A CONTRIBUIÇÃO DE MARTÍN-BARÓ PARA O ESTUDO DA VIOLÊNCIA: UMA APRESENTAÇÃO PSICOLOGIA POLÍTICA.

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A CONTRIBUIÇÃO DE MARTÍN-BARÓ PARA O ESTUDO DA VIOLÊNCIA: UMA APRESENTAÇÃO PSICOLOGIA POLÍTICA. por Mind Map: A CONTRIBUIÇÃO DE MARTÍN-BARÓ PARA O ESTUDO DA VIOLÊNCIA: UMA APRESENTAÇÃO PSICOLOGIA POLÍTICA.

1. Efeitos Psicossociais

1.1. A violência é um fenômeno social e individual. Assim, ainda que diversos indivíduos vivenciem a mesma situação violenta, as respostas e consequências psíquicas não são idênticas, pois dependem de processos subjetivos e objetivos.

1.2. Os efeitos psicossociais da violência foram analisados de acordo com a posição ocupada pelos agentes envolvidos.

1.3. Há, segundo o autor, três possibilidades: o executor, o objeto da violência e o expectador. Aquele que executa o ato violento pode sentir um mal-estar, mas isto pode ser evitado por mecanismos como a adoção de crenças que naturalizam o processo violento ou que criam uma distância entre quem violenta e quem é violentado.

1.4. Na pessoa que é objeto do ato violento, a vítima, pode-se criar passividade ou incitação à violência.

1.5. Na pessoa que é objeto do ato violento, a vítima, pode-se criar passividade ou incitação à violência.

1.6. O expectador pode reagir de diferentes maneiras. Quando ele se identifica com a vítima ele pode se sentir frustrado por ver suas aspirações frustradas em outrem, o que aumenta a agressividade ou resulta em intimidação provocada pela consciência da repressão

2. A diferenciação dos efeitos nos agentes da violência é importante por mostrar como a violência produz diferentes efeitos a partir das diferentes posições ocupadas pelos sujeitos. Além disso, apresenta problemáticas subjetivas envolvidas na violência.

3. Além da análise dos agentes envolvidos, Martín-Baró (1984) indica três coordenadas para analisar os efeitos psicossociais da violência: a classe social, o envolvimento no conflito violento e a temporalidade. Discutindo a classe social, Martín-Baró (1984) destaca que os setores mais pobres são os mais afetados direta e indiretamente pela violência, especialmente em uma situação de guerra, já que são os que sofrem mais intensamente com problemas como assassinatos, separação dos parentes, impactos de conflitos militares, entre outros.

4. Alguns dos efeitos entre aqueles que vivenciam a violência cotidianamente são: estresse pós-traumático; dificuldade de readaptação à vida cotidiana e medo. Já entre os que pouco viveram ou não viveram há uma intensificação da angústia, isto é, um sentimento negativo frente a algo desconhecido (Martín-Baró, 1984). Por fim, há a temporalidade. A exposição à violência gera efeitos imediatos e efeitos que podem se manifestar em médio e longo prazo.

5. A exposição a uma situação violenta produz danos para a saúde mental de todos os envolvidos, principalmente em situações totalizadoras da violência, como a guerra. Para Martín-Baró (1984:504) a saúde mental é o “caráter básico das relações humanas que define as possibilidades de humanização disponíveis para os membros de cada sociedade e grupo”. Uma situação desumanizadora de violência deteriora diretamente a saúde mental, deixando marcas negativas na saúde psíquica dos indivíduos e nas relações sociais destes

5.1. O trauma psicossocial é uma expressão psíquica de relações alienantes. Como essas relações atingem as pessoas depende da circunstância específica.