Educação Inclusiva e Educação Especial

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Educação Inclusiva e Educação Especial por Mind Map: Educação Inclusiva e Educação Especial

1. Cadastro nacional de superdotados.

1.1. Entrevista com a pesquisadora Olzenir Ribeiro, doutora em educação, com concentração nas áreas da criatividade e de altas habilidades.

1.2. Dois principais desafios do Brasil com relação à educação dos superdotados são: escolar e familiar.

1.3. Característica forte dos superdotados é um processo de aprendizagem muito acelerado.

1.4. Professores não têm o preparo necessário para identificar esses alunos.

1.5. Superdotação causa nos pais e responsáveis uma angustia intensa, porque os superdotados são muito curiosos e questionadores.

1.6. Cadastro Nacional vai ajudar com dados quantitativos específicos sobre o alunado superdotado, isso permitirá a elaboração de políticas adequadas a esse público.

1.7. Dois elementos centrais do aprendizado: i) preparo do professor para identificar que o educando é diferenciado, tem habilidades avançadas; e ii) permitir que o aluno dirija o próprio processo de aprendizagem.

2. Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas: o caso da Escola Alexandre Bacchi.

2.1. Escola é situada em Guaporé, Estado do Rio Grande do Sul – RS, com 570 alunos matriculados e 15 crianças matriculadas com deficiência.

2.2. Caso trata especificamente do Leonardo – aluno de inclusão do 2º ano do ensino fundamental.

2.3. Relato dos profissionais da escola e da mãe de Leonardo a respeito do processo de acolhimento e inclusão escolar desse aluno.

2.4. Professora Angelica Patussi

2.4.1. Ele usa fraldas, não tinha controle. Era difícil trabalhar com ele.

2.4.2. Trabalho conjunto da escola regular com a escola especial.

2.4.3. Adaptação de muitos materiais e ideias da escola especial nas aulas com o Leonardo na turma inclusiva.

2.5. Professora Andriangela Bonetti

2.5.1. Leonardo tinha muita dificuldade de comunicação.

2.5.2. Adoção da estratégia de interagir com o aluno nos momentos de intervalo, lanche para aperfeiçoar a comunicação e compreendê-lo melhor.

2.5.3. Necessidade de respeitar as individualidades, a forma peculiar dos alunos estarem no mundo e de aprenderem.

2.5.4. No final do ano letivo, a comunicação entre eles estavam bem mais fluída.

2.5.5. Plano Educacional Individualizado: ajudou bastante os professores na sala de aula com os alunos com deficiência.

2.5.6. Elaboração do Projeto Pedagógico (PP) da escola enquanto espaço de atualização sobre a legislação da educação inclusiva.

2.5.7. Uso das próprias experiências dos professores para qualificação do conjunto de profissionais da educação.

2.5.8. Relevância da avaliação cotidiana (formativa) do processo de ensino-aprendizagem.

2.5.9. Papel relevante da APAE – Sementes do Amanhã.

2.6. Professora Selma Maria Taufer

2.6.1. Leonardo tem a sua própria escrita, e está construindo a compreensão que a escrita dele é diferente da forma como a professora escreve e seus amiguinhos de turma.

2.6.2. Plano Educacional Individualizado trabalha com o monitoramento de metas, das habilidades dos alunos.

2.7. Pedagoga da Escola Semente do Amanhã – APAE

2.7.1. Leonardo quer escrever cartas, mandar bilhetes para o pai, o que antes não acontecia.

2.7.2. Docente precisa focar mais nas potencialidades dos alunos do que nas limitações.

2.7.3. Papel da educação inclusiva no sentido da quebra de preconceitos a partir da interação de todos alunos, com ou sem deficiência.

2.8. Mãe do Leonardo

2.8.1. Não se adaptava com os demais alunos, era muito nervoso, agressivo.

2.9. Romeu Kazumi Sassaki (Consultor de Inclusão)

2.9.1. Plano Individualizado de Educação é planejamento educacional anual para cada um dos alunos.

2.9.2. Plano Individualizado de Educação está previsto no Plano Pedagógico (PP) da escola.

2.9.3. No Plano Individualizado, cada discente é comparado com ele mesmo (com o que conseguia fazer antes, o que consegue realizar no momento, e as potencialidades de desenvolvimento futuro).

2.10. Coordenadora Pedagógica Séries Iniciais – Angelita Maria Schineider

2.10.1. Atendimento no turno inverso dos alunos com deficiência, a partir de trabalho coordenado e colaborativo com a professora da Sala de Recursos Multifuncionais, com o objetivo de fazer com esse atendimento auxilie a melhora no aprendizado do aluno em sala de aula.

2.11. Diretora da Escola

2.11.1. Todos os profissionais da escola que desenvolvem alguma atividade com o aluno participam da elaboração e da alimentação do respectivo Plano Educacional Individualizado.

2.12. Prefeito de Guaporé – Antônio Carlos Spiller

2.12.1. Principal preocupação e o grande desafio: qualificação da equipe de professores, de profissionais da educação.

3. Kassar, 2012.

3.1. Íntima ligação entre marginalidade, pobreza e deficiência (decreto do Estado de São Paulo datado de 1933).

3.2. Aumento do atendimento educacional ao longo do século XX, incluindo atendimento dos alunos com necessidades educacionais especiais.

3.3. Instituição da Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva em 2008: mudança na compreensão a respeito do atendimento das pessoas com deficiência.

3.4. Marcos históricos internacionais e nacionais que contribuíram com a mudança da concepção social segregacionista.

3.4.1. Organismos internacionais: elaboração de documentos defendendo uma perspectiva inclusiva na educação.

3.4.1.1. Influenciaram a legislação brasileira e as proposições do governo federal - exemplo: Sistema Educacional Inclusivo.

3.5. Perspectiva limitada e equivocada sobre a Educação Inclusiva

3.5.1. Movimento recente de fechamento de espaços públicos (classes especiais e oficinas pedagógicas)

3.5.1.1. Resultado de 3 movimentos: i) a ideia de que as matrículas em espaços especializados como atitude discriminatória; ii) municipalização do ensino obrigatório; iii) reforma do aparelho de Estado na década de 1990.

3.6. Apesar das convenções internacionais, países mantêm formas diferenciadas de atendimento.

3.7. Ensino obrigatório inscrito em lei - estratégia adotada por muitos países: não foi suficiente para garantir acesso, permanência e término dos estudos a uma parcela significativa da população

3.7.1. Alta desigualdade no sistema educacional, que atinge diretamente as pessoas com deficiência.

3.7.1.1. fracasso de alunos com deficiência na escola comum, inclusive quando todos os quesitos previstos pela legislação educacional estão presentes.

3.8. CONCLUSÃO

3.8.1. Problemas vivenciados hoje por alunos nas classes comuns – qualidade das escolas, formação insuficiente dos educadores, baixo investimento, comprometimento do aprendizado.

3.8.2. Avanço na legislação brasileira: atendimento educacional do alunado com deficiência nas escolas comuns públicas.

3.8.3. Visão marginalizada de crianças e jovens das classes populares está perdendo peso.

3.8.4. A conquista de direitos ainda tropeça no olhar da diferença enquanto “extraordinária”.

4. Camargo, 2017.

4.1. Objetivo: estabelecer diferenciação entre os seguintes termos: inclusão social, educação inclusiva e educação especial.

4.2. Termo inclusão social aplica-se aos mais variados espaços físicos e simbólicos, e abrange todos os alunos, com priorização daqueles excluídos do processo educacional.

4.3. Educação especial enquanto “atendimento educacional especializado”.

4.4. Públicos da educação especial: alunos com deficiência (visual, auditiva, física e intelectual), com transtorno global de desenvolvimento e com altas habilidades ou superdotação.

4.5. A escola regular precisa oferta tanto os conteúdos, práticas, metodologias especializadas ( ensino do Braille e do Soroban ) quanto os conteúdos da educação regular.

4.6. Os materiais pedagógicos devem possibilitar a participação de todos alunos (materiais pensados na perspectiva do desenho universal).