Theodor W. Adorno

3.1.1.3. Erich Fromm

3.1.1.4. Herbert Marcuse

3.1.1.5. Friedrich Pollock

3.1.1.6. Leo Lowentha

3.1.2. Max Horkheimer

3.1.2.1. Franz Neumann

3.1.2.2. Teoria crítica aparece como um programa esboçado por meio de uma contraposição com aquilo que Horkheimer denominou então como teoria tradicional.

3.1.2.2.1. "A teoria crítica declara que o mal, em primeiro lugar na esfera social, mas também nos indivíduos, pode ser identificado, mas que o bem não pode. O conceito do negativo contém [...] o positivo como seu oposto. Em outras palavras: a denúncia de um ato como mal ao menos sugere a direção que um mundo melhor tomaria. [...] Se alguém quiser definir o bem como uma tentativa de abolir o mal, este pode ser determinado. E este é o ensinamento da teoria crítica. Mas o oposto – definir o mal a partir do bem – seria uma impossibilidade." (Horkheimer, 1974)

3.1.2.2.2. “Teoria tradicional e teoria crítica” (1937)

3.2. A teoria parte do princípio de uma crítica ao caráter cientificista das ciências humanas

3.2.1. Pautada na organização dos trabalhadores, centrada em entender a cultura como elemento de transformação da sociedade

3.2.1.1. Pressupostos do Marxismo para explicar o funcionamento da sociedade e a formação de classes

3.2.1.2. Psicanálise para explicar a formação do indivíduo, enquanto elemento que compõe o corpo social

3.2.2. Um dos principais questionamentos se dava no sentido de entender como os indivíduos se tornavam insensíveis à dor do autoritarismo, negando a sua própria condição de indivíduo ativo no corpo social.

3.3. Baseada em Karl Marx

4. Construcionismo Social

4.1. A linguagem e o conceito de posição tem um papel de grande relevância no Construcionismo

4.1.1. Tem a perspectiva teórica que seu foco é sobre processos relacionais e discursivos a partir dos quais as pessoas constroem a si mesmas e o mundo em que vivem.

4.1.2. Vários autores que tendem a compreender o Construcionismo, preferem não ter um conceito 100% formado a respeito.

4.1.3. Não há essência nos fatos humanos, pois estes são criados no contexto de suas interações:“questionando os pressupostos do essencialismo, a teoria construcionista social deslocou o foco da atenção da pessoa para o domínio social”

4.1.4. Já sobre a questão da posição seria algo como quando dizemos que alguém pertence a certo status econômico, social ou político significa dizer basicamente como este alguém se encontra posicionado.

4.2. Iniciou no final do século XX e início do século XXI

4.3. Como principal nome temos Peter Berger e Thomas Luckmann

4.3.1. O construcionismo entende que a realidade dos sujeitos deve ser concebida numa visão sistêmica e dinâmica, a dicotomia “mundo interno/ mundo externo” é então abolida

4.4. Uma grande reflexividade e uma autocrítica permanente

5. Estudos Culturais

5.1. Os estudos culturais são um campo de investigação de caráter interdisciplinar que explora as formas de produção ou criação de significados e de difusão dos mesmos nas sociedades atuais

5.1.1. Seu reconhecimento institucional no país pode ser 1998

5.2. Ambos os campos consideram o sujeito como constituído por práticas sociais

5.3. Trata-se de uma proposta implementada em Rondônia, no final da década de 1980, que se afirmou junto aos agricultores como uma alternativa à escola urbana, vista como inadequada por ignorar a realidade do campo.

5.4. A Pedagogia da Alternância postula que a educação e a formação estão relacionadas com questões com as quais a família trabalha, portanto, pautadas na realidade cotidiana familiar, social e profissional vivida pelos jovens que residem longe dos centros urbanos.

5.4.1. Essa pedagogia, mediante seus instrumentos pedagógicos, procura fazer a ligação entre momentos vividos na família e momentos vividos no ambiente escolar, em um regime de internato, construindo sujeitos com determinadas identidades

5.5. Tanto os Estudos Culturais quanto a Psicologia Social são campos caracterizados como interdisciplinares, o que permite sua articulação na análise do processo de construção das identidades e diferenças. Com o objetivo de “perceber as intersecções entre as estruturas sociais, os grupos sociais, a cultura, a história e as relações que as pessoas constroem e passam a ser construídas por elas”

5.5.1. Psicologia Social não se configura como uma disciplina, mas como uma esfera plural do conhecimento. De modo semelhante, os Estudos Culturais veem a cultura como algo profundamente subjetivo e pessoal, atribuindo importância ao contexto no qual ocorre a ação A PRODUÇÃO DAS IDENTIDADES/DIFERENÇAS PELA PEDAGOGIA..

5.6. Nessa perspectiva, a cultura é, antes de qualquer coisa, interpelativa, produzindo subjetividades (Bernardes & Hoenisch, 2013), representando, tanto a partir dos Estudos Culturais quanto da Psicologia Social, o enfraquecimento dos limites tradicionais entre as disciplinas e possibilitando o crescimento de modos de fazer pesquisas interdisciplinares