LIPODISTROFIA GINÓIDE

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LIPODISTROFIA GINÓIDE por Mind Map: LIPODISTROFIA GINÓIDE

1. CONCEITO

1.1. Alteração patológica da hipoderme com presença de edema e com alteração na função venolinfática e da derme, conferindo aspecto de pele em "casca de laranja". Também é considerada uma desordem metabólica do tecido subcutâneo.

2. INCIDÊNCIA

2.1. Prevalência em 80-90% do público feminino, frequente entre 15 a 45 anos. Acomete a região das coxas, abdome, glúteo e porção superior dos braços.

3. FISIOPATOLOGIA

3.1. Ocorre deficiência na drenagem de líquido intersticial para a rede venosa e canais linfáticos, gerando resíduos. Esse edema gerado comprime os capilares e dificultam o retorno circulatório, acentuando a estase e permeabilidade da parede vascular, aumentando a exsudação, causando um circulo vicioso. Decorre com a deposição de glicosaminoglicanos na parede dos capilares dérmicos e entre colágeno e fibras elásticas. Essa pressão capilar leva ao aumento da permeabilidade dos capilares venulares e retenção de excesso do líquido na derme, entre adipócitos e septos interlobulares, provocando mudanças celulares e hipóxia tecidual. O aumento da resistência lipolipídica resultante da hipóxia e aumento da lipogênese, causada pelo estrógeno, prolactina e dietas ricas em carboidratos levariam a hipertrofia dos adipócitos, que estando alargados, juntamente com a hipertrofia e hiperplasia das fibras reticulares periadipocitárias, formariam micronódulos cercados por fragmentos de proteínas que levam ao aparecimento da lipodistrofia.

3.2. ETIOLOGIA MULTIFATORIAL

3.2.1. Distrofia muscular

3.2.2. Retração da pele através dos septos fibrosos subcutâneos (fibrose)

3.2.3. Sistema venoso e linfático (edema)

3.2.4. Fatores mecânicos como hiperlordose e postura dos MMII

3.2.5. Questões hormonais (sexo/idade)

4. FATORES DE RISCO

4.1. FATORES DESENCADEANTES

4.1.1. Hormonal - estrógeno

4.2. FATORES PREDISPONENTES

4.2.1. Hereditários

4.2.2. Sexo

4.2.3. Etnia

4.2.4. Biótipo corporal

4.3. FATORES AGRAVANTES

4.3.1. Hábitos alimentares inadequados

4.3.2. Sedentarismo e obesidade

4.3.3. Estresse

4.3.4. Patologias

4.3.5. Medicamentos (anticoncepcionais)

4.3.6. Gravidez

4.3.7. Tabagismo

5. TRATAMENTO

5.1. Estilo de Vida

5.1.1. Alimentação Saudável e consumo de água: esses elementos têm papel imprescindível para a prevenção e controle da lipodistrofia, pois a qualidade dos alimentos que ingerimos tem influência primária no controle do peso e nutrição do corpo.

5.1.2. Atividade física

5.2. Controle do peso

5.3. Drenagem linfática e massagens modeladoras

5.4. Uso de cosméticos

5.5. Uso de suplementos (ex. fitoterapia)

5.6. Técnicas utilizando radiofrequência, infravermelho, ultrassom cavitacional ou não cavitacional, infusão de substâncias na gordura e outros procedimentos não invasivos

6. ALIMENTAÇÃO BENÉFICA

6.1. XANTINAS (Cafeína): são usadas em cosméticos anticelulite devido a sua atividade lipolítica em células de gordura;

6.1.1. Uso tópico

6.1.2. Uso oral

6.2. Ginkgo Biloba: auxilia na circulação periférica, com atuação na redução da viscosidade do sangue, diminui a permeabilidade vascular e melhora a microcirculação. Possui flavonóides, potentes antioxidantes e anti-inflamatórios;

6.3. Castanha da Índia: Anti-inflamatório e antiedema

6.4. Uvas vermelhas: Rica em tanino, antioxidante que diminui a peroxidação lipídica; E contém prociandinas que aumentam a permeabilidade linfática e microvascular; Fitoterapia: Vitis

6.5. Mamão e abacaxi: frutas e folhas têm propriedade antiinflamatória e antiedema por conterem enzimas proteolíticas (papaína e bromelina)

6.6. Centella Asiática: Estima colágeno

6.7. Fibra alimentar: redução da glicemia e estímulo a lipólise. A ausência aumenta constipação e a permeabilidade capilar.

7. ALIMENTAÇÃO PREJUDICIAL Dieta Hiperglicídica

7.1. Carboidratos simples: Estimula lipogênese (liberação de insulina)

7.2. Bebidas gaseificadas: induz alterações na permeabilidade e resistência dos capilares sanguíneos

7.3. Lipídeos: excesso é armazenado na forma de triglicerídeos no tecido adiposo (depósito subcutâneo)

7.4. Sal (sódio): Retenção hídrica

8. REFERÊNCIAS:

8.1. DAVID, RB et al. Lipodistrofia ginoide: Conceito, etiopatogenia e manejo nutricional. Rev Bras Nutr Clin, v. 26, n. 3, p. 202-206.2011

8.2. ROSA et al. O uso da fitoterapia no manejo da lipodistrofia ginoide. Rev Bras Nutr Clin. v. 31, n. 1, p. 75-79. 2016.

8.3. CUNHA et al. Fisiopatologia da lipodistrofia ginoide. Surg Cosmet Dermatol. v. 7, n. 2. p. 98-103. 2015.

8.4. FILIPPO, AA et al. Tratamento de gordura localizada e lipodistrofia ginóide com terapia combinada: radiofrequência multipolar, LED vermelho, endermologia pneumática e ultrassom cavitacional. Surg Cosmet Dermat, v. 4, n. 3. p 241-246. 2012.

9. DIAGNÓSTICO

9.1. Para garantir o grau de celulite com precisão, são avaliados itens fotonuméricos como número de depressões evidentes, profundidade das depressões, padrão morfológico, flacidez da pele e classificação segundo escala já existente, para assim somar os escores mencionados e classificar a gravidade da celulite.