1. um grupo de diferentes enfermidades e agravos compõe o rol das doenças tropicais negligenciadas.
2. Tracoma
2.1. Prevalência de tracoma inflamatório folicular, em crianças de 1 a 9 anos, com idade inferior a 5% nos distritos endêmicos. TF
2.1.1. OMS estabeleceu meta de eliminação global do tracoma, como problema de saúde pública até 2020.
2.1.1.1. Por meio da estratégia de saúde da família, apresentaram importante impacto na prevalência da doença no pais.
2.1.2. se conclui que a adoção de políticas de promoção de acesso à água para consumo humano, priorizando famílias rurais de baixa renda, afetadas pela seca.
2.1.2.1. O conjunto dessas ações foram fundamentais para a redução da endemicidade verificada nas UA.
2.2. Prevalência de triquíase tracomatosa, não conhecida pelo sistema de saúde, inferior a 0,2% na população >15 anos em distritos endêmicos. TT
3. Esquistossomose
3.1. importante problema de saúde pública
3.1.1. Infecção parasitária que evolui de forma assintomática, até as formas clínicas graves, que podem levar a internação e óbito.
3.1.1.1. A esquistossomose está presente no Brasil de forma mais intensificada em 19 unidades federativas.
3.1.1.1.1. Alagoas, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe, Espírito Santo e Minas Gerais, com predominância no norte e nordeste deste estado.
3.1.1.1.2. No Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio de janeiro, São paulo, Santa catarina, Paraná, Rio grande do sul, Goiás e no Distrito federal, a transmissão é focal, não atingindo grandes áreas.
3.1.1.1.3. Em 2009 foi o ano onde o número de pessoas examinadas foi maior, chegando aos 1.475.659; numero de casos 76.719; percentual de positividade 5,20%.
3.1.1.2. Ações realizadas pelo PCE do Ministério da saúde tem por objetivo reduzir a ocorrência de formas graves e, de óbitos; reduzir a prevalência da infecção; e indicar medidas para diminuir o risco de expansão da doença.
3.2. É uma doença endêmica em áreas de coleções hídricas com moluscos transmissores.
4. Geo-helmintíases/helmintíases transmitidas pelo solo.
4.1. Um grupo de doenças parasitárias que causam infecções intestinais, Ascaris lumbricoides, trichuris trichiura e ancilostomídeos: Ancilostoma duodenale e Necator americanus, helmintos que passam parte do seu ciclo de vida no solo, acarretando contaminação da àgua e de alimentos com os seus ovos ou larvas, se desenvolvendo no trato intestinal, tendo o homem como reservatório e hospedeiro definitivo.
4.1.1. A ocorrência da infecção está associada às precárias condições de higiene, à falta de acesso à água e ao saneamento inadequado, sendo classificadas como doenças negligenciadas pela Organização Mundial de Saúde.
4.1.1.1. redução no desenvolvimento físico e mental, e uma diversidade de sintomatologias, como: diarreia, dores abdominais, inapetência, perda de peso, levando a complicações como a formação de granulomas e processos obstrutivos, que exigem intervenção cirúrgica, podendo inclusive levar o paciente a óbito.
4.1.1.1.1. maior numero de pessoas examinadas foi em Pernambuco 940.501/ e o numero de casos e o percentual de positividade é em Alagoas positivos Ascaris 44.127/Manaus Ascaridíase 13,0/Alagoas Positivo Ancilóstomo 49,941/ Pará Ancilostomíase 15,7/ Alagoas Positivo Trichuris 20.434/ Maranhão 3,8 Tricuríase.
4.1.2. As crianças em idade escolar apresentam um importante papel epidemiológico na disseminação da doença, altamente susceptível e são responsáveis pela eliminação de ovos no ambiente, por meio das fezes.
4.1.2.1. OMS disponibiliza o medicamento Albendazol, de 400 mg, em dose única
4.1.2.1.1. No brasil a geo-helmintíases estão presentes em todas as Unidades Federadas, em zonas rurais e na periferia dos centros urbanos e nas regiões norte e nordeste, onde se registram uma elevação dos números de casos.
5. Filariose
5.1. A Filariose linfática é uma doença parasitária crônica com sério impacto social e econômico. Mais comum em populações menos favorecidas, com deficientes condições de saneamento básico e serviços de fornecimento de água tratada, especialmente em áreas urbanas com precária infraestrutura pública.
5.1.1. Também conhecida como elefantíase em uma de suas manifestações crônicas e sintomáticas e ocorre pelo parasitismo de helmintos das espécies Wuchereria bancrofti, Brugia malayi e Brugia timori. Nas américas e África, somente a W. bancrofti causa essa enfermidade.
5.1.1.1. Segundo a OMS em 2000 a FL era endêmica em mais de 80 países e o número de indivíduos em risco de infecção superior a 1 bilhão.
5.1.1.1.1. O PMELF foi criado com o objetivo de eliminar a FL até 2020 e tem como dois grandes objetivos: 1) Interrupção da transmissão; 2) a prevenção e alivio de incapacidade associadas a filariose linfática.
5.1.1.1.2. Para alcançar a meta quatro etapas devem ser seguidas: conhecimento da distribuição geográfica da endemia, mapeamento; implementação de tratamento em massa, conhecido como mass drug administration MDA e inquéritos para avaliação da transmissão Trasmission Assessment Survey-TAS; Vigilância após tratamento; e a comprovação da ausência de transmissão, que consiste de uma análise das evidências epidemiológicas e históricas pormenorizadas
5.2. Doenças de transmissão hídrica e alimentar DTHA
5.2.1. Uma síndrome, constituída de anorexia, náuseas, vômitos e /ou diarreias, atribuídas à ingestão de água ou alimentos contaminados por bactérias, vírus, parasitos intestinais oportunistas, toxinas ou produtos químicos.
5.2.1.1. A vigilância epidemiológica das doenças de transmissão hídricas e alimentar, tem como objetivo monitorar o comportamento dessas doenças, visando detectar, intervir, prevenir e controlar surtos de DTHA; com ações de investigação epidemiológica para identificar os locais, alimentos e os agentes etiológicos envolvidos no adoecimento da população e assim quebrar a cadeia de transmissão.
5.2.1.1.1. Cólera
6. Acidentes ofídicos
6.1. Acidentes causados por serpentes peçonhentas, constituem importante causa de morbimortalidade em todo o mundo, em virtude de sua alta frequência e gravidade.
6.1.1. As ações educativas em relação ao risco de acidentes, primeiros socorros e medidas de prevenção individual e controle ambiental devem ser intensificadas pela gestão municipal. É fundamental divulgar, exigir e fiscalizar o uso de equipamentos de proteção individual, para os grupos de maior risco.
6.1.1.1. Medidas de prevenção nos acidentes ofídicos: medidas de proteção individual: usar EPI; Medidas de proteção ao ambiente residencial e/ou em áreas para lazer: não depositar ou acumular lixo, entulho e materiais de construção; cuidados em relação aos indivíduos acidentados: lavar o local da picada apenas com água e sabão, manter o paciente deitado, não amarre, o membro acometido e, não corte ou aplique qualquer tipo de substância no local da picada; manter o paciente hidratado, em repouso e com o membro acometido elevado até a chegada ao Hospital de referência.
6.2. O Objetivo da vigilância é reduzir a incidência dos acidentes ofídicos por meio da promoção de ações de educação em saúde; reduzir a gravidade, sequelas e, consequentemente, a letalidade dos acidentes por meio do atendimento oportuno e escolhas acertadas da indicação do tratamento soroterápico; melhoria da capacidade de resposta do atendimento médico assistencial nos serviços de saúde; mapeamento das áreas de maior risco a partir dos resultados e da análise dos indicadores epidemiológicos.
6.2.1. Ações realizadas para a vigilância dos acidentes ofídicos foram: descentralização dos soros antivenenos; analise e financiamento de projeto de pesquisa sobre o tema avaliação da estabilidade dos soros antivenenos mediante diferentes condições de conservação e oscilações de temperaturas. entre outras
7. Leptospirose
7.1. A infecção humana ocorre a partir do contato direto com uma urina de reservatórios animais, principalmente roedores sinantrópicos, ou através de contato com solo ou água contaminados, que podem ser afetados direta ou indiretamente pelo fornecimento de água, esgotamento sanitário, coleta de resíduos sólidos, drenagem urbana, controle de vetores e roedores urbanos.
7.1.1. É uma zoonose endêmica em todo o mundo causada por uma espiroqueta denominada Leptospira interrogans do gênero leptospira.
7.1.1.1. As áreas de risco são definidas considerando os locais prováveis de infecção de cada caso associados a áreas com antecedentes de ocorrência da doença em humanos e /ou em animais, além de fatores ambientais predisponentes à doença, assim como fatores socioeconômicos e culturais e nível de infestação de roedores.
7.1.1.1.1. As ações realizadas na vigilância giram em torno do hospedeiro e seu ambiente.
7.1.1.1.2. No período de 2010 a 2020, forma confirmados 39.270 caos de leptospirose, média anual de 3.734 casos, variando entre 1.276, 2.020 a 4.390 casos 2011. Nesse mesmo período, foram registrados 3.419 óbitos, com média de 321 óbitos/ ano. A letalidade média no período foi de 8,7% e o coeficiente médio de incidência de 2,1/100.000 habitantes.
8. Hantavirose
8.1. Hantavírus são membros da família Hantaviridae da ordem Bunyavirales, que inclui muitos vírus de importância médica, agrícola e veterinária. Semelhante a outros bunyavírus, Os hantavírus são mantidos e transmitidos através de muitos reservatórios de mamíferos, incluindo morcegos, musaranhos, toupeiras e principalmente roedores.
8.1.1. É considerada no Brasil um problema de Saúde pública de grande importância, devido a sua alta letalidade e elevado custo social e econômico.
8.1.1.1. É uma doença de notificação compulsória e de investigação obrigatória, visando tratamento adequado e desencadeamento de medidas de controle a notificação deve ser imediata. Após a verificação das condutas com o paciente por ser doença aguda de curso rápido, geralmente há necessidade de internação em unidades de saúde de maior complexidade, inclusive com unidade de terapia intensiva, pois a sobrevivência do paciente depende da instituição precoce de medidas gerais de suporte clínico.
8.1.1.1.1. Ações realizadas, a Hantavirose é uma doença difícil de ser diagnosticada por sua clínica comum á outras doenças principalmente no início da doença. São focadas para melhorar a suspeição da doença por parte dos profissionais de saúde, são realizadas capacitações para médicos e enfermeiros tanto para melhorar o diagnóstico e torná-lo oportuno, quanto para melhorar a qualidade do manejo clínico do paciente.
9. Febre maculosa
9.1. É doença de notificação compulsória ao Ministério da Saúde que promove ações de vigilância epidemiológica e assistência médica com o objetivo de reduzir a morbimortalidade. No entanto, a doença ainda é pouco conhecida. Sabe-se que os carrapatos do gênero Amblyomma atuam como vetores, podendo parasitar hospedeiros silvestres, domésticos e eventualmente o homem.
9.1.1. No Brasil , a febre maculosa ficou conhecida como tifo transmitida pelo carrapato, febre petequial ou febre maculosa brasileira. Foi conhecida pela primeira vez, no Brasil, em 1929, em São Paulo. Logo depois, foi descrita em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
9.1.1.1. É causada por Bactéria gram-negativa intracelular obrigatória: Rickettsia ricketssi, Rickettsia sp. cepa Mata atlêntica e trasmitida, no Braisl, os principais reservatórios são os carrapatos do gênero Amblyomma, tais como A. sculptum = A. cajennense, A. aureolatum e A. Avale. Entretanto, potencialmente, qualquer espécie de carrapato pode ser reservatório de riquétsias.
9.1.1.1.1. Dentre as ações realizadas, destacam-se o início das atividades para descentralização da rede de diagnóstico para a vigilância de ambientes a partir da capacitação de profissionais para coleta e identificação de carrapatos, em áreas silenciosas do Brasil, assim como a capacitação e apoio aos laboratórios para realização de metodologias de diagnóstico. Realização de projetos de pesquisa para identificação de circulação de agentes etiológicos em áreas desconhecidas.
10. Leishmaniose visceral
10.1. É uma doença parasitária, sistêmica, crônica e potencialmente fatal. Causada por parasitos intracelulares do gênero Leishmania, nas Américas, a Leishmania chagasi é uma espécie mais comumente envolvida na transmissão. Reservatórios urbanos, cão e silvestres como raposas, marsupiais, além de vetores Lutzomya longipalpis, envolvem-se no ciclo de transmissão dessa doença, atribuindo-lhe a característica de uma antropozoonose.
10.1.1. O principal objetivo da vigilância da doença é o desenvolvimento de ações que buscam detectar, oportunamente, a ocorrência de casos, promover o acesso ao diagnóstico e tratamento adequado, bem como, capacitar profissionais e sensibilizar a população, por meio de ações educativas, e apoiar as equipes de vigilância epidemiológica, estaduais e municipais, quanto ás medidas voltadas ao controle do vetor e do reservatório, quando essas estiverem indicadas.
10.1.1.1. Ações realizadas, em 2020 foram adquiridas 1.009.036 coleiras para uso em cães impregnadas com deltametrina 4%, as quais, em um primeiro momento, serão disponibilizadas aos municípios prioritários de acordo com a estratificação de risco da LV.A distribuição prevista para o ano corrente contemplará 16 estados das regiões Norte, Nordeste, Centro- Oeste e Sudeste, os quais representam aproximadamente, 65% do total de casos no país.
10.1.1.1.1. Metas, reduzir a taxa de letalidade da leishmaniose visceral em 50% no Brasil. A partir de 2021 o Ministério da Saúde do Brasil iniciará a distribuição das coleiras impregnadas com inseticida, como ferramenta de controle da LV em municípios prioritários do país. A ferramenta será incorporada ás demais medidas de controle, já preconizadas pela vigilância da doença.
11. Leishmaniose tegumentar
11.1. São antropozoonoses, consideradas um problema de saúde pública e representam um complexo de doenças com importante espectro clínico e diversidade epidemiológica. A Organização Mundial estima que 350 milhões de pessoas estejam suscetíveis a infecção. Nas américas, as leishmaniose tegumentar na sua forma cutânea.
11.1.1. Atinge principalmente , a população de baixa renda, apresentando coeficiente de detecção entre indígenas e negros, respectivamente, 18- e 3,4 vezes maior que o apresentado para a raça/cor branca.
11.1.2. Aspectos relacionados as más condições de moradia e mobilidade, analfabetismo, deficiência no sistema imunológico e a desnutrição, são alguns dos associados á LT. Essas populações mais afetadas vivem em áreas de difícil acesso e o estigma social decorrente das deformidades e cicatrizes desfigurantes, a mantém privada do devido acolhimento.
11.1.2.1. Entre os objetivos da vigilância , epidemiológica da LT, destaca-se a promoção da educação em saúde, incluindo o engajamento da população nas ações de prevenção e proteção individual por meio do qual almeja-se a interrupção do ciclo de transmissão da doença, e a promoção do acesso ao diagnóstico precoce e tratamento oportuno. Todas as ações e estratégias com o objetivo que consiste na redução da morbidade e de eventuais óbitos relacionados a doença.
11.1.2.1.1. A portaria numero 56, de 30 de outubro de 2018, tornou pública a decisão de incorporar a miltefosina para o tratamento da LT, no âmbito do Sistema Único de Saúde. É a primeira ve que um medicamento de uso oral é ofertado para o tratamento da doença.