Portos sua organização e suas classificações.

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Portos sua organização e suas classificações. por Mind Map: Portos sua organização e suas classificações.

1. Portos naturais

1.1. São estruturas que naturalmente já servem de proteção contra tempestades e ondas para uma área, não sendo necessária a construção de quebra-mar por

2. Portos semiartificiais

2.1. Tem esse nome, pois se localizam em enseadas ou são protegidos por elevações dos dois lados, fazendo-se necessário apenas proteção artificial na entrada

3. Portos artificiais

3.1. Esses portos são construídos por questões econômicas. Eles são protegidos de ondas por quebra-mares e dragagens que permitem o acesso, ou seja, são portos com grande intervenção humana.

4. Portos de refúgio

4.1. Esse tipo de porto pode ser utilizado para abrigar navios durante uma tempestade ou servir como porto comercial, permitindo boas condições de amarração ou ancoragem. Deve ser seguro e de fácil acesso a partir do mar devido a qualquer estado climático e correntes marítimas

5. Portos militares

5.1. Esse tipo de porto tem o objetivo de acomodar navios patrulha, porta aviões e fragatas, servir como depósito de armamento e outros bens necessários para o serviço militar.

6. Portos comerciais

6.1. Esse tipo de porto possui equipamentos para carga e descarga de navios, abastecimento dos navios. Possuem autoridades aduaneiras e de fiscalização e possuem na maioria dos casos docas secas para manutenção dos navios.

7. Um porto é uma área, abrigada das ondas e correntes, localizada à beira de um oceano, mar, lago ou rio, destinada à atracação de barcos e navios, com o pessoal e serviços necessários ao carregamento e descarregamento de carga e ao estoque temporário deles, como instalações para o movimento de pessoas e carga ao redor do setor portuário, e, em alguns casos, terminais especialmente designados para acomodação de passageiros.

8. Natureza dos Portos

8.1. os portos podem ser classificados em termos de suas características primordias de abrigo e acessibilidade em:

8.1.1. Naturais

8.1.1.1. são aqueles em que as obras de melhoramento ligada a abrigo e acesso ás obras de acostagem são inexistentes ou de reduzida monta

8.1.2. Artificiais

8.1.2.1. são aqueles em que as obras de melhoramento ligada a abrigo e acesso ás obras de acostagem são inexistentes ou de reduzida monta

9. Localização

9.1. Na escolha do local são levados em consideração três pontos importantes: estudo de gabinete, pesquisa de campo e avaliação final e seleção.

9.1.1. – é um estudo que ajuda a reduzir as opções de locais e assim ajuda a diminuir custos com pesquisas de campo. Nele são avaliados:

9.1.1.1. - A localização de outros aeroportos que já existem ou que serão construídos futuramente; – O levantamento de projetos e programas para uso do solo; – Os custos dos terrenos e as informações sobre os proprietários; – O estudo da topografia dos locais; – Os custos para elaboração do anteprojeto para cada local proposto;

9.1.2. Estudo de gabinete

9.1.3. Pesquisa de campo

9.1.3.1. na pesquisa de campo é realizada sondagem geotécnica, estudo e armazenamento de amostras do solo e fotografia do local tanto aérea como terrestre.

9.1.4. Avaliação final e seleção

9.1.4.1. nessa fase, como já fica claro pelo título, é feita a seleção do melhor local e seu detalhamento.

10. Localização

10.1. a classificação quanto a localização dos portos marítimos considera:

10.1.1. Portos Exteriores

10.1.1.1. os portos exteriores situam-se diretamente na costa. podem ser do tipo saliente á costa (ganhos á águ a), quando são implantados aterros que avançam sobre o mar, ou encravados em terra (ganhos á terra).

10.1.2. Portos Interiores

10.1.2.1. os portos interiores podem ser estuarinos, lagunares ou no interior de delta.

10.1.3. Portos ao Largo

10.1.3.1. os portos ao largo da zona de arrebatação, distantes da costa, podem até mesmo não ser providos de abrigo.

11. Utilização

11.1. quanto á carga movimentada e ao tipo de equipamento para tanto, os portos classicam-se em:

11.1.1. Portos de Carga Geral

11.1.1.1. os portos comerciais que movimentam carga geral, isto é acondicionada em qualquer tipo de invólucro.

11.1.2. Portos Especializados

11.1.2.1. os portos ou terminais especializados movimentam predominantemente determinados tipos de cargas, podendo ser de exportação ou internação de ca rga, como: granéis sólidos ou líquidos (carga sem embalagem, como os minérios), containers, pesqueiros, de lazer (marinas), militares (bases navais), etc.

12. Obra de Melhoramento dos Portos

12.1. fundamentalmente, as obras de melhoramento dos portos são: externas e internas.

12.1.1. As obras externas estão sujeitas às ondas e correntes, sendo as obras de abrigo (molhes, quebra-mares e espigões), de melhoria das condições de acesso (guias-corrente), canais de acesso e bacias (espera e evolução). As obras internas são implantadas nas áreas abrigadas, como: obras de acostagem, estruturas para o equipamento de movimentação de carga, retroporto (áreas de estocagem, vias e pátios rodo-ferroviários, oficinas, docas secas e estaleiros). Serviços de dragagem são comuns como obras de melhoramentos, podendo representar em vultosos investimentos.

13. Arranjo Geral das Obras Portuárias

13.1. obras portuárias encravadas na costa ou estuarinas

13.1.1. esta solução é muitas vezes adotada em embocaduras marítimas (estuarinas, lagunares ou deltaicas), sendo frequentemnete complementada por dragagens, além da implantação de guias-correntes em alguns casos

13.2. obras portuárias salientes à costa e protegida por molhes

13.2.1. Usado para combater o efeito das ondas, com uma extremidade no continente e outra no oceano.

13.3. Obras protegidas por Espigões

13.3.1. estruturas que estão enraizadas na costa. Uma opção usada para minimizar o efeito da erosão no sota-vento.

14. Localização de quebra mares

14.1. na localização de quebra-mares para abrigo portuário devem ser considerados fundamentalmente:

14.1.1. - dimensão da área abrigada. - grau de abrigo de berços e bacias portuárias para operações de movimentação de cargas e manobras dos navios. - influência no transporte de sedimentos litorâneos, avaliando a sedimentação na área abrigada e o impacto ambiental de erosão/sedimentação na área costeira adjacente.

15. Questões fundamentais do projeto das obras portuárias

15.1. O projeto de obras portuárias envolve o conhecimento de várias ciências aplicadas. a hidráulica marítima e fluvial fornecem os fundamentos requeridos para estimar a ação hidrodinâmica de ondas e correntes sobre as estruturas de abrigo, acostagem, canais e bacias, bem como referentes ao transporte de sedimentos. a geotecnia e a mecânica dos solos são básicas para o projeto das fundações das obras portuárias e estabilidades de taludes de maciços e aterros. O dimensionamento das estruturas para suportar os esforços estáticos e dinâmicos dos equipamentos e cargas, forças de impacto e amarração dos navios. Conhecimentos gerais de estabilidade dos flutuantes e princípios de segurança da navegação . Características dos equipamentos de movimentação de cargas.

16. Ações em estruturas portuárias marítimas ou fluviais

16.1. A norma brasileira nbr 9782/1987 (a bnt, 1987) fixa os valores representativos das aç ões que devem ser consideradas nos projetos de estruturas portuárias marítimas ou fluviais, aplicando-se estes valores às estruturas de abrigo e acostagem, sendo consideradas as ações provenientes de:

16.1.1. -cargas permanentes -sobrecargas verticais -cargas móveis -meio ambiente -atracação -amarração -terreno

16.2. nesta abordagem são enfatizadas as ações provindas do meio ambiente decorrentes das ações de correntes, das marés, ondas e ventos.

16.2.1. correntes

16.2.1.1. o valor da velocidade da corrente a ser adotado é aqu ele obtido em medições no local de implantação da estrutura portuária, sendo que em estruturas portuárias fluviais o valor mínimo a adotar para a velocidade de fluxo das águas é de 1 m/s

16.2.2. marés e níveis d´água

16.2.2.1. para estruturas portuárias marítimas o valor da altura da maré a ser adotado é aquele obtido em medições no local de implantação da estrutur a portuária. em estruturas portuárias fluviais o nível máximo normal é obtido da curva de permanência de alturas no local. para estruturas de acostagem o nível adotado corresponde à altura que não seja ultrapassada em 95% do tempo de recorrência considerado igual à expectativa da vida útil da obra. para estruturas de proteção a percentagem pode ser reduzida para 80%

16.2.3. ondas

16.2.3.1. devem ser obtidas em medições efetuadas nas proximidades da área de implantação da estrutura portuária.

16.2.3.2. o período da recorrência da onda de projeto não pode ser menor do que a expectativa da vida útil da obra, sendo no mínimo de 50 anos para as obras permanentes e expostas.

16.2.3.3. a altura da onda de projeto a ser adotada no cálculo de estruturas portuárias, de abrigo ou acostagem, situadas fora da zona de arrebentação, não afetadas quanto à sua segurança por eventual galgamento deve ser:

16.2.3.3.1. -h1, que é a média aritmética das alturas do centésimo superior das maiores ondas, para estruturas rígidas (muros e paredes)

16.2.3.3.2. - entre h1 e h10, em que h10 é a medida aritmética das alturas do décimo superior das maiores ondas, para estru turas semi-rígidas (sobr e estacas)

16.2.3.3.3. -hs, que é a medida ar itmética das altur as do terço superior das ondas, chamada de altura significativa, par a estruturas flexíveis de blocos naturais ou artificiais

16.2.3.3.4. estruturas portuárias que sejam prejud icadas pelo citado galgamento e requeiram riscos mínimos devem ser projetadas, por segurança, considerando alturas de onda superiores a h1. devem ser an alisadas as ações decorrentes dos fenômenos de empolamento, refração, difração, reflexão e arrebentação da onda de projeto.

16.2.4. Ventos

16.2.4.1. a velocidade do vento a ser considerada é a velocidade média em 10 minutos, medida no local de implantação da estrutura portuária a uma altura de 10m. em nenhum caso são admitidas velocidades para o vento menores do que 20m/s