Educação Escolar e desigualdade étnico-racial

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Educação Escolar e desigualdade étnico-racial por Mind Map: Educação Escolar e desigualdade étnico-racial

1. Educação para as relações étnico-racial e financiamentos das políticas educacionais

1.1. A Lei 10.639/03, considerada um marco nas relações étnico raciais, estabelece que os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros deverão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar.

1.2. Cotas:As cotas sociais são as destinadas a pessoas de baixa renda e que tenham formação em escola pública. As raciais são voltadas a pessoas negras, pardas ou indígenas, que historicamente fazem parte de um grupo que foi oprimido na época da colonização e até hoje sentem os reflexos disso.

1.3. ações afirmativas:conjunto de medidas especiais voltadas a grupos discriminados e vitimados pela exclusão social ocorridos no passado.

1.4. Muitas ações afirmativas já foram e são feitas no Brasil, podemos citar: aumento da participação dos grupos discriminados em determinadas áreas de emprego ou no acesso à educação por meio de cotas; concessão de bolsas de estudo; prioridade em empréstimos e contratos públicos; distribuição de terras e moradias; medidas de proteção diferenciada para grupos ameaçados, etc.. ações afirmativas são preventivas e reparadoras no sentido de favorecer indivíduos que historicamente são discriminados.

1.5. As políticas anti-discriminatórias são apenas formas de reprimir os discriminadores ou de conscientizar aqueles que possam vir a discriminar. As cotas sociais são as destinadas a pessoas de baixa renda e que tenham formação em escola pública.

1.6. objetivo das ações afirmativas é eliminar as desigualdades e segregações, de forma que não se mantenham grupos elitizados e grupos marginalizados na sociedade, ou seja, busca-se uma composição diversificada onde não haja o predomínio de raças, etnias, religiões, gênero, etc.

1.7. O racismo, que produz as desigualdades em todas as situações de vida, nutre-se do silêncio, da acomodação. Recuperar a contribuição histórica da população negra para a construção da sociedade brasileira, discutir nossa herança africana, não só contribuirão para reforçar a autoestima e a identidade de nossos alunos, como irá prepará-los para enfrentar as inevitáveis dificuldades no mercado de trabalho.

2. O caráter educativo dos movimentos negros e indígenas

2.1. Desde a chegada dos portugueses, em 1500, as populações indígenas têm vivenciado inúmeros processos de resistências e enfrentamentos.

2.2. O racismo não se restringe somente aos povos negros,tive acesso a vários conteúdos que abordam a questão do racismo contra os povos indígenas ,O indígena também deve ser incluído na pauta antirracista.Se nós que vivemos nas cidades não temos anticorpos para combater esse mal [COVID-19] imagina quem vive nas aldeias”.Como demonstrado, debater publicamente a questão racial e étnica pode contribuir com a desconstrução de estereótipos, práticas racistas e políticas excludentes.

2.3. Nesse cenário, o combate à desigualdade racial na educação é essencial, enquanto elemento indispensável para qualquer mudança, de modo que sem uma educação efetivamente antirracista não é possível pensar em uma sociedade igualitária.Na sociedade brasileira as diferenças sociais entre brancos e negros são nítidas no cotidiano.

2.4. negros necessitam de cotas pois viveram mais de 300 anos na escravidão.

2.5. o Movimento Indígena nos mostra que, além da necessidade de difusão do diálogo sobre as dinâmicas e a configuração do racismo na sociedade brasileira, devido o processo de miscigenação que alguns povos tiveram, há sujeitos indígenas que se autoidentificam e/ou são heteroidentificados como brancos, pardos ou negros. Assim, o termo indígena tende mais para uma macro categoria identitária de cunho étnico do que racial – apesar de, como já mencionado, também serem vítimas do racismo e estarem inseridos em dinâmicas socio-históricas de racialização.

2.6. O movimento negro no Brasil corresponde a uma série de movimentos realizados por pessoas que lutam contra o racismo e por direitos.

2.7. movimento negro começou a surgir no Brasil durante o período da escravidão. Para defender-se das violências e injustiças praticadas pelos senhores, os negros escravizados se uniram para buscar formas de resistência

2.8. Os indígenas possuem como objetivo central de sua movimentação política a conservação e delimitação de áreas indígenas, ou seja, terra. ... A luta do movimento indígena no Brasil abrange muito mais do que apenas o território físico. Uma de suas grandes exigências é a possibilidade de manter sua cultura, seu modo de vida.

2.9. Ter profissionais negros atuando nas salas de aula e na gestão escolar, é importante devido à representatividade. “Quando temos esses sujeitos ocupando cargos hierárquicos importantes dentro do ambiente escolar, aponta para a prática dessa construção antirracista, porque está dialogando com a ideia da representatividade. Em alguma medida, essa representatividade é importante porque possibilita a materialização da presença do corpo negro não num marcador de opressão e subalternidade, mas num marcador de autonomia e emancipação

3. Gestão educacional e educação antirracista

3.1. Marco legal, Políticas curriculares de ação afirmativas.

3.2. Pensar uma educação antirracista, assim, envolve tratar da relação entre duas pessoas, mas também de permitir que todos tenham sua identidade e história acolhidos no espaço escolar. “A educação antirracista exige pensar nas manifestações racistas, e o que as sustentam, em todas as dimensões de uma escola”,

3.3. aprovação lei 10.639 que altera a LBD9394/96, incluindo os artigos 26A e 79B tornando obrigatoriamente o ensino de História e Cultura afro-brasileira e africana no ensino fundamental e médio de todas as escolas brasileiras.

3.4. E o processo de acolhimento e de reconhecimento das identidades requer que a escola repense todas as suas dimensões: curricular, formativa, de atendimento, avaliação. Material didático, arquitetura e rotina.

3.5. Se realmente queremos construir uma sociedade igualitária, é necessário compreender qual o papel que cada estrutura socioeconômica desempenha na reprodução do racismo, a fim de desenhar estratégias eficazes para o seu enfrentamento. Nesse cenário, o combate à desigualdade racial na educação é essencial, enquanto elemento indispensável para qualquer mudança, de modo que sem uma educação efetivamente antirracista não é possível pensar em uma sociedade igualitária.

3.6. Pibid:Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a docência (formação de professores) Pibid é um programa de âmbito nacional que tem por objetivo incentivar a iniciação à docência por meio de ações didático-pedagógicas que aproximem o licenciando da realidade escolar, articulando ensino superior e educação básica.

3.7. A escola tem um papel muito importante na nossa sociedade. É um espaço de consagração de práticas, de valorização ou desvalorização de perspectivas, experiências e culturas. A escola possibilita para os sujeitos uma formação profunda de hábitos, costumes, práticas, percepções, análises e conhecimentos. É na escola que acontece a descoberta do outro, da diversidade, do mundo econômico, do mundo comunitário

3.8. Uma instituição de ensino para a prática de uma educação antirracista é reconhecer que a escola, como parte da sociedade, também é um espaço em que o racismo está presente.

3.9. Outro ponto importante é destituir dos preconceitos e das visões equivocadas a respeito da comunidade negra. É de suma importância também reconhecer e valorizar a História e a Cultura Africana e Afro-Brasileira, de modo que elas façam parte do currículo escolar, conforme determina a Lei n. 10.639/03

3.10. A formação continuada de professores para a educação das relações étnico-raciais é fundamental no processo de revisão de práticas e atitudes. 

4. Livreto "População negra" da comissão de equidade da Feusp

4.1. refletir sobre os modos pelos quais as imagens e representações relacionadas à pessoa negra e às produções de origem africana são acionadas no contexto ocidental, de modo geral, e no Brasil, especificamente. Embora já evidenciado em muitos trabalhos os processos de silenciamento, apagamento e negativação da presença negra, ainda observamos situações em que peças publicitárias, materiais didáticos, produções artísticas e culturais etc. (re)produzem estereótipos depreciativos com relação a esses sujeitos e seus contextos.

4.2. A proposta deste material é subsidiar o início de uma conversa sobre igualdade de gênero, a partir da definição de alguns dos termos que geralmente circulam no cotidiano e que, devido às disputas a que estão sujeitos, podem parecer confusos a quem se aproxima do debate. Ao final, indicamos também publicações e apresentamos alguns grupos e campanhas que poderão orientar o aprofundamento sobre o tema.

5. Branquitude e formação de educadores antirracistas

5.1. Cabe ressaltar o fato de que nem toda pessoa branca é completamente igual a outra. Existe uma hierarquia entre os próprios brancos, pois, quanto maior a brancura de um indivíduo, maiores serão os privilégios que estes poderão usufruir em sociedade.

5.2. Se pretendemos que educadoras e educadores valorizem, respeitem e ampliem o conhecimento que os(as) estudantes já possuem, devemos apresentar-lhes possibilidades de construir conhecimentos com base na coletividade, ou seja, novas formas de atuação pedagógica para a troca de saberes,

5.3. A branquitude é um lugar de privilégios simbólicos, subjetivos, objetivo, isto é, materiais palpáveis que colaboram para construção social e reprodução do preconceito racial, discriminação racial “injusta” e racismo.

5.4. Racismo é naturalizado e o caminho inverso, ou seja, naturalizar o respeito sincero a diferença, é muito longo, pois é investir contra séculos de história e remar versus um processo nocivo que até hoje coloca o sujeito negro em um papel subalterno.