1. antes do século XVIII
1.1. Trovadorismo
1.1.1. Início
1.1.1.1. É chamado de trovadorismo o primeiro movimento artístico que se deu na poesia europeia, sobretudo a partir dos séculos XI e XII.
1.1.2. Características
1.1.2.1. 1. Forte relação da música e a poesia.
1.1.2.2. 2. Presença de trovadores, jograis e menestréis.
1.1.2.3. 3. Produção de cantigas líricas e satíricas.
1.1.2.4. 4. Amor cortês e vassalagem amorosa.
1.1.2.5. 5. Produção de textos em prosa.
1.1.2.6. 6. Produção de textos teatrais
1.1.3. Alguns Autores
1.1.3.1. Arnaut Daniel, francês, século XI;
1.1.3.2. Bernart de Ventadorn, francês, 1130-1200;
1.1.3.3. Dom Afonso X, espanhol, 1221-1284;
1.1.3.4. Dom Dinis, português, 1261-1325;
1.1.3.5. Fernão Rodrigues de Calheiros, português, século XIII;
1.1.3.6. Guilhem de Peitieu, francês, 1071-1126;
1.1.3.7. Martim Codax, galego, século XIII;
1.1.3.8. João Garcia de Guilhade, português, século XIII;
1.1.3.9. Nuno Fernandes Torneol, galego, século XIII;
1.1.3.10. Paio Gomes Charinho, galego, século XIII;
1.1.3.11. Paio Soares de Taveirós, galego, século XIII;
1.1.3.12. Pero Gonçalves Portocarreiro, português, século XIII;
1.1.3.13. Raimbaut d’Aurenga, francês, 1147-1173.
1.1.4. Obras Representativas
1.1.4.1. ARNAUT DANIEL (…1180-1195…): L’aur’amara fa·ls bruolhs brancutz7 (tradução de Graça Videira Lopes) L’aur’amara fa·ls bruolhs brancutz clarzir, que·l douç’espeissa ab fuolhs, e·ls letz becs dels auzels ramencs ten balbs e mutz, pars e non pars; per qu’eu m’esfortz de far e dir plazers a manhs per liei que m’a virat bas d’aut, don tem morir, si·ls afans no m’asoma. Tan fo clara ma prima lutz d’eslir liéis, don crê·l cors los uolhs, non pretz necs mans dos angovencs d’autra. S’eslutz rars mos preiars; peró deportz m’es ad auzir volers, bos motz ses grei de liei don tant m’azaut qu’al siéu servir sui del pé tró qu’al coma. A brisa amarga faz os bosques frondosos clarear, que a doce adensa com folhas, e os ledos bicos dos pássaros dos ramos tem gaguejantes e mudos, pares e sem par; por isso me esforço por fazer e dizer prazeres a muitos, sobre ela, a que me virou de alto a baixo, do que temo morrer, se o afã não me acaba. Tão clara foi minha primeira luz ao escolhê-la, à que faz o coração acreditar nos olhos, que não prezo dois soldos os recados secretos de outra. Raramente se iluminam minhas preces; mas agradável me é ouvir os desejos, as limpas palavras daquela por quem tanto me exalto que ao seu serviço estou dos pés ao cimo.
1.2. Classicismo
1.2.1. Início
1.2.1.1. O classicismo iniciou-se em Portugal, em 1527. Entretanto, somente em 1572 ganhou notoriedade, com a publicação de “Os Lusíadas”, de Camões. O Classicismo foi um movimento cultural ocorrido no Renascimento (séculos XV e XVI).
1.2.2. Características
1.2.2.1. Imitação dos modelos clássicos (greco-romano).
1.2.2.2. busca da perfeição estética.
1.2.2.3. Pureza e equilíbrio das formas.
1.2.2.4. Racionalismo, nacionalismo e cientificismo.
1.2.2.5. Humanismo renascentista.
1.2.2.6. Temas explorados: a moral, a filosofia, a religião, a mitologia e política.
1.2.3. Alguns Autores
1.2.3.1. Luís Vaz de Camões, com sua obra “Os Lusíadas” (1542).(português).
1.2.3.2. Miguel de Cervantes (1547-1616) com sua obra mais notável “Dom Quixote” (1605).(espanhol).
1.2.3.3. Dante Alighieri 1265-1321), com sua obra mais popular “A Divina Comédia” (1555). (italiano).
1.2.3.4. Francesco Petrarca (1304-1374), pai do humanismo e inventor do soneto. (italiano).
1.2.3.5. Giovanni Boccacio (1313-1375), com sua obra Magma “Decamerão” (1348 e 1353).(italiano).
1.2.4. Obras representativas
1.2.4.1. O Nascimento de Vênus (1484-1486), de Sandro Botticelli é umas das obras mais emblemáticas do Renascimento italiano
1.3. Barroco
1.3.1. Início
1.3.1.1. O Barroco engloba as manifestações artísticas do período compreendido entre o século XVII e XVIII.
1.3.2. características
1.3.2.1. Abundância de contrastes, paradoxos e antíteses, representando o dualismo do teocentrismo x antropocentrismo, fé x razão.
1.3.2.2. Uso constante de metáforas e metonímias;
1.3.2.3. Gosto pelo exagero e pela opulência, fazendo uso de hipérboles e de rebuscamento da linguagem.
1.3.2.4. Riqueza de detalhes, sobretudo nas obras arquitetônicas.
1.3.2.5. Dramatismo: esculturas e pinturas com a intenção de despertar as emoções em quem as vê.
1.3.2.6. Conteúdo frequentemente pessimista, em oposição ao sonho de grandeza renascentista, relembrando a instabilidade das coisas – retrato do sofrimento e presença da culpa ante o pecado.
1.3.2.7. Feísmo: gosto pelo grotesco e pela exibição da miséria humana.
1.3.2.8. Conflito entre o eu lírico e o mundo à sua volta, muitas vezes levando ao isolamento.
1.3.3. Alguns Autores
1.3.3.1. Padre Manuel Bernardes (1644-1710). Produziu diversas obras de espiritualidade cristã, com uma linguagem simples e espontânea, sendo a sua principal obra a “Nova Floresta”.
1.3.3.2. Francisco Rodrigues Lobo (1580-1622). As suas principais obras são “Romanceiro”, “Éclogas” e “Pastor Peregrino”.
1.3.3.3. Sóror Violante do Céu (1601-1693). A sua principal obra é “Rimas Várias”.
1.3.3.4. Francisco Manuel de Melo (1608-1667). A sua principal obra é “Carta de Guia ao Casados” que retrata sobre as relações conjugais com ironia e humor.
1.3.3.5. Frei Luís de Sousa (1555-1632). A sua principal obra é “História de São Domingos e Anais de D. João III”.
1.3.3.6. Sóror Mariana Alcoforado (1640-1723). A sua principal obra é “Cartas Portuguesas” que trata sobre um amor proibido e não correspondido. Uma paixão violenta e incontrolada por um militar.
1.3.3.7. Padre Antônio Vieira (1608-1697). As suas principais obras são “Sermão da Sexagésima” que retrata sobre a arte de pregar, além do “Sermão de Santo Antônio” que tem como tema a escravidão indígena.
1.3.3.8. Bento Teixeira (1561-1600). A sua principal obra é “Prosopopeia”, considerada o marco inicial do barroco na literatura brasileira. O poema foi escrito de forma semelhante a “Os Lusíadas” com o objetivo de louvar o donatário da capitania de Pernambuco, Jorge de Albuquerque Coelho. Trata também sobre os feitos dos heróis portugueses em terras brasileiras e africanas.
1.3.3.9. Gregório de Matos (1636-1696) foi um advogado e poeta do Brasil colônia, sendo considerado um dos maiores poetas do barroco em Portugal e no Brasil. Ficou muito conhecido como “Boca do Inferno”, por conta de suas sátiras desumanas. As suas principais obras são poesias religiosas, líricas e satíricas.
1.3.4. Obras representativas
1.3.4.1. A pintura de Caravaggio, Inspiração de São Mateus, de 1602, apresenta características barrocas marcantes, como presença de luz e sombra, detalhamento.
1.4. Neoclassicismo
1.4.1. Início
1.4.1.1. O Neoclassicismo foi um grande movimento artístico e cultural, que surgiu na Europa no início do século XVIII. Ele inovou aspectos na literatura, arquitetura, pintura e escultura, promovendo uma grande valorização das tradições greco-romanas.
1.4.2. Características
1.4.2.1. Influência intensa das ideias filosóficas iluministas;
1.4.2.2. Foco no racional, deixando o emocional de lado;
1.4.2.3. Utilização de cores frias e valorização da perspectiva;
1.4.2.4. Valorização do simples e da pureza estética;
1.4.2.5. Representação de heróis e seres da mitologia;
1.4.2.6. Retorno ao passado;
1.4.2.7. Influência das formas clássicas presentes no Renascimento nas esculturas;
1.4.2.8. Na literatura, simplicidade, clareza, gramática impecável e síntese.
1.4.3. Alguns Autores
1.4.3.1. Jacques-Louis David
1.4.3.2. Jean-Auguste Dominique Igres
1.4.3.3. Pierre Barthelmy Vignon
1.4.3.4. Antonio Canova
1.4.4. Obras Representativas
1.4.4.1. aArquitetura Neoclassicista
1.4.4.2. O "Panteão de Paris" é um dos maiores exemplos da arquitetura desse período localizada na França. Além dele, o "Portão do Brandemburgo", em Berlim, demostra a forte presença desse estilo em outros países europeus.
1.4.4.3. Literatura Neoclassicista
1.4.4.4. A literatura nesse período é revelada pela simplicidade na linguagem. Isso acontece através do uso de um vocabulário simples, bem como pela escolha dos temas associados ao cotidiano, à natureza e à mitologia.
1.4.4.5. Pintura Neoclassicista
1.4.4.6. A pintura apresenta diversas características desse período, o qual buscava a pureza e a harmonia das formas.
2. Depois do século XVIII
2.1. Romantismo
2.1.1. Início
2.1.1.1. O romantismo surgiu na Europa no século XVIII no contexto da revolução industrial e do iluminismo, movimento intelectual e filosófico baseado na razão. Ele durou até meados do século XIX, quando começa o realismo.
2.1.2. Características
2.1.2.1. Oposição ao modelo clássico;
2.1.2.2. Estrutura do texto em prosa, longo;
2.1.2.3. Desenvolvimento de um núcleo central;
2.1.2.4. Narrativa ampla refletindo uma sequência de tempo;
2.1.2.5. O indivíduo passa a ser o centro das atenções;
2.1.2.6. Surgimento de um público consumidor (folhetim);
2.1.2.7. Uso de versos livres e versos brancos;
2.1.2.8. Exaltação do nacionalismo, da natureza e da pátria;
2.1.2.9. Idealização da sociedade, do amor e da mulher;
2.1.2.10. Criação de um herói nacional;
2.1.2.11. Sentimentalismo e supervalorização das emoções pessoais;
2.1.2.12. Subjetivismo e egocentrismo;
2.1.2.13. Saudades da infância;
2.1.2.14. Fuga da realidade.
2.1.3. Alguns Autores
2.1.3.1. Goethe, da Alemanha;
2.1.3.2. Lord Byron, da Inglaterra;
2.1.3.3. Camilo Castelo Branco e Almeida Garret, de Portugal;
2.1.3.4. Victor Hugo, da França;
2.1.3.5. Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Castro Alves e José de Alencar, do Brasil.
2.1.4. Obras Representantes
2.1.4.1. ⇒ Alemanha Goethe Os Sofrimentos do Jovem Werther (1774)
2.1.4.2. ⇒ França Victor Hugo Os Miseráveis (1862) Notre-Dame de Paris (1831)
2.1.4.3. ⇒ Inglaterra Lord Byron Don Juan (1824)
2.1.4.4. ⇒ Portugal Almeida Garrett Viagens na minha terra (1846) Camilo Castelo Branco Amor de Perdição (1861)
2.1.4.5. ⇒ Brasil Gonçalves Dias Segundos Cantos (1848) Últimos Cantos (1851) Os Timbiras (1857) Cantos (1857) Álvares de Azevedo Lira dos Vinte Anos (1853) Noite na Taverna (1855) Cassimiro de Abreu Primaveras (1859) Castro Alves Espumas Flutuantes (1870) Os Escravos (1883) José de Alencar O guarani (1857) Iracema (1865) Til (1871) Senhora (1875)
2.2. Realisma | Naturalismo
2.2.1. Início
2.2.1.1. O realismo foi um movimento literário e artístico que teve início em meados do século XIX, na França. A vertente se manifestou principalmente na literatura, sendo seu marco inicial o romance realista Madame Bovary, de Gustave Flaubert, em 1857.
2.2.2. característica
2.2.2.1. oposição ao romantismo;
2.2.2.2. objetividade, trazendo cenas e situações de forma direta;
2.2.2.3. caráter descritivo;
2.2.2.4. análise de traços de personalidade e da psique das personagens;
2.2.2.5. tom crítico sobre as instituições e a sociedade, sobretudo a elite;
2.2.2.6. exibição de falhas de caráter, derrotas pessoais e comportamentos duvidosos;
2.2.2.7. interesse em incitar questionamentos no público;
2.2.2.8. valorização da coletividade;
2.2.2.9. valorização de conhecimentos científicos propostos em teorias como o Darwinismo, Socialismo Utópico e Científico, Positivismo, Evolucionismo;
2.2.2.10. enfoque em temas contemporâneos e cotidianos;
2.2.2.11. na literatura desenvolveu-se mais intensamente na prosa e no conto;
2.2.2.12. caráter de denúncia social.
2.2.3. Alguns Autores
2.2.3.1. Émile Zola (Paris,1840-1902)
2.2.3.2. Aluísio Azevedo (São Luís-MA, 1857 – Buenos Aires, 1913)
2.2.3.3. Adolfo Caminha (Aracati-CE, 1867 – Rio de Janeiro, 1897)
2.2.3.4. Um dos principais autores brasileiros representantes do Realismo é : Machado de Assis, com obras como Dom Casmurro, O Alienista e Quincas Borba, Raul Pompeia, com O Ateneu, e Visconde de Taunay, com Inocência.
2.2.4. Obras Representativas
2.2.4.1. À noitinha, quando Charles voltava para casa, ela tirava de debaixo das cobertas os longos braços magros, passava-os em torno do pescoço dele e, tendo-o feito sentar-se na beirada da cama, punha-se a falar de seus infortúnios: ele se esquecia dela, amava alguma outra! Bem que lhe haviam dito que ela seria infeliz; e acabava por pedir a ele algum xarope para a saúde e um pouco mais de amor. Este trecho de Madame Bovary, de Flaubert, exemplifica a linguagem realista. Note que há a descrição detalhada da cena, tanto de aspectos físicos, quanto psicológicos.
2.3. Simbolismo
2.3.1. Início
2.3.1.1. O simbolismo foi uma tendência literária que nasceu na França, com as teorias estéticas de Charles Baudelaire, e floresceu principalmente na poesia, em diversas partes do mundo ocidental, no final do século XIX. É o último movimento antes do surgimento do modernismo.
2.3.2. Características
2.3.2.1. Uso de pausas, reticências, espaços em branco e rupturas sintáticas para representar o silêncio metafísico;
2.3.2.2. Sinestesia: construção de versos que descrevem sons, aromas e cores, pois os cinco sentidos são instrumentos de captação dos símbolos ao redor;
2.3.2.3. Temáticas voltadas à interioridade humana, ao êxtase do espírito;
2.3.2.4. Vocabulário etéreo e remissões ao Nada e ao Absoluto;
2.3.2.5. Presença comum de antíteses e oposições, graças às tentativas de encarnar o que é divino e espiritualizar o que é terreno: o poema é a forma de conciliação entre os planos material e espiritual;
2.3.2.6. Entendimento da poesia como uma visão da existência;
2.3.2.7. Presença da religiosidade, não somente cristã como também oriental, compondo a busca simbolista da transcendência;
2.3.2.8. Descrições crepusculares, presença simultânea de luz e sombra;
2.3.2.9. Imagens sombrias, lúgubres, decadentes;
2.3.2.10. Afrouxamento do rigor métrico parnasiano, dando espaço para metrificações irregulares e versos livres;
2.3.2.11. Conceito musical do poema.
2.3.3. Alguns Autores
2.3.3.1. Charles Baudelaire (1821-1867)
2.3.3.2. Stéphane Mallarmé (1842-1898)
2.3.3.3. Paul Verlaine (1844-1896)
2.3.3.4. Arthur Rimbaud (1854-1891)
2.3.3.5. João da Cruz e Sousa (1863-1898)
2.3.3.6. Afonso Henriques da Costa Guimarães (1870-1921)
2.3.3.7. Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (1884-1914)
2.3.4. Obras Representativas
2.3.4.1. Correspondências A Natureza é um templo vivo em que os pilares Deixam filtrar não raro insólitos enredos; O homem o cruza em meio a um bosque de segredos Que ali o espreitam com seus olhos familiares. Como ecos longos que à distância se matizam Numa vertiginosa e lúgubre unidade, Tão vasta quanto a noite e quanto a claridade, Os sons, as cores e os perfumes se harmonizam. Há aromas frescos como a carne dos infantes, Doces como o oboé, verdes como a campina, E outros, já dissolutos, ricos e triunfantes, Com a fluidez daquilo que jamais termina, Como o almíscar, o incenso e as resinas do Oriente, Que a glória exaltam dos sentidos e da mente. (Charles Baudelaire, As flores do mal, 1857, trad. Ivan Junqueira)
2.4. Modernismo
2.4.1. Início
2.4.1.1. O Modernismo teve início no século XX e apresentou uma proposta inovadora nas formas de manifestações artísticas. Modernismo no Brasil: Primeira geração: 1922-1930 Segunda geração: 1930-1945 Terceira geração ou pós-modernismo: 1945-1978
2.4.2. características
2.4.2.1. Rompimento do tradicionalismo;
2.4.2.2. Desejo de chocar a opinião pública;
2.4.2.3. Valorização da subjetividade;
2.4.2.4. Inovação de formal;
2.4.2.5. Reprodução estética da realidade da época;
2.4.2.6. Reposta à desintegração social causada pelo cenário de guerra.
2.4.3. Alguns Autores
2.4.3.1. Autores e obras
2.4.3.2. aPortugal: Fernando Pessoa: Mensagem Mário de Sá-Carneiro: Dispersão Almada Negreiros: A engomadeira José Régio: As encruzilhadas de Deus João Gaspar Simões: Elói ou Romance numa cabeça Branquinho da Fonseca: O barão Miguel Torga: Ansiedade Soeiro Pereira Gomes: Esteiros Ferreira de Castro: A selva Alves Redol: Gaibéus
2.4.3.3. aBrasil: Oswald de Andrade: Memórias sentimentais de João Miramar e Pau-brasil Mário de Andrade: Pauliceia desvairada e Macunaíma Manuel Bandeira: Libertinagem Carlos Drummond de Andrade: Alguma poesia e A rosa do povo Vinicius de Moraes: Novos poemas Cecília Meireles: Romanceiro da Inconfidência Jorge de Lima: Poemas negros Murilo Mendes: História do Brasil e O visionário Rachel de Queiroz: O quinze Erico Verissimo: O tempo e o vento Graciliano Ramos: Vidas secas e Memórias do cárcere José Lins do Rego: Menino de engenho Jorge Amado: Capitães da areia e O cavaleiro da esperança João Cabral de Melo Neto: Morte e vida severina Ferreira Gullar: Poema sujo Décio Pignatari: Poesia pois é poesia Haroldo de Campos: Galáxias Augusto de Campos: Viva vaia Clarice Lispector: A hora da estrela João Guimarães Rosa: Grande sertão: veredas
2.4.4. Obras Representativas
2.4.4.1. Mario de Andrade (1893-1945) - obras principais: Pauliceia desvairada, 1922 (poesia); A escrava que não é Isaura, 1925 (ensaio); Amar, verbo intransitivo, 1927 (romance); Macunaíma, 1928 (rapsódia); Lira paulistana, 1945 (poesia); Contos novos, 1947 (contos - publicação póstuma).
2.4.4.2. Oswald de Andrade (1890-1954) - obras principais: Memórias sentimentais de João Miramar, 1924 (romance); Manifesto Pau-Brasil, 1925; Poesia Pau-Brasil, 1925; Manifesto Antropófago, 1928; Serafim Ponte Grande, 1933 (romance); O rei da vela, 1937 (teatro).
2.4.4.3. Manuel Bandeira (1886-1968) - obras principais (poesia): A cinza das horas, 1917; Carnaval, 1919; O ritmo dissoluto, 1924; Libertinagem, 1930; Estrela da manhã, 1936; Lira dos cinquent’anos, 1940; Estrela da tarde, 1960; Estrela da vida inteira, 1966.
2.5. Pós-modernismo
2.5.1. Início
2.5.1.1. O pós-modernismo é um movimento artístico, filosófico e cultural da contemporaneidade e é caracterizado pelas mudanças científico-tecnológicas, disseminação dos meios de comunicação social e uso desenfreado das tecnologias. Nasceu em 1945, mas foi apenas em 1960 que começou seu processo de expansão pelos diversos setores sociais. Isso ocorreu por causa das transformações no âmbito tecnológico que influenciaram todos os aspectos sociais.
2.5.2. Características
2.5.2.1. Exploração do humor, do lúdico e da metalinguagem;
2.5.2.2. Ligação entre linguagem artística com realidade multifacetada;
2.5.2.3. Fragmentada, híbrida, sem hierarquia;
2.5.2.4. Desconstrução de valores e pluralização dos gêneros;
2.5.2.5. Espetacularização social, ou seja, transformar todos os aspectos do cotidiano um espetáculo;
2.5.2.6. Abandono de suportes tradicionais;
2.5.2.7. Uso das mídias e tecnologias para a composição de peças.
2.5.3. Alguns Autores
2.5.3.1. Anselm Kiefer (pintor e escultor alemão);
2.5.3.2. Bansky (artista de rua britânico);
2.5.3.3. Bill Viola (videoartista norte-americano);
2.5.3.4. Damien Hirst (artista britânico);
2.5.3.5. Jean-Michel Basquiat (grafiteiro norte-americano);
2.5.3.6. Jeff Koons (escultor norte-americano);
2.5.3.7. Marina Abramovic (artista performática);
2.5.3.8. Richard Serra (escultor norte-americano);
2.5.3.9. Gerhard Richter (pintor alemão);
2.5.3.10. Takashi Murakami (artista japonês);
2.5.3.11. Lucian Freud (pintor naturalizado britânico);
2.5.3.12. Keith Haring (artista plástico e ativista norte-americano).
2.5.4. Obras Representativas
2.5.4.1. aPop Art
2.5.4.2. Minimalismo
2.5.4.3. Expressionismo Abstrato
2.5.4.4. Arte cinética;
2.5.4.5. Arte digital;
2.5.4.6. Arte de Novas Mídias;
2.5.4.7. Arte povera (poor art);
2.5.4.8. Arte Urbana (Street Art);
2.5.4.9. Body Art;
2.5.4.10. Hiper-realismo;
2.5.4.11. Fotorrealismo;
2.5.4.12. Arte Conceitual
2.5.4.13. Op art.