1. Ética e o Mecansimo do bode expiatório
1.1. Homens competem pelo mesmo objetivo (começa como admiração, mas vira inveja)
1.2. É a comunidade inteira que o sacrifício protege de sua própria violência, é a comunidade inteira que se encontra assim direcionada para vítimas exteriores.
1.2.1. O sacrifício polariza sobre a vítima os germes da desavença espalhados por toda parte, dissipando-o ao propor-lhes uma saciação parcial.
1.3. A tragédia representa no palco a rivalidade e o conflito miméticos.
1.3.1. A perda das diferenças e o colapso da hierarquia no seio da comunidade; seus efeitos artísticos e dramáticos mais poderosos advêm do sacrifício ou da expulsão do bode expiatório.
1.4. Bode expiatorio
1.4.1. Alvo onde a violência é descarregada
1.4.2. Alguém que paga pela insatisfação de todos
1.4.3. Apenas o amor e o perdão é mais eficaz que o sacrifício de um bode espiatorio
2. Ética e o Teatro da Inveja
2.1. O grande teatro é necessariamente um jogo de diferenciação e indiferenciação.
2.1.1. Os personagens não manterão o interesse da plateia se a plateia não puder simpatizar com eles, ou negar-lhes essa simpatia.
2.1.1.1. Em outras palavras, eles têm de ser altamente diferenciados, mas todo esquema de diferenciação é sincrônico e estático. Para ser boa, uma peça tem de ser dinâmica.
2.2. A dinâmica do teatro é a dinâmica do conflito humano, a reciprocidade da retribuição e da vingança;
2.3. A rivalidade gera a imitação, a imitação gera a rivalidade: essa dupla paradoxal constitui a base de toda a teoria da cultura humana que René Girard.
2.4. Num processo muito esquemático, recordemos a derivação apropriada do comportamento mimético: ao imitar meu modelo, terminarei por desejar os objetos que ele possui e farei o possível para deles me assenhorar.
2.4.1. O desejo mimético é contagioso e pode agravar-se envolvido no curto-circuito da rivalidade mimética.
3. Ética da Autenticidade e da Sinceridade
3.1. Ética da Autenticidade
3.1.1. Charles Taylor diz que a ética da autenticidade é o deslocamento do acento moral do geral para o particular. Assim sendo, fala-se de um significado moral independente e crucial para formar seres humanos verdadeiros e completos segundo a lógica do mundo atual.
3.1.2. "O nada é pavoroso, por conta disso todo mundo quer ter uma autenticidade."
3.1.2.1. Trilling percebeu que todo mundo queria ser autêntico, porém essa autenticidade também significava ser único.
3.1.2.2. Já Charles Taylor, diz que não tem porque termos vergonha de adimitir que temos inspirações em outras pessoas.
3.2. Ética da Sinceridade
3.2.1. "Vez ou outra", escreve Lionel Trilling, "é possível observar a vida moral revendo a si mesma".
3.2.1.1. O processo pelo qual a espinhosa empreitada da sinceridade, de ser verdadeiro consigo mesmo, veio a ocupar um lugar de suma importância na vida moral e a mudança posterior na qual aquele lugar se vê usurpado pelo mais obscuro e ainda mais vigoroso ideal moderno de autenticidade.
4. Ética e a Teoria Mimética
4.1. Teoria Mimética
4.1.1. A teoria mimética ou imitativa é uma explicação do comportamento humano e da cultura humana. Os seres humanos imitam uns aos outros em tudo, inclusive no desejo.
4.1.2. Segundo Rene Girard, nós copiamos desejos de pessoas que admiramos
4.1.3. Mentira romanesca
4.1.3.1. Desejos são autonomos
4.1.4. Verdade romanesco
4.1.4.1. Desejo são miméticos
4.1.5. Sempre terá um mediador que te faz ter um desejo
4.1.5.1. Mediador
4.1.5.1.1. Externo
4.1.5.1.2. Interno
4.1.6. A teoria mimética afirma que esse fenômeno mal compreendido é a mais importante causa da violência humana, e que a vingança é a forma mais importante assumida por ele.
5. Ética do Dever e da Felicidade
5.1. Ética do Dever
5.1.1. Sociedade de peso: uma sociedade onde o dever é primordial.
5.1.2. Origem e influência predominantemente oriental
5.1.3. A civilização do peso não conseguiu acompanhar a mudança da mente das pessoas.
5.1.3.1. Lipovetsky: "A modernidade é uma transição do peso para a leveza".
5.1.4. A civilização do peso estava dando lugar a civilização da leveza.
5.1.4.1. Baumann: "Se for preciso abrir mão dos deveres, vale a pena para atingir a felicidade".
5.2. Ética da Felicidade
5.2.1. Civilização da Leveza
5.2.2. Amor próprio
5.2.3. Individualismo
5.2.4. Fruto da Modernidade Liquída
5.2.4.1. Cansada do peso presente na ética do dever, a sociedade liquída escolheu um novo meio ético de maior leveza que se tornou a ética da felicidade.
5.2.5. Felicidade justifica o descumprimento do dever
5.2.5.1. Felicidade é um dos principais pntos para a existência humana.