3) Descrever a classificação diagnóstica dos transtornos alimentares

Começar. É Gratuito
ou inscrever-se com seu endereço de e-mail
3) Descrever a classificação diagnóstica dos transtornos alimentares por Mind Map: 3) Descrever a classificação diagnóstica dos transtornos alimentares

1. Bulimia Nervosa

1.1. A. Episódios recorrentes de compulsão alimentar. Um episódio de compulsão alimentar é caracterizado pelos seguintes aspectos: 1. Ingestão, em um período de tempo determinado (p. ex., dentro de cada período de duas horas), de uma quantidade de alimento definitivamente maior do que a maioria dos indivíduos consumiria no mesmo período sob circunstâncias semelhantes. 2. Sensação de falta de controle sobre a ingestão durante o episódio (p. ex., sentimento de não conseguir parar de comer ou controlar o que e o quanto se está ingerindo). B. Comportamentos compensatórios inapropriados recorrentes a fim de impedir o ganho de peso, como vômitos autoinduzidos; uso indevido de laxantes, diuréticos ou outros medicamentos; jejum; ou exercício em excesso. C. A compulsão alimentar e os comportamentos compensatórios inapropriados ocorrem, em média, no mínimo uma vez por semana durante três meses. D. A autoavaliação é indevidamente influenciada pela forma e pelo peso corporais. E. A perturbação não ocorre exclusivamente durante episódios de anorexia nervosa

2. Outro transtorno alimentar não especificado

2.1. 1. Anorexia nervosa atípica: Todos os critérios para anorexia nervosa são preenchidos, exceto que, apesar da perda de peso significativa, o peso do indivíduo está dentro ou acima da faixa normal. 2. Bulimia nervosa (de baixa frequência e/ou duração limitada): Todos os critérios para bulimia nervosa são atendidos, exceto que a compulsão alimentar e comportamentos compensatórios indevidos ocorrem, em média, menos de uma vez por semana e/ou por menos de três meses. 3. Transtorno de compulsão alimentar (de baixa frequência e/ou duração limitada): Todos os critérios para transtorno de compulsão alimentar são preenchidos, exceto que a hiperfagia ocorre, em média, menos de uma vez por semana e/ou por menos de três meses. 4. Transtorno de purgação: Comportamento de purgação recorrente para influenciar o peso ou a forma do corpo na ausência de compulsão alimentar. 5. Síndrome do comer noturno: Episódios recorrentes de ingestão noturna, manifestados pela ingestão ao despertar do sono noturno ou pelo consumo excessivo de alimentos depois de uma refeição noturna. Há consciência e recordação da ingesta. A ingestão noturna não é mais bem explicada por influências externas, como mudanças no ciclo de sono-vigília do indivíduo, ou por normas sociais locais. A ingestão noturna causa sofrimento significativo e/ ou prejuízo no funcionamento.

3. 1) Identificar transtornos alimentares.

3.1. Transtorno de PICA, Ruminação, Alimentar evitativo/restritivo, Anorexia nervosa, Bulimia nervosa, Transtorno de compulsão alimentar, outros transtornos alimentares não especificados (Anorexia nervosa átipica, bulimina nervosa de baixa frequência, Transtorno de compulsão alimentar (de baixa frequência e/ou duração limitada), Transtorno de purgação e síndrome do comer noturno.

4. 4) Explicar a importância do tratamento interdisciplinar nos transtornos alimentares.

4.1. Diante dos desafios dos transtornos alimentares é importante o diálogo entre as diferentes áreas. Assim, a interdisciplinaridade se refere a uma estratégia que junta o potencial e o diálogo dos saberes para uma melhor eficácia do tratamento. É importante destacar que o trabalho interdisciplinar, conforme sua especificidade coloca algumas nuances. Entre elas constata-se que no trabalho interdisciplinar uma disciplina poderá possuir certo destaque diante de outras em função de ter mais acúmulo de conhecimento e mais tradição acerca da temática.

5. 2) Conceituar T.A.

5.1. São uma perturbação persistente na alimentação ou no comportamento relacionado à alimentação que resulta no consumo ou na absorção alterada de alimentos e que compromete significativamente a saúde física ou o funcionamento psicossocial.

6. Anorexia Nervosa

6.1. A. Restrição da ingesta calórica em relação às necessidades, levando a um peso corporal significativamente baixo no contexto de idade, gênero, trajetória do desenvolvimento e saúde física. Peso significativamente baixo é definido como um peso inferior ao peso mínimo normal ou, no caso de crianças e adolescentes, menor do que o minimamente esperado. B. Medo intenso de ganhar peso ou de engordar, ou comportamento persistente que interfere no ganho de peso, mesmo estando com peso significativamente baixo. C. Perturbação no modo como o próprio peso ou a forma corporal são vivenciados, influência inde vida do peso ou da forma corporal na autoavaliação ou ausência persistente de reconhecimento da gravidade do baixo peso corporal atual. Leve: IMC maior igual a 17 kg/m2. Moderada: IMC 16-16,99 kg/m2. Grave: IMC 15-15,99 kg/m2. Extrema: IMC < 15 kg/m2.

7. PICA

7.1. A. Ingestão persistente de objetos e coisas não nutricionalmente normais durante um mês B. A ingestão de objetos e coisas não nutricionalmente normais e inapropriadas ao desenvolvimento. C. O comportamento alimentar não faz parte de uma prática culturalmente aceita. D. Se o comportamento alimentar ocorrer no contexto de outro transtorno mental ou condição médica (incluindo gestação), é suficientemente grave a ponto de necessitar de atenção clínica adicional.

8. Transtorno de Ruminação

8.1. A. vomito forçado repetido de alimento durante um período mínimo de um mês. O alimento regurgitado pode ser remastigado, novamente deglutido ou cuspido. B. A regurgitação repetida não é atribuível a uma condição gastrintestinal ou a outra condição médica. C. A perturbação alimentar não ocorre exclusivamente durante o curso de anorexia nervosa, bulimia nervosa, transtorno de compulsão alimentar ou transtorno alimentar restritivo/evitativo. D. Se os sintomas ocorrerem no contexto de outro transtorno mental, eles são suficientemente graves para justificar atenção clínica adicional.

9. Transtorno Alimentar Restritivo/Evitativo

9.1. A. Uma perturbação alimentar (p. ex., falta aparente de interesse na alimentação ou em alimentos; esquiva baseada nas características sensoriais do alimento; preocupação acerca de consequências aversivas alimentar) manifestada por fracasso persistente em satisfazer as necessidades nutricionais e/ou energéticas apropriadas associada a um (ou mais) dos seguintes aspectos: 1. Perda de peso significativa (ou insucesso em obter o ganho de peso esperado ou atraso de crescimento em crianças). 2. Deficiência nutricional significativa. 3. Dependência de alimentação enteral ou suplementos nutricionais orais. 4. Interferência marcante no funcionamento psicossocial. B. A perturbação não é mais bem explicada por indisponibilidade de alimento ou por uma prática culturalmente aceita. C. A perturbação alimentar não ocorre exclusivamente durante o curso de anorexia nervosa ou bulimia nervosa, e não há evidência de perturbação na maneira como o peso ou a forma corporal é vivenciada. D. A perturbação alimentar não é atribuível a uma condição médica concomitante ou mais bem explicada por outro transtorno mental. Quando a perturbação alimentar ocorre no contexto de uma outra condição ou transtorno, sua gravidade excede a habitualmente associada à condição ou ao transtorno e justifica atenção clínica adicional.

10. Transtorno de Compulsão Alimentar

10.1. A. Episódios recorrentes de compulsão alimentar. B. Os episódios de compulsão alimentar estão associados a três (ou mais) dos seguintes aspectos: 1. Comer mais rapidamente do que o normal. 2. Comer até se sentir desconfortavelmente cheio. 3. Comer grandes quantidades de alimento na ausência da sensação física de fome. 4. Comer sozinho por vergonha do quanto se está comendo. 5. Sentir-se desgostoso de si mesmo, deprimido ou muito culpado em seguida. C. Sofrimento marcante em virtude da compulsão alimentar. D. Os episódios de compulsão alimentar ocorrem, em média, ao menos uma vez por semana durante três meses. E. A compulsão alimentar não está associada ao uso recorrente de comportamento compensatório inapropriado. Leve: 1 a 3 episódios de compulsão alimentar por semana. Moderada: 4 a 7 episódios de compulsão alimentar por semana. Grave: 8 a 13 episódios de compulsão alimentar por semana. Extrema: 14 ou mais episódios de compulsão alimentar por semana.