MODELOS TRADICIONAIS DE CONCORRÊNCIA

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MODELOS TRADICIONAIS DE CONCORRÊNCIA por Mind Map: MODELOS TRADICIONAIS DE CONCORRÊNCIA

1. O excedente do produtor é uma relação entre o que ele está disposto a pagar (custos) para ter maior retorno (receita) (=lucro).

2. Discriminação de preços

2.1. Condições necessárias

2.1.1. Heterogeneidade da demanda, com diferentes elasticidades entre demandantes.

2.1.2. O excedente do consumidor apresenta o quanto os compradores deveriam receber para compensar suas perdas dado um aumento nos preços.

2.1.3. Possibilidade de distinção, pelo produtor, dos diferentes produtos oferecidos, conquanto eles sejam semelhantes, para evitar que um produto seja adquirido num submercado para ser comercializado no outro.

2.2. Formas de discriminação de preços

2.2.1. Cada unidade do produto é vendida a um preço diferente das demais, extraindo o máximo que cada consumidor está disposto a gastar.

2.2.2. Diferentes unidades do produto são vendidas por preços diferentes, porém os preços são tabelados para o consumo das mesmas quantidades.

2.2.3. Diferentes grupos de compradores pagam diferentes preços para um mesmo produto.

3. A não existência de barreiras implica a possibilidade de atomização do mercado.

4. Perfeita mobilidade dos fatores

4.1. A hipótese implica que não existem custos de aprendizados para os trabalhadores, e, assim, suas habilidades são facilmente encontradas. Da mesma forma, nenhuma empresa controla as matérias primas e demais fatores de produção. Todos os fatores são comercializados em concorrência perfeita (modelo de equilíbrio geral).

5. COMPETIÇÃO PERFEITA

5.1. Hipóteses

5.1.1. Livre entrada e saída de empresas

5.1.2. Maximização de lucros

5.1.3. Livre circulação de informação

5.1.3.1. O lucro é a diferença entre (RT) e (CT). Quando RT = CT o lucro obtido é normal, pois a taxa normal de retorno no mercado já está inserida nos custos empresariais. Lucros acima do normal são considerados extraordinários, e atraem novas empresas ao setor até que essa taxa extra desapareça (RT = CT),

5.1.3.2. Com informação livre tem além conhecimento do mercado, como custos gerais e de oportunidades, quantidades e preços, mas também das condições futuras, excluindo a possibilidade de incerteza quanto ao comportamento futuro dos agentes e do mercado.

5.1.4. Grande número de empresas e produto homogêneo

5.1.4.1. Com grande número de empresas atuando e a não diferenciação do produto comercializado, podem existir no mercado firmas de qualquer tamanho, porque são tantas que fica impossibilitado que alguma delas tenha poder de mercado. Assim, individualmente oferecem uma pequena parte do total do produto que circula no mercado.

5.2. Equilíbrio

5.2.1. Curto Prazo

5.2.1.1. O equilíbrio é alcançado com quando a RMg iguala o CMg, mas pode existir mais de um ponto de equilíbrio na função lucro. Para haver maximização deste último o RMg deve igualar o CMg em sua fase crescente.

5.2.2. Longo Prazo

5.2.2.1. Diferente do curto prazo, onde a curva inicia-se no ponto onde CMg = CVMe, porque no longo prazo não existem custos variáveis.

5.2.2.2. O lucro é maximizado pela firma quando CMg = RMg, CMg = P. A oferta da firma inicia-se quando P = CMg = CVMe mínimo.

5.2.2.3. Para firma alcançar a posição de equilíbrio no longo prazo: RMg = RMe = P = CMg = CMe mínimo.

5.2.2.4. A curva de oferta da empresa será mais elástica do que a observada no curto prazo, quando as empresas tem ao menos um fator que não pode variar na produção, implicando que no curto prazo há maior rigidez da curva de oferta, e no longo prazo maior flexibilidade.

6. Causas

6.1. Propriedade exclusiva dos insumos ou técnicas de produção.

6.2. Patentes sobre produtos ou processos produtivos.

6.3. Interferência governamental, seja na concessão de exclusividade da produção ou na imposição de barreiras à competição estrangeira.

7. O consumidor estará sempre com seu bem-estar diminuído em relação ao que prevaleceria num modelo concorrencial.

8. Monopólio natural, quando a eficiência exige apenas uma empresa que aproveite as economias de escala.

9. A existência de um único produtor impõe que a curva de demanda enfrentada individualmente pela firma seja equivalente a curva de demanda de mercado, elástica ao preço. O monopolista pode operar com lucros extraordinários, impondo uma margem de lucro sobre os custos.

10. MONOPÓLIO

10.1. Hipóteses

10.1.1. Apenas um produtor no mercado.

10.1.2. Barreiras totais à entrada.

10.1.3. Maximização dos lucros pela firma.

10.2. Ausência de substitutos próximos ao produto.

10.2.1. A produção que maximiza o lucro ocorre como no mercado competitivo, quando RMg = CMg. Mas como o monopolista tem total poder de mercado, o preço difere da receita marginal, diferenciando o modelo de monopólio do modelo de competição perfeita.

10.3. Equilíbrio no Monopólio

10.3.1. O preço do monopolista será sempre maior que o prevalecente num modelo de concorrência, assim como a quantidade produzida será menor.

10.4. A ineficiência do monopólio

10.4.1. A diferença entre os dois excedentes é o benefício líquido ou custo do monopólio.

10.4.2. A diferença entre o preço de monopólio e o preço de concorrência é considerada a ineficiência do monopólio.

10.5. Competição Monopolística

10.5.1. É uma mescla dos dois modelos anteriores, propondo livre entrada e saída de empresas e ao mesmo tempo que permitindo que cada empresa individual tenha poder de mercado, implicando em lucro positivo individualmente até que as empresas atraídas por esse lucro extra equilibrassem as receitas e custos, tornando a competição próxima à perfeita.

10.5.2. Neste modelo as empresas maximizam o lucro produzindo a quantidade que iguala a receita marginal ao custo marginal. Assim como no monopólio a receita das empresas dependem da quantidade que disponibilizam ao público, e a elasticidade da curva será dada pelo impacto da diferenciação do produto em relação aos demais na indústria.

11. Dada existência de barreiras à entrada no mercado, a planta de produção e sua capacidade utilizada dependerão exclusivamente da demanda. O grau de utilização dependerá das decisões empresariais, porque não tem nada que implique a produção no ponto ótimo.

12. A característica fundamental da competição monopolística é a existência de características diferenciadoras dos produtos entre as empresas, que faz com que os demandantes estejam dispostos a pagar mais caros por eles. As características podem ser reais, dados os detalhes entre produtos, ou imaginados, como aqueles causados pelas estratégias de vendas dos produtores;