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DEMOCRACIA por Mind Map: DEMOCRACIA

1. THOMAS HOBBES

1.1. Na perspectiva do filósofo inglês, a constituição e o funcionamento de uma sociedade pressupõem que os indivíduos cedam, por transferência seus direitos naturais ao soberano. Hobbes manifestou preferencia pela monarquia absolutista pois acreditava que as assembleias e os Parlamentos estimulavam os conflitos graças ás disputas entre diferentes facções e partidos.

2. O conceito de democracia como '' poder do povo'' surgiu na Grécia Antiga. Existem diferentes concepções de democracia presentes na sociedade

3. TIPOS DE DEMOCRACIA

3.1. DEMOCRACIA REPRESENTATIVA: surgiu entre os séculos XVII e XIX. Na democracia representativas as deliberações coletivas não são tomadas diretamente pelos cidadãos, mas por pessoas eleitas para tal finalidade. A participação dos cidadãos é indireta , formal e se expressa por meio das instituições eleitorais e dos partidos políticos.

3.1.1. DEMOCRACIA DIRETA: Na democracia clássica, Atenas, todos aqueles que fossem considerados cidadãos podiam e deviam participar da criação e da manutenção de uma vida em comum. Nesse modelo, o conceito da cidadão está associado á participação, pois cada cidadão interfere diretamente nos interesses do Estado. Esse modelo, entretanto. dificilmente seria possível em comunidades mais numerosas do que as das cidades-estados gregas.

3.1.1.1. DEMOGRACIA PARTICIPATIVA: Surgiu com as revoluções burguesas da Europa entre os séculos XVII e XIX representativo. O pilar desse modelo é a soberania popular, que se efetiva pelo exercício do voto. Além dela outras instituições politicas foram criadas e se tornaram indispensáveis.

4. TEORIA DEMOCRATICA MODERNA

4.1. Em meados do século XVI, surgiu a ideia de autonomia do individuo, que deu origem ao individualismo e ao liberalismo político. A concepção de democracia que se desenvolveu com base nesses princípios assumiu um perfil muito diferente daquele utilizado na Grécia Antiga. Se antes a democracia estava diretamente ligada á ideia de igualdade, em sua nova versão passou a se relacionar primordialmente com a ideia de liberdade.

5. JOHN LOCKE

5.1. No século XVII o filósofo também inglês propôs uma reflexão bem diferente da de Hobbes. Para ele o poder soberano deve permanecer nas mãos dos cidadãos que são os melhores juízes dos próprios interesses. Cabe ao governante retribuir a delegação de poderes ao garantir as prerrogativas individuais. Para ele, a elaboração das leis precisa estar a cargo de representantes escolhidos pelo povo.

6. JEAN-JACQUES ROSSEAU

6.1. Para o escritor e filósofo suíço, a desigualdade ocasionada pelo advento da propriedade privada é a causa de todos os sentimentos ruins do ser humano. No contrato social, é preciso definir a questão da igualdade e do comprometimento de todos com o bem comum.

6.1.1. Em seu livro ele afirma que a democracia só pode existir se for diretamente exercida pelos cidadãos, sem representação politica, pois a vontade geral geral não poderia ser representada apenas exercida diretamente.

7. MONTESQUIEU

7.1. Ele afirmou que igualdade na democracia é algo muito difícil de garantir plenamente. Partindo do principio de que é necessário um controle externo para que os sistemas políticos funcionem bem esse pensador defende a criação de regras que estabeleçam limites aos detentores do poder a fim de manter a liberdade a fim de manter a liberdade dos indivíduos.

7.1.1. Por isso propôs a divisão da esfera administrativa em três poderes ou funções independentes entre si: o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.

8. KARL MARX E FRIEDRICH ENGELS

8.1. Acreditavam que um governo democrático seria inviável numa sociedade capitalista, pois a regulação democrática da vida não poderia se realizar com as limitações impostas pelas relações capitalistas de produção. Seria necessário, portanto, mudar as bases da sociedade para criar a possibilidade de uma política democrática.

8.1.1. Para Marx e Engels, os princípios que protegem a liberdade dos indivíduos e defendem o direito á propriedade tratam as pessoas como iguais apenas formalmente. O movimento em favor do sufrágio universal e de igualdade política é reconhecido por Marx como um passo importante, mas, segundo ele, seu potencial emancipador está limitado pelas desigualdades de classe.

9. TEORIA DEMOCRÁTICA CONTEMPORÂNEA.

9.1. Foi desenvolvida a partir do século XIX com base no confronto entre duas doutrinas políticas: o Liberalismo e o Socialismo. Para os liberais o poder do Estado deves ser limitado, pois eles acreditam que a verdadeira liberdade depende da menor interferência possível do Estado e das leis nesses direitos. Para a doutrina socialista, o sufrágio é apenas o ponto inicial do processo de democratização do Estado.

9.1.1. Alguns dos principais teóricos do socialismo afirmam que o aprofundamento do processo de democratização na perspectiva socialista ocorre de dois modos: por meio da critica á democracia representativa e pela ampliação da participação popular e do controle do poder por meio dos chamados "conselhos operários"

10. BENJAMIM CONSTANT

10.1. Principal representante do liberalismo e membro da Assembleia Nacional Francesa, ele afirma que a liberdade dos modernos, que deve ser promovida e desenvolvida, é a liberdade individual na relação com o Estado, ou seja,

10.1.1. as liberdades civis e políticas, enquanto a liberdade dos antigos, que se tornou impraticável, é a liberdade de participação direta na formulação das leis

11. ALEXIS DE TOCQUEVILLE E JOHN STUART MILL

11.1. Defenderam a ideia de que a única estrutura democrática compatível com o Estado liberal seria a democracia representativa. Uma passagem interessante é o principio do dano de Stuart Mill. Por esse princípio, cada individuo tem o direito de agir como quiser desde que suas ações não prejudiquem outras pessoas.

11.1.1. Se a ação afeta diretamente apenas a pessoa que a está realizando a sociedade não tem o direito de intervir, mesmo que o individuo esteja prejudicando a si mesmo

12. ROSA LUXEMBURGO

12.1. Para ela, o controle do poder deve acontecer nos próprios lugares da produção e seu agente é o trabalhador.

13. ROBERT DAHL

13.1. Na metade do século XX, surgiu a corrente pluralista. Os pluralistas, em particular Dahl, não procuravam esta estabelecer uma definição abstrata e teórica acerca da democracia, mas, por meio da observação de experiências de sistemas politicos, estipularam alguns requisitos mínimos:

13.1.1. funcionários eleitos, eleições livres justas e frequentes, liberdade de expressão, fontes de informação diversificadas, autonomia para associações se cidadania inclusiva. Com base nesses critérios são caracterizadas quatro estruturas de governo:

13.1.1.1. HEGEMONIAS FECHADAS: que são regimes em que não há disputa de poder e a participação política é limitada. HEGEMONIAS INCLUSIVAS: que são regimes em que não há disputa de poder mas ocorre participação política.

13.1.1.1.1. OLIGARQUIAS COMPETITIVAS: regimes nos quais há disputas de poder, mas com limitada participação política e POLIARQUIAS: regimes em que há disputas de poder e participação política ampliada.

14. JOSEPH SCHUMPETER

14.1. Economista austríaco, criticou as teorias clássicas de democracia, especialmente na relação estabelecida entre democracia e soberania popular. Para o autor, a definição clássica de democracia supõe duas ficções incapazes de resistir a uma analise realista:

14.1.1. a existência de um bem comum e a universalidade da racionalidade dos indivíduos. Para ele, a unidade da vontade geral, que constituiria o bem comum, e a racionalidade dos indivíduos seriam mitos, porque esses elementos se tornariam irracionais por não conseguirem definir coerentemente suas preferencias diante da influencia da propaganda e de outros métodos de persuasão.

14.1.1.1. Dessa forma, Schumpeter rompe com a ideia de democracia como soberania popular para propô-la como método, um tipo de arranjo institucional (de governo) para alcançar decisões políticas. Assim sugere a superação do impedimento provocado pela irracionalidade das massas, reduzindo sua participação na politica ao ato da produção de governos (ato de votar).

15. C. B. MACPHERSON

15.1. Contrario a visão de Schumpeter, o cientista politico canadense sustenta que a liberdade e o desenvolvimento individual só podem ser alcançados plenamente com a participação direta e contínua dos cidadãos na regulação da sociedade e do Estado.

15.1.1. Macpherson defende uma transformação estruturada em um sistema que combine partidos competitivos e organizações de democracia direta, que criam uma base real para a existência da democracia participativa.

15.1.1.1. Mas para que esse modelo pudesse se desenvolver, seria necessário que os partidos politicos se democratizassem, com princípios e procedimentos de democracia direta, complementada e controlada por organizações geridas por pessoas comuns em seus locais de trabalho e nas comunidades locais.

16. VILFREDO PARETO, GAETANO MOSCA E ROBERT MICHELS

16.1. As teorias sociológicas propostas por esses pensadores defendem que em toda sociedade existe apena suma minoria, que por diversos motivos vem a se tornar detentora do poder. Pareto afirmava que existe uma "circulação das elites", ou seja, uma minoria de pessoas que se alteram no poder.

16.1.1. Mosca justifica o poder das elites governantes pelo fato de serem uma minoria articulada e organizada, enquanto governados seriam uma classe numerosa, mas dividida e desorganizada. Ao estudar as formações partidárias Michels destacou como própria estrutura das organizações favorecia o surgimento das elites e sua longa permanência no poder.

16.1.1.1. Nas palavras de Michels, essa estabilidade das elites no poder é a "lei de ferro das oligarquias"