Metodologia Cientifica

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Metodologia Cientifica por Mind Map: Metodologia Cientifica

1. Infalível (consideradas assim por ser inspiracional e não haver procura de evidência).

2. Linguagem precisa: Sentido exato das palavras, restringindo ao máximo o uso de adjetivos. Ex: Muito mais....

3. Tipos de conhecimento

3.1. conhecimento popular

3.1.1. Não deixa de ser conhecimento (observado, passado de geração, educação informal, imitação, experiência pessoal). Falta o embasamento teórico/método sistemático da ciência. Familiaridade que temos com alguma coisa, é uma informação íntima que não foi refletida para ser reduzida a um modelo ou uma fórmula geral.

3.1.1.1. Valorativo: Baseados nos valores de quem promove o estudo.

3.1.1.2. Reflexivo: Não pode ser reduzido a uma formulação geral.

3.1.1.3. Assistemático: Baseia-se na organização de quem promove o estudo, não possui uma sistematização das ideias que explicam os fenômenos.

3.1.1.4. Verificável: Porém limitado ao âmbito do cotidiano do pesquisador ou do observador.

3.1.1.5. Falível ou inexato: Conforma-se com a aparecia e com ouvimos dizer a respeito do objeto ou do fenômeno. Não permite a formulação de hipotiposes sobre a existência de fenômenos situados além das percepções objetivas.

3.2. Conhecimento cientifico

3.2.1. Real: Lida com atos

3.2.2. Contingente: Sua veracidade ou falsidade é conhecida através da experiência.

3.2.3. Sistemático: Forma um sistema de ideias e não conhecimento dispersos e desconexos

3.2.4. Verificável ou demonstrável: O que não pode ser verificado ou demostrado não é incorporado ao âmbito da ciência.

3.2.5. Falível e aproximadamente exato: Por não ser definitivo, absoluto ou final. Novas técnicas e proposições podem reformular ou corrigir uma teoria já existente.

3.3. Conhecimento Filosófico

3.3.1. Esforço via razão pura para questionar problemas humanos.

3.3.2. Valorativo (consiste em hipóteses baseadas na experiência)

3.3.3. Racional (constituído por um cjto de enunciados em ordem lógica, prevalece o processo dedutivo)

3.3.4. Sistemático (hipóteses e enunciados visam uma representação coerente da realidade).

3.3.5. Não verificável (por derivar da experiência, não pode ser verificado, confirmado ou refutado)

3.3.6. Infalível

3.3.7. Exato (os postulados não são submetidos a teste de observação)

3.4. Conhecimento Religioso (teológico)

3.4.1. Valorativo (proposições sagradas)

3.4.2. Inspiracional (informações reveladas de forma sobrenatural)

3.4.3. Sistemático

3.4.4. Não verificável (em função da atitude implícita de fé perante o conhecimento revelado)

3.4.5. Exato (verdades indiscutíveis devido à presença de fé).

4. Critérios de cientificidae

4.1. Objeto de estudo bem definido e de natureza empírica: delimitação e descrição objetiva e eficiente da realidade empiricamente observável, isto é, daquilo que pretendemos estudar, analisar, interpretar ou verificar por meio de métodos empíricos (a partir da experiência). Ex: A prática do psicólogo no contexto escolar com crianças que apresentam dificuldade de aprendizagem. (Observação participante)

4.2. Discutibilidade: Significa a propriedade da coerência no questionamento, de conjugar crítica e autocrítica, se fundamentando de todos os modos possíveis e imagináveis, mas mantém consciência crítica de que alcança esse objetivo apenas parcialmente. Ex: O que minha pesquisa traz de novo? O que ela reafirma? O que ela critica e por quê?

4.3. Observação controlada dos fenômenos: Preocupação em controlar a qualidade do dado e o processo utilizado para sua obtenção; Ex: Processo de aproximação da criança com TEA e o cavalo;

4.4. Originalidade: Refere-se à expectativa de que todo discurso científico corresponda a alguma inovação, pelo menos, no sentido reconstrutivo. EX: Não se falava tanto no processo de aproximação;

4.5. Coerência: Argumentação lógica, bem-estruturada, sem contradições; critério mais propriamente lógico e formal, significando a ausência de contradição

4.6. Sistematicidade: Esforço de dar conta do tema amplamente, sem exigir que se esgote, porque nenhum tema é, propriamente, esgotável. Ex: Sugere-se que sejam realizados e divulgados mais estudos ....

4.7. Consistência: base sólida, “refere-se à capacidade do texto de resistir à contra argumentação ou, pelo menos, merecer o respeito de opiniões contrárias.

4.8. Autoridade por mérito: Significa o reconhecimento de quem conquistou posição respeitada em determinado espaço científico e é por isso considerado “argumento”

4.9. Relevância social: Estudo de temas de interesse comum, que se dedicam a confrontar-se com problemas sociais preocupantes;

4.10. Ética: Direcionar a pesquisa para o bem-comum da sociedade, no sentido mais preciso de, primeiro, evitar que os meios se tornem fim; segundo, que se discutam não só os meios, mas também os fins e, terceiro, assegurar que os fins não justificam os meios

4.11. . Intersubjetividade: Opinião dominante da comunidade científica de determinada época e lugar.

5. Tipos de Pesquisa

5.1. As pesquisa podem ser classificadas da seguinte maneira: Área do conhecimento, finalidade, nível de explicação e métodos adotados.

5.2. Finalidade:

5.2.1. Pesquisa básica:Pesquisa para preencher uma lacuna de conhecimento da área. Voltada para o conhecimento puro.

5.2.2. Pesquisa básica pura: Unicamente realizada para ampliação de conhecimento. Não há preocupação com gerar benefícios sociais.

5.2.3. Pesquisa básica estratégica: Direcionada para aquisição de novos conhecimentos, porém visando a solução de problemas práticos.

5.2.4. Pesquisa aplicada: Pesquisa destinada para gerar conhecimento que solucione questões práticas.

5.2.5. Desenvolvimento experimental: Pesquisa sistemática com conhecimentos derivados da pesquisa ou da experiência prática com o intuito de criar novos materiais, equipamentos, comportamentos ou melhoria de serviços.

5.3. Nível de aplicação:

5.3.1. Pesquisas exploratórias: Objetivo de proporcionar maior familiaridade com o problema, mais claro, delimitado ou para elaborar hipóteses; Planejamento flexível; A coleta de dados pode ser: • Levantamento bibliográfico; • Entrevistas com pessoas experientes no assunto; • Análise de exemplos que facilitem a compreensão.

5.3.2. Pesquisas descritivas: O intuito principal é descrever características de uma determinada população. Exemplo: “Qual as características demográficas dos estudantes de Psicologia da FISMA?” Podem também ter o objetivo de relacionar a relação entre variáveis. Exemplo: “Qual a relação existente entre escolha de referencial teórico dos estudantes de Psicologia da FISMA e o modelo teórico experienciado em seu tratamento pessoal?

5.3.3. Pesquisas Explicativas: Têm o objetivo de identificar os fatores que contribuem ou determinam a relação existente entre variáveis – relacionados a ocorrência de fenômenos. Exemplo: “Qual a influência da idade na relação entre autoeficácia em estudantes de Psicologia e alto rendimento acadêmico”. Influência do fator idade nas variáveis autoeficácia e rendimento acadêmico. ▪ A maioria dos conhecimentos científicos está baseada nos resultados de pesquisas explicativas. ▪ São consideradas as pesquisas que mais aprofundam o conhecimento da realidade, pois buscam o porquê das coisas. ▪ Contudo, exatamente pelo aprofundamento requerido, é considerado o tipo mais delicado e complexo, em que o risco de equívocos é elevado. ▪ Normalmente, as pesquisas exploratórias e descritivas são as etapas prévias de uma pesquisa explicativa.

5.4. Métodos adotados:

5.4.1. São os métodos utilizados para obter-se os dados da pesquisa e os procedimentos adotados para a análise e interpretação desses dados. Alguns sistemas classificam segundo a NATUREZA DOS DADOS (pesquisas quantitativas e qualitativas); Outros classificam conforme O AMBIENTE DA COLETA (pesquisa de campo ou de laboratório); Ou conforme o GRAU DE CONTROLE DAS VARIÁVEIS (experimental, não experimental).

5.5. O delineamento caracteriza

5.5.1. Planejamento da pesquisa, o que inclui os fundamentos metodológicos, objetivos, ambiente da pesquisa e determinação das técnicas para coleta e análise de dados.

5.5.2. Delineamentos de Pesquisa

5.5.3. ▪ Pesquisa bibliográfica: Realizada com material já publicado sobre o assunto, como materiais impressos, livros, revistas, jornais, teses, dissertações e anais de eventos científicos;

5.5.4. ▪ Pesquisa documental: Utilizada em grande parte dos estudos em ciências sociais. Também utiliza dados já existentes, porém utiliza uma variedade maior de documentos, elaborados com diversas finalidades, não somente provenientes de pesquisas científicas. Documento aqui é entendido como registro capaz de comprovar qualquer fato ou acontecimento, seja uma autorização por escrito, um fragmento de cerâmica, um desenho, um prontuário. Documentos mais utilizados: Docs institucionais ou pessoais, catálogos, folders, certidões, atestados, fotografias, imagens, registros estatísticos;

5.5.5. ▪ Ensaio clínico: Tipo de pesquisa em que o investigador aplica um tratamento – intervenção – e verifica o impacto disto no resultado final. Objetivo fundamentalmente de responder questões sobre eficácia de novo medicamentos ou tratamentos. Existem 6 modalidades de ensaios clínicos: 1) Ensaios clínicos randomizados cegos; MAIS CONHECIDO E VALORIZADO ENTRE AS MODALIDADES CITADAS 2) Delineamento fatorial; 3) Delineamento randomizado com alocação de grupos; 4) Delineamento com grupo de controle não equivalente; 5) Delineamento de séries temporais; 6) Delineamento cruzado.

5.5.6. ▪ Pesquisa experimental: É considerado o delineamento mais prestigiado no meio científico. Consiste em determinar um objeto de estudo, selecionar as variáveis capazes de influenciá-lo e controlar por meio de formas definidas quais os efeitos que essas variáveis produzem no objeto de estudo;

5.5.7. ▪ Estudo caso-controle: Ex-post-facto; Partem do consequente (da doença) para o antecedente a exposição ao fator de risco. Diferente do ensaio clínico, neste tipo de pesquisa o pesquisador não tem um controle sobre a sua variável independente (fator que ocasionou o fenômeno) – pois já ocorreu

5.5.8. ▪ Estudo de coorte: É a pesquisa realizada com um grupo de pessoas com uma ou mais características em comum. Este grupo deverá ser acompanhado por um período de tempo em que o pesquisador irá observar e analisar as suas reações. Área de aplicação: frequentemente utilizado na área da Ciências da Saúde.

5.5.9. ▪ Levantamento de campo (survey): Interrogação direta das pessoas que o pesquisador deseja conhecer o comportamento. Pode ser configurado um censo quando se tem um levantamento de todos os integrantes do grupo que se quer conhecer. Na maioria dos levantamentos não são pesquisados todos os integrantes, mas sim uma amostra significativa a partir de análises estatísticas para esse fim.

5.5.10. ▪ Estudo de caso: Amplamente utilizada nas ciências médicas e sociais, tem o intuito de estudar amplamente e detalhadamente poucos casos representante do fenômeno que se deseja investigar. Diferencial em função do grau de profundidade, o que é praticamente impossível em outros delineamentos de pesquisa. Pode também ser utilizado como estudo piloto para trazer informações preliminares sobre o campo de pesquisa. É considerado o delineamento mais adequado quando se quer investigar um fenômeno contemporâneo dentro do seu contexto social e cultural. Porém, o conhecimento adquirido não é possível de ser generalizado.

5.5.11. ▪ Pesquisa etnográfica: Descrição detalhada de elementos de uma cultura específica. Utiliza entrevista em profundidade e observação participante. É realizada no próprio local em que ocorrem os fenômenos, tende a ser mais fidedigna e econômica. Porém, requer mais tempo para coleta de dados e não se aplica a generalizações. Pode incluir a análise de documentos, fotografias e etc. não se limita a observação e entrevista.

5.5.12. ▪ Teoria fundamentada nos dados (grounded theory): Teoria fundamentada nos dados, origem em 1960 com os autores da sociologia Berney Glaser e Anselm Strauss, com a finalidade de ser uma alternativa para o processo de geração de teorias a partir dos dados coletados. Neste delineamento o objetivo não é testar uma teoria, testar impacto de variáveis ou eficácia de intervenção, mas sim reunir um conjunto de dados, compará-los e codificá-los de forma que se possa extrair dali uma teoria para a explicação do fenômeno estudado. Representam realidades subjetivas, assim como a fenomenologia. Porém , fundamenta-se em dados coletados a partir da realidade do indivíduo estudado e da interpretação desses dados pelo pesquisador.

5.5.13. ▪ Pesquisa-ação: Originada por Kurt Lewin em 1946 no contexto de integrar minorias étnicas na sociedade norte-americana. É uma modalidade de pesquisa que não se ajusta ao modelo clássico de pesquisa. Define-se por te base empírica e ser conduzida em estreita associação com uma ação ou com a solução de alguma questão pertinente a um grupo. Neste tipo de pesquisa, tanto o pesquisador quanto os participantes da pesquisa estão envolvidos de forma cooperativa e participativa. Não é seu objetivo gerar postulados científicos generalizáveis.

5.5.14. ▪ Pesquisa participante: Modalidade de pesquisa surgida da América Latina, por participantes de programas educacionais direcionados a trabalhadores rurais, com o objetivo de fomentar a consciência crítica para viabilizar processos políticos de mudança. Possui uma vertente sociológica devido a atuação de Orlando Fals Borda (1970). Contexto das lutas populares contra o imperialismo e neocolonialismo. Modalidade de pesquisa que tem por objetivo promover a emancipação da população envolvida, identificando por si mesma os recursos e alternativas ajustadas ao problema envolvido. O planejamento e a eleição dos problemas a serem estudados são definidos a partir de discussão com os pesquisadores e especialistas envolvidos. Apesar das evidentes semelhanças com a pesquisa ação, a pesquisa participante distingue-se pelo fato de conter o caráter emancipador enquanto objetivo primordial desta pesquisa. Preconiza a importância de devolver à população participante o conhecimento gerado a partir dessa pesquisa.

6. Trinômio: Verdade – Razão – Certeza

6.1. Evidências científicas, com razoável grau de certeza, nos indicam senão a verdade, pelo menos nos ajudam a entender o universo, a vida e a realidade em que vivemos.

6.2. Verdade: • Todos querem estar com a verdade, porém ninguém é dono dela. • A verdade é o encontro da pessoa com o desvelamento, com o desocultamento e com a manifestação do objeto de conhecimento. • Pode-se dizer que há verdade quando percebemos e dizemos o objeto que se desvela, que se manifesta. • Nunca conhecemos toda a verdade, a verdade absoluta e total. O objeto de conhecimento se revela, na maioria das vezes, parcialmente através de representações e imagens. • Constantemente emitimos conclusões precipitadas sobre o objeto de conhecimento -> temos então o erro. Ex. geocentrismo.

6.3. Razão • A verdade só resulta quando há evidência. • Evidência é manifestação clara, é transparência, é desocultamento da natureza e da essência das coisas • A razão é o critério da verdade.

6.4. Certeza • Estado de espírito que consiste na adesão firme a uma verdade, sem temor de engano. Está fundamentada na evidência • Outros estados de espírito são: Ignorância: estado intelectual negativo, ausência de conhecimento (vencível, invencível, culpável, desculpável). Dúvida: estado de equilíbrio entre a afirmação e a negação. Poder ser: a) Espontânea: quando o equilíbrio entre a afirmação e a negação resulta da falta de exame dos prós e dos contra. b) Refletida: estado de equilíbrio que permanece após o exame das razões prós e contra. c) Metódica: consiste na suspensão fictícia ou real, mas sempre provisória, do assentimento a uma asserção tida até então por certa para lhe controlar o valor. d) Universal: consiste em considerar toda asserção como incerta. Ë a dúvida dos céticos.