Boas Práticas de Laboratório Clínico

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Boas Práticas de Laboratório Clínico por Mind Map: Boas Práticas de Laboratório Clínico

1. Objetivo

1.1. Garantir dados confiáveis

1.2. Padronizar procedimento

1.3. Racionalizar trabalho

1.4. Eliminar erros operacionais

2. Resolução de Diretoria Colegiada – RDC

2.1. A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária dispõe sobre regulamento técnico para funcionamento de Laboratórios Clínicos

3. Sinalização adequada e acesso aos laboratórios

3.1. O acesso ao laboratório deve ser fácil e sinalizado

3.2. Não deve haver obstruções para saída em casos de emergência

3.3. Sinalização visível dos equipamentos de primeiros socorros

3.4. Sinalização da área quanto ao tipo de risco

3.5. Rotulação e armazenamento adequado em cada produto químico toxico contido no laboratório

3.6. Sinalização da voltagem dos equipamentos e fontes de energia elétrica

3.7. Sinalização da classe de risco de materiais biológicos ou químicos expostos

4. Desinfecção

4.1. Utilização do álcool a 70% (etanol ou isopropílico)

4.1.1. Para desinfecção da pele, bancada e equipamentos.

4.1.2. Procedimento: após a limpeza com água e sabão deve-se esfregar um pano ou algodão umedecido com a solução de álcool a 70% e deixar a superfície em contato com a solução por, no mínimo, 15 minutos.

4.2. Hipoclorito de sódio a 5%

4.2.1. Recomenda-se sua aplicação para descontaminação de pisos, vidrarias e inativação química de material biológico.

4.2.2. Procedimento: após a limpeza com água e sabão deve-se passar pano ou material absorvente com o hipoclorito a 5% no piso ou submergir a vidraria, garantindo que a solução esteja em contato com toda parede do objeto a ser descontaminado.

5. Vacinação ocupacional

5.1. Hepatite A e B, tétano e difteria (dupla tipo adulto) tétano, difteria e coqueluche (tríplice bacteriana tipo adulto) varicela (catapora) influenza (gripe) meningite C, sarampo, caxumba e rubéola.

6. Recomendações

6.1. Cuidados Pessoais

6.1.1. Acessórios

6.1.1.1. Não usar colar, anéis, pulseiras, brincos e piercing dentro do laboratório.

6.1.2. Cabelos

6.1.2.1. Se for compridos, devem permanecer sempre presos ou com touca para evitar contato com materiais biológicos ou químicos.

6.1.3. Calças compridas

6.1.4. Olhos

6.1.4.1. O ideal é não usar lentes de contato no laboratório mas, caso seja necessário, não manipulá-las e utilizar óculos de proteção.

6.1.5. Mãos

6.1.5.1. Lave-as constantemente, antes e após cada procedimento.

6.1.6. Maquiagem

6.1.6.1. Leve, não utilizar muita maquiagem (compacta principalmente) sempre evitar possível contato com materiais biológicos ou químicos.

6.1.7. Unhas

6.1.7.1. devem ser mais curtas possíveis, o ideal é que não ultrapassem as pontas dos dedos.

6.1.8. Utilizar sempre sapato fechado, resistem que impeçam possíveis lesões.

6.2. Ambiente Profissional

6.2.1. Manter higienização e limpeza adequada do ambiente, assim como bancada organizada

6.2.2. Luvas

6.2.2.1. Sempre usar luvas ao manipular materiais potencialmente infectante. Tire as luvas sempre que for abrir portas, atender telefone, ligar e desligar interruptores, desse modo evita a contaminação dessas superfícies. Descarte as luvas quando usa-las.

6.2.3. Pipetadores

6.2.3.1. Nunca pipetar com a boca, a simples colocação da pipeta na boca, já é um risco, pois pode carrear para o organismo partículas infectante, além de poder aspirar substâncias tóxicas, carcinogênicas ou contaminadas por agentes infecciosos. Não use a mesma pipeta para medir soluções diferentes, use pipetadores automáticos, manuais ou peras de borracha.

6.2.4. Saber onde ficam os EPCs e como utilizá-los

6.2.5. Não atender celular quando estiver dentro do laboratório

6.2.6. Não comer, beber, preparar alimentos ou utilizar cosméticos no laboratório

7. EPIs

7.1. Equipamento de proteção individual utilizados para proteger o profissional do contato de agentes biológicos, físicos, químicos, calor ou frio excessivo entre outros riscos presentes no ambiente de trabalho.

7.1.1. Jaleco

7.1.2. Luvas

7.1.3. Mascara

7.1.4. Óculos de Proteção

7.1.5. Proteção facial (face shield)

7.1.6. Touca

8. EPCs

8.1. Os equipamentos de proteção coletiva, são equipamentos de contenção que possibilitam a proteção dos profissionais no ambiente de trabalho, devendo proteger todos os trabalhadores expostos a determinado risco.

8.1.1. Autoclave

8.1.1.1. Para o processo de esterilização de materiais ou resíduos produzidos em laboratório, diminuindo os efeitos contaminantes dos resíduos sobre o meio ambiente.

8.1.2. Cabines de Segurança Biológica

8.1.2.1. Protege o profissional e o ambiente laboratorial dos aerossóis potencialmente infectantes que podem se espalhar durante a manipulação dos materiais biológicos. Alguns tipos de cabine protegem também o produto manipulado do contato com o meio externo, evitando contaminação.

8.1.3. Chuveiro

8.1.3.1. Para banhos em caso de acidentes com produtos químicos e fogo. É instalado em local de fácil acesso sendo acionado por alavancas de mão, cotovelos ou joelhos.

8.1.4. Lava-olhos

8.1.4.1. Usado em casos de acidentes na mucosa ocular, promovendo a remoção da substância e diminuindo os danos.

8.1.5. Extintores de Incêndio

8.1.5.1. Para acidentes envolvendo fogo. São classificados de acordo com o material envolvido no incêndio.

8.1.6. Kit de derramamento

8.1.6.1. Composto por luvas, vermiculita e máscara com filtros. Deve-se manter o kit em local visível e de fácil acesso

9. Biossegurança

9.1. Condição de segurança alcançada por um conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente

10. Descarte de Resíduos de laboratório

10.1. Resíduos Biológicos ou Infectantes

10.1.1. Estes resíduos devem ser etiquetado (etiqueta padrão da normativa) e armazenado em sacos plásticos brancos. Congelar sempre que necessitar espera de tempo!

10.1.2. No caso da maravalha (caracterizada como resíduo biológico), as bombonas devem ser cheias do resíduo sem saco e colocadas diretamente na baia.

10.2. Resíduos Perfurocortantes

10.2.1. Estes resíduos devem ser armazenados em embalagens próprias, etiquetados conforme resolução, nas seguintes condições:

10.2.2. Caixas descarpack no caso de agulhas, seringas, e demais materiais perfurocortantes contaminados e;

10.2.3. Caixas de papelão no caso de vidrarias quebradas.

10.3. Resíduos Químicos

10.3.1. Estes resíduos devem ser armazenados em embalagens próprias, etiquetados conforme resolução, nas seguintes condições:

10.3.2. Reagentes químicos líquidos devem ser acumulados em garrafas ou galões conforme sua composição, lembrando que não se deve encher completamente a embalagem (no máximo cerca de 80%);

10.3.3. Reagentes sólidos devem ser descartados em sacos plásticos brancos ou caixas fechadas;

10.3.4. Medicamentos devem ser descartados em sacos plásticos brancos. Deve-se ter o cuidado de separar todas as embalagens descartáveis no lixo comum (papelão, plástico, metal), descartando apenas blister, cápsulas, líquidos, etc.

11. Trate todos os membros do laboratório com o mesmo respeito.

12. Controle de Qualidade

13. Infra-Estrutura

14. Empatia

15. Recursos Humanos

16. Organização

17. Registros

18. Processos operacionis

19. Normas de Segurança

19.1. Siga as normas segurança estabelecidas.

19.2. Para sua segurança, procure conhecer os perigos oferecidos pelos produtos químicos utilizados no seu laboratório.

19.3. O laboratório deve manter uma pasta com as Fichas de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) em local visível e de fácil acesso.

20. Para o dia da coleta não esquecer de entregar ao servidor responsável o Formulário de Acompanhamento de Resíduo.