Pleistoceno final (2.000.000 a 10.000 a.C.)

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Pleistoceno final (2.000.000 a 10.000 a.C.) por Mind Map: Pleistoceno final (2.000.000 a 10.000 a.C.)

1. (O Pleistoceno é o período que antecede o Holoceno, no qual vivemos atualmente)

2. A chegada do ser humano na América!

2.1. Os fósseis de Lagoa Santa - MG (vejam as hipóteses de povoamento da América no link acima)

2.2. Os "Homens de Lagoa Santa" apresentam características cranianas que os aproximam de populações australianas e africanas atuais ou passadas, dando surgimento à hipótese de que a primeira leva de imigrantes seria formada por descendentes dos primeiros grupos de Homo Sapiens que saíram da África em direção ao Extremo Oriente. De lá teria havido duas rotas de imigração: uma para o sul (ancestrais dos aborígenes australianos) e outra para o norte, que teria alcançado a América através da Beríngia ou Estreito de Bering.

2.2.1. A apresentação craniana negroide não implica no tom da pele, tendo em vista a adaptação desta ao clima Asiático e Americano.

2.3. A partir de 8.000 a 7.000 anos atrás, os esqueleto encontrados no Brasil passam a apresentar morfologia mongolizada, mais parecida com a dos modernos indígenas. Uma possível explicação é uma adaptação dos povos da Ásia central e uma nova onda migratória para a América, onde teriam substituído os primeiros ocupantes. Outra hipótese é a de uma evolução paralela e convergente, no sentido de mongolização tanto na Ásia, quanto na América.

3. Pesquisas realizadas nos últimos decênios revelam uma presença humana inquestionável entre 11.500 e 13.000 anos atrás, particularmente no Chile Meridional, no Brasil Central, no Nordeste e na Amazônia.

3.1. Rocha de Pedra Furada - SC é o sítio arqueológico mais famoso do Brasil e onde são desenvolvidas mais pesquisas, tendo em vista a tentativa de mapear e identificar a idade dos fósseis. Até agora foram encontrados carvões, conjuntos de pedras por vezes queimadas, blocos de quartzitos e de quartzo toscamente lascados e, inclusive, vestígios de pintura.

3.2. Por outro lado, os vestígios humanos tornam-se incontestáveis por volta de 11.000 anos atrás. No Mato Grosso e Minas Gerais foram achados indícios datados entre 15.000 e 30.000 anos. Luzia foi encontrada na Lapa Vermelha - MG e corresponde ao fóssil mais antigo das Américas.

3.2.1. As populações de Lagoa Santa tem datação de 12.000 e 8.000 anos atrás; quase todos os sítios são abrigos sob a rocha, não necessariamente pelo estabelecimento de moradia, mas porque ali os vestígios foram melhor preservados e são mais facilmente encontrados pelos arqueólogos. o sítio de Lapa Vermelha situa-se no grande sítio de Lagoa Santa, que, juntamente com a encosta da serra do Cipó forneceram a maior coleção de esqueletos disponíveis para o estudo biológico das primeiras populações americanas. O grande número de abrigos e salões de entrada de grupos foi utilizada com cemitério, evidenciando dezenas de corpos com 11.000 e 8.000 anos, fletidos e depositados em pequenas covas preenchidas com terra vermelha, eventualmente embrulhados em uma rede e acompanhados de colares de sementes de vegetas, cobertos por blocos de pedras.

3.2.2. No norte de MG não foram encontrados restos humanos - provavelmente os sepultamentos eram feitos nos abrigos - mas muitos instrumentos de pedras feitos de sílex. No abrigo da Lapa do Boquete encontram-se, à oeste, espaços reservados às fogueiras alimentares, cheias de conchas, moluscos aquáticos e de coquinhos queimados. Havia também espaços reservados ao trabalho do osso, reparação de pontas de flechas e/ou trabalho da madeira, evidenciando grupos complexamente organizados.

4. A arte rupestre

4.1. Vestígios da Tradição Itaparica encontram-se em abrigos cujas paredes foram ornadas com pinturas rupestres. Se encontraram pigmentos preparados em camadas arqueológicas desses período em Minas Gerais, Piauí e Pará. Pesquisadores do Piauí apontam que algumas figuras da chamada Tradição Nordeste, com representações de animais e seres humanos, já teriam sido pintadas há mais de 11.000 anos.

5. A sociedade

5.1. A maioria dos arqueólogos brasileiros considera que elas viveriam em "bandos" (grupos pequenos, com no máximo duas ou três dezenas de indivíduos, caracterizados por alta mobilidade, ausência de hierarquia e nos quais a única diferença significativa de status seria a distinção de sexo e idade.

5.2. A movimentação de matéria-prima parece ter sido bastante ampla, com pedras trazidas de dezenas de quilômetros e, em Lagoa Santa, com a presença de conchas marítimas. Não se descarta a possibilidade de aquisição desses produtos através de trocas sucessivas ou de viagens realizadas em pequenos grupos.

5.3. Há diferenças culturais expressas pelo modo de sepultar os mortos, por exemplo, ou na forma de trabalhar a pedra. A partir dos vestígios disponíveis podemos perceber uma razoável diferenciação de grupos que evoluíram separadamente, desenvolvendo aptidões e gostos diferentes. Havia porém algumas idiossincrasias que evidenciavam contato com outros grupos.