Produção de Dioxido de Cloro

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Produção de Dioxido de Cloro por Mind Map: Produção de Dioxido de Cloro

1. Chegou ao Brasil nos séculos XV e XVI, na época do descobrimento deste país.

2. O processo é realizado em sete etapas: recepção de uvas, esmagamento, fermentação, decantação, maturação, filtração e engarrafamento.

3. Os maiores produtores são: França, Itália, Espanha, Estados Unidos e Argentina. Atualmente, o Brasil é o 16ºprodutor mundial de vinho.

4. Entre os séculos XII e XIII foi o produto mais exportado da Península Ibérica.

5. O vinho iniciou sua história na Península Ibérica pelos Tartessos em 2000 a.c, utilizado como moeda de troca no comércio.

6. HISTÓRICO

6.1. Apreciado por diversos povos e civilizações com grande relevância cultural, econômica e social.

7. FABRICAÇÃO

7.1. Sua composição química é complexa: depende do tipo de uva, da condição da colheita, do processo de vinificação e da idade do vinho.

7.2. É composto por etanol, água, glicerol, ácido tartárico, ácido málico, ácido cítrico, ácido láctico, ácidos fenólicos e antocianinas.

7.2.1. O vinho é uma bebida resultante da fermentação do mosto de uvas frescas, que é feita através de microrganismos como a levedura Saccharomyces cerevisae que transforma os açucares da uva em etanol.

7.3. Os resíduos do processo são provenientes da uva, podendo se destacar a casca, o engaço, as sementes e o bagaço; Como resíduos provenientes do processamento, pode-se destacar a bentonita, a terra de diatomácea e produtos de filtração; nas emissões gasosas se destacam CO2 e compostos orgânicos voláteis.

8. IMPACTOS AMBIENTAIS

8.1. Os principais impactos ambientais causados pela fabricação do vinho são: a poluição da água, a degradação do solo e da vegetação, os odores, as emissões atmosféricas, os subprodutos e os ruídos dos aparelhos da vinificação.

8.2. Os efluentes das vinícolas são extraídos de operações de lavagens e, também, das águas residuais, perdas de mostos, produtos de limpeza e desinfecção.

8.3. São destacados os seguintes processos biológicos e químicos para o tratamento dos efluentes: digestão anaeróbica, lagoas de aeração, sistemas de lamas ativadas, adsorção de carvão ativado e coagulação/floculação química.

9. DESCARTE

9.1. Por apresentarem concentrações de matéria orgânica nos termos de Demanda Química de Oxigênio - DQO na faixa de 1200 a 17.900 mg e relação DBO 5,20: N: P igual a 100:1:0,25, eles possuem pouca significância de nutrientes em comparação às concentrações de matéria orgânica.

9.2. A acidez é constatada com pH da ordem de 3,5 a 5,0 no período de produção.

9.3. Para seu descarte é necessário o cumprimento da Lei 9.433/97, que fala sobre a Política Nacional dos Recursos Hídricos e a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA 357/2005.

10. MAIORES PRODUTORES

10.1. Anualmente são produzidos mais de 580 milhões de litros de vinho no Brasil.

10.1.1. Os estados brasileiros produtores de uva e vinho são: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Espirito Santo, Bahia e Pernambuco.

10.2. O cadastro Vinícola Nacional registrou, em 2010, a atividade de 531 empresas, que processaram 526,08 milhões de quilos de uva.

11. EFLUENTES

11.1. Estima- se que a produção de resíduos seja cerca de 1,3 a 1,5 kg por cada litro de vinho produzido, sendo 75% de efluentes vinícolas 24% produtos de vinificação e 1% de resíduos sólidos.

11.2. Os efluentes vinícolas se parecem muito com os vinhos, principalmente em sua composição química sendo constituídos por açúcares, álcool, ésteres, ácidos orgânicos, compostos fenólicos, leveduras, bactérias e compostos biodegradáveis.

11.3. Alguns resíduos, como os de espumantes, continuam o processo de fermentação após seu descarte. Se forem descartados diretamente na água ou no solo se tornarão tóxicos pois são formados ácidos graxos, ésteres, mercaptanas, fenóis e polifenóis que poderão afetar a vida aquática.

12. TRATAMENTOS

12.1. Os principais tratamentos são: tratamento biológico com alimentação sequencial – SBR, processo aeróbio, digestão anaeróbia, adsorção por carvão ativado e os processos oxidativos avançados, com foco no reagente de Fenton.

12.1.1. Tratamento Biológico com Alimentação Sequencial – SBR: São caracterizados por sistema de operação faseada e sequencial e periodicamente se repete o ciclo de operação. Este processo é adaptado a vinícolas de pequeno porte e necessita de um grande volume de armazenamento – tampão para garantir homogeneização do efluente.

12.1.2. Processo Aeróbio: O processo de lodos ativados consiste no desenvolvimento de uma cultura microbiológica na forma de flocos em um tanque de aeração.

12.1.3. Adsorção por Carvão Ativado: A principal função é retirar a cor e o odor no tratamento de efluentes. O processo de adsorção é realizado em três etapas: 1. Transporte do adsorvato para a superfície exterior do adsorvente 2. Difusão do adsorvato nos poros do carvão 3. A adsorção de soluto na superfície do adsorvente. Na escolha do melhor tipo de carvão e dosagem adequada são requeridos testes de adsorção com efluente bruto.

12.1.4. A oxidação por Fenton, que consiste na aplicação de uma diferença de potencial na solução, para que o próprio sistema produza o H2O2 a partir do O2 presente. O Fenton consistiu na aplicação de ferro carregado com carvão ativado, e como resultado foi alcançada eficiência de 82% na remoção de DQO e 100% na remoção de cor.

13. Wellington Rodrigo Rocha RA: 20211095

14. Bibliografia: Produção do vinho e o tratamento de seus efluentes Autores: Mercês Ribeiro Oliveira, Lílian Amaral de Carvalho Gilson Lemos de Carvalho Antunes https://semanaacademica.com.br/system/files/artigos/producao_de_vinho_e_tratamento_vinicola_.pdf