1. A abordagem inicial na pessoa ferida deve ser dividida em duas etapas
1.1. Avaliação Primária, que consiste na análise de todas as condições clínicas e traumáticas que coloquem em risco iminente de morte
1.2. Avaliação Secundária, que consiste na examinação dos segmentos do corpo a procura de lesões que passaram despercebidas no primeiro momento
2. A abordagem primária é feita nas vítimas com base nos traumas e na estabilidade do sinais vitais da pessoa, que os brigadista chamam de "C A B", processo que deve ser feito em no máximo 45 segundos
2.1. Letra C: Controle da Circulação
2.1.1. Consiste em checar a circulação, localizando o PULSO, esse processo não pode ser feito em mais de 10 segundos
2.1.1.1. Nos lactantes o pulso é o branquial, nos adultos é carotídeo, nas crianças é carotídeo ou femoral
2.2. Letra A: Abertura das Vias Aéreas e Controle da Coluna Cervical
2.2.1. Consiste em abrir as vias aéreas, fazendo a elevação do mento, se a vítima for clínica, ou a elevação mandíbula, se a vítima for de trauma
2.3. Letra B: Boa Ventilação e Respiração
2.3.1. Consiste da verificação se a vítima está respirando ou fazê-la retornar à respiração adequada com o processo de RCP
3. A abordagem secundária deve ser feito após a abordagem primária e consiste em examinar o corpo da vítima- cabeça, tronco e membros- para identificar lesões que podem ter passado despercebidas no primeiro momento
4. Queimaduras são lesões que podem levar à morte, porque são lesões severas que produzem grande sofrimento físico e requerem tratamento que duram meses ou anos
4.1. Queimadura de Primeiro Grau: são as que atingem apenas a epiderme, são superficiais
4.1.1. Dor no local e vermelhidão na aérea atingida
4.2. Queimadura de Segundo Grau: são que atingem a epiderme e derme
4.2.1. Produz uma forte dor no local, apresentando a pele avermelhada e com formação de bolhas
4.3. Queimadura de Terceiro Grau: são que atingem toda a espessura da pele e chegam ao tecido subcutâneo
4.3.1. Não há regeneração espontânea da pele, pois não existe elementos cutâneos íntegros, sem formação de bolhas e de ausência de sensibilidade, a pele fica carbonizada ou branca
5. Choque Elétrico estão relacionados aos acidentes envolvendo descargas elétricas que poderão desencadear graves lesões na vítima, tudo isso depende da intensidade da amperagem, da voltagem e do tempo de exposição na corrente elétrica
5.1. O atendimento do eletrocutado consiste em certificar que já foi interrompida a passagem de corrente elétrica, e então deve ser feito a abordagem primária
6. Convulsão demora em média 3 a 5 minutos, seguida por um período de inconsciência e relaxamento generalizado, quando a pessoa consciência pode apresentar cefaleia, vômitos e confusão mental
6.1. Se a convulsão durar um período igual ou superior a 30 minutos, caracteriza-se uma emergência clínica, podendo nesse caso risco de morte e a vítima deverá ser encaminhada ao hospital, pois poderá ocorrer dano ao cérebro
7. Afogamento consiste na morte por sufocação consequente à obstrução das vias aéreas por líquidos, na maioria dos casos devido à submersão, o quase afogamento ou princípio de afogamento refere-se às vítimas que sobreviveram à submersão
7.1. O socorrista deve verificar a sua segurança, bem como de quem faz o salvamento, que é o principal cuidado inicial, não é indicado iniciar a reanimação da vítima dentro da água, é necessário fazer a manobra de Heimlich ou RCP
7.1.1. O objetivo da manobra é simular a tosse, por meio da elevação do diafragma e aumento da pressão intratorácica, de modo que se consiga expulsar o corpo estranho das vias aéreas.
7.1.2. A reanimação cardiopulmonar ou reanimação cardiorrespiratória é um conjunto de manobras destinadas a garantir a oxigenação dos órgãos quando a circulação do sangue de uma pessoa
8. Testando a responsividade é necessário que o brigadista toque o ombro da vítima com um certo vigor, com a finalidade de acordar a pessoa, se for o caso de sono profundo ou torpor, nesta situação é preciso que o indivíduo acordo, pois a inconsciência é sinalização de instabilidade.
9. Procedimentos feitos em um indivíduo lesionado, com a intenção de evitar ou minimizar o agravamento da sua situação, cujo estado físico coloca em perigo a sua vida da pessoa.
10. Avaliação inicial do local e da vítima tem que ser feita o mais rápido possível, analisando que existe situações de perigo que possam colocar a integridade física do ferido e a segurança do socorrista e da vítima
10.1. Para atender a vítima, o socorrista deve está utilizando EPI, Equipamentos de Proteção Individuais, como luvas cirúrgicas, máscara facial, etc, com a intenção de evitar uma possível contaminação por fluídos corpóreos.
11. Hemorragia é um extravasamento de sangue dos vasos sanguíneos através de suas paredes, impedindo a distribuição de oxigênio nos tecidos, colocando a vida da vítima em risco, podendo ser hemorragia interna ou externa
11.1. Hemorragia Externa é visível, porque o sangue extravasa para o meio ambiente, fácil de identificar
11.1.1. O tratamento é com Compressão Direita, Curativo Compressivo ou Elevação do membro
11.2. Hemorragia Interna o sangue extravasa para o interior do corpo, podendo desencadear uma situação grave de ameaça à vida da vítima com choque hipovolêmico
11.2.1. O tratamento é no Centro Cirúrgico do hospital, pois o brigadista não consegue identificar
11.2.2. Choque Hipovolêmico é uma situação grave que acontece quando se perde grande quantidade de líquidos e sangue, o que faz com que o coração deixe de ser capaz de bombear o sangue necessário para todo o corpo e, consequentemente oxigênio, levando a problemas graves em vários órgãos do corpo e colocando a vida em risco.
12. Todos os tipos devem ser imobilizadas, para imobilizar o brigadista deve cortar ou remover as roupas, colocando uma tala na articulação tanto acima quanto abaixo do local lesionado, existe três tipos de lesões
12.1. Fraturas que é uma lesão de origem traumática feita por trauma direto ou indireto, por alto ou baixo impacto, as fraturas em si podem ser fechadas e abertas
12.1.1. Fechada é quando a pele está íntegra sobre o osso quebrado
12.1.2. Aberta é quando a pele está rompida e o osso quebrado é exposto
12.2. Luxação é a saída da extremidade de um osso de sua cavidade articular, para manipular as luxações cabe exclusivamente ao médico
12.3. Entorse é um traumatismo numa articulação distendida ao extremo, forçando os ligamentos, resultando ou não na ruptura de ligamentos
13. Desmaios consiste em qualquer tipo de perda de consciência de curta duração que não necessita de manobras específicas para a recuperação da vítima
13.1. O que causa o desmaio é a diminuição da atividade cerebral por vários motivos, o socorrista deve manter a vítima deitada até sua recuperação, com a cabeça abaixo do corpo mais ou menos 30 cm, elevando os membros inferiores
14. Intoxicações Exógenas: Envenenamento e acidentes com animais peçonhentos
14.1. Os envenenamentos na maioria das vezes são acidentais, mas caracterizam também em episódios de suicídio ou de homicídio, não existe muitos antídotos eficazes, por isso é de suma importância a identificação da substância para se realizar um melhor tratamento
14.1.1. O socorrista tem que procurar identificar o veneno utilizado e de que forma a pessoa utilizou e assim iniciar o processo de abordagem primária
14.2. Animais Peçonhentos é indicado lavar o local da picada com água e sabão, não realizando nem outro processo, é importante que o animal, mesmo morto, seja levado para o hospital, porque facilita no momento que o diagnóstico for ser realizado e a escolha do soro adequado
14.2.1. O único tratamento específico é a administração do antiofídio, que deve ser realizado o mais rápido possível, via endovenosa em uma única dose no hospital de referência mais perto da vítima