Currículo: Território em disputa- ARROYO 2011

Arroyo, 2011

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Currículo: Território em disputa- ARROYO 2011 por Mind Map: Currículo: Território em disputa- ARROYO 2011

1. Parte 2-Os saberes docentes não gozam de status e prestígio. Tal afirmação remete aos tempos do império, atravessa a república e perdura até os dias atuais. Por isso não figura nos currículos oficiais. É inferiorizado, destinado a pseudocidadãos-subcidadãos.

2. Enquanto não superarmos essa condição de subcidadania, de cidadania condicionada em que continuamos inferiorizando os setores populares, a escola pública continuará sendo tratada como espaço de subcidadania e seus profissionais continuarão classificados na mesma situação(ARROYO;2011,p.75)

3. texto 2. Os saberes do trabalho-os saberes do trabalho são desumanizados, desqualificados, não cabem no currículo.

3.1. Para Arroyo a história dos saberes docentes, sua afirmação como categoria, merece lugar central nos cursos de formação

4. O trabalho deve ser entendido como princípio educativo:trabalho que humaniza: aquele que reconhece as lutas pelos direitos e saberes do trabalho. Reconhecendo a classe operária como sujeito histórico, político e de direitos.

5. É necessário criticar a visão mercantilizada da trabalho humano...Mostrar que essa relaçãoescolarização/empregabilidade oculta as reais determinações sociais e políticas da pobreza e do desemprego estrutural; oculta mecanismos de apropriação/expropriação do trabalho e da riqueza;também oculta relações de classe marcadas pela exploração histórica do trabalho(ARROYO, 2011, p.106)

6. Parte 4- embate entre as concepções inovadoras e as concepções conservadoras para a educação da infância e adolescência. Vê-se nascerem propostas cada vez mais propedêuticas, sequenciais, lineares e etapistas, enfim, propostas pobres de experiências, competindo com propostas ávidas por revelar o humano nomeado através da palavra, o que, em termos educacionais e benjaminianos, poderia ajudar a criança a saber mais de si, nomear-se, revelar-se e revelar o outro. No que concerne especificamente aos jovens, eles já sabem, e não se deixam mais enganar que serão incluídos socialmente por meio da escolarização. Já sabem que, para que essa velha promessa possa se efetivar, o lugar-escola, os tempos, os espaços, a organização e a estrutura escolar deveriam se alterar e nada se alterou. Sabem que são vistos como Outros "in-incluíveis", ou seja, aqueles que não sabem reconhecer os esforços do poder público para a melhoria de sua educação. Mas, quais são mesmo os esforços? Os jovens resistem a conviver em um sem-lugar, isto é, resistem a habitar em um espaço que, em qualquer momento, foi para eles pensado

7. Arroyo sugere aos mestres reagirem. Exigirem uma postura ética.Reagirem a posturas e representações sociais negativas e preconceituosas.

8. Ritual: Ensinar-aprender-aprovar-reprovar

9. PARTE 1

9.1. TExto 1Currículo não é apenas disputas de territórios teóricos. Os docentes e discentes requerem seus espaços como sujeitos de experiências sociais e de saberes.

9.2. O autor aponta duas questões: 1-O currículo oficial está pressionado pelos coletivos populares; 2- esses coletivos ampliaram sua reivindicação(Pertencimento social e acesso aos bens materiais e culturais, simbólicos e memoriais e crítica a falácia da escola salvacionista- responsável por retirar os subcidadãos da ignorãncia e da miséria

9.2.1. Tal movimento ameaça o currículo oficial que monta uma estratégia de blindagem e apostam nos (PCNs; Prova Brasil; IDEB; ENEM; avaliações de larga escala.

9.2.1.1. As políticas educacionais vem reforçar o caráter conteudista e cognitisvista da escolarização e retira o poder de reunir direito e escolarização

9.3. O conhecimento é sacralizado/ritualizado. P/ Arroyo contestar a hegemonia do conhecimento válido que está a serviço do capital, da acumulação de riquezas sem contestar os rituais de passagem, a sacralização do conhecimento, sem lutar pela autonomia do conhecimento é luta perdida.

9.3.1. Falácia: Convencer os docentes que quanto mais cultuados os conteúdos maior será a valorização profissional. O que está por detrás é o maior controle

9.4. Texto 2- A desvalorização de quem fala. Mestres da escola pública (principalmente da educação básica)

9.4.1. Existe uma ausência dos sujeitos (professores e alunos nos currículos. Nas avaliações de larga escala importa quem não acerta, não ensina, não aprende, não fala

9.4.1.1. Arroyo destaca que muitos sujeitos desaparecem nos coletivos e são julgados como membros de coletivos. O indivíduo fica soterrado sob os escombros do preconceito(Inferiorização, incapicidade de cognição)

9.4.1.2. os coletivos só são nomeados quando a autoria é negativiva

9.4.1.2.1. A volta do conservadorismo impõe novamente a lógica sacrifficial, a lógica da segregação, inferiorização,apostando no discurso da qualidade. A lógica sacrificial imputa aos sujeitos a responsabilidade pelo fracasso.

10. Texto 3-Empregabilidade/treinamento escolar- Orientações curriculares baseadas nas competências e avaliações que obedecem as demandas do mercado.

10.1. O docente passou a ser treinador para a empregabilidade dos alunos (desqualifica/reduz o professor e o aluno a mercadoria. Assim, estaremos reproduzindo uma das condições que legitimam a desvalorização do trabalho docente. A negligência a diversidade de conhecimentos em prol de conhecimentos utilitários redefine as identidades professorais.

11. Parte 3- Arroyo defende a tese de que "Os sujeitos sociais e suas experiências se afirmam no território do conhecimento", isto é, apesar de haver o impedimento às experiências sociais para se integrarem ao conhecimento considerado legítimo, os coletivos sociais mostram que os saberes têm, sim, sua origem na experiência social e não apenas na artificialidade das questões epistemológicas. Se isso for negado ou ignorado, produziremos, além de injustiça social, uma injustiça cognitiva, diz Arroyo, citando Zygmunt Baumn. Manter essa separação entre experiência social e conhecimento legítimo é sustentar a brutal hierarquização dos saberes, é desperdiçar experiências sociais, é desconsiderar que todo conhecimento tem sua origem na experiência social; é, enfim, empobrecer os currículos pela negação das experiências sociais e da sua diversidade.