1. Figuras de Pensamento
1.1. ANTÍTESE
1.1.1. contraste entre duas palavras com sentido de oposição (você foi infiel, mas eu não, fui sempre fiel)
1.1.1.1. Exemplos: “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.” “O que o berço dá só a cova tira.” A antítese também é comum na linguagem não verbal: ao aproximar elementos contrastantes, gera um efeito de destaque.
1.2. PARADOXO
1.2.1. ideias que se excluem ( amor é ferida que dói e não se sente)
1.2.1.1. Exemplos: “É ferida que dói e não se sente./É um contentamento descontente.” (Luís de Camões) “Sendo a sua liberdade/Era a sua escravidão.” (Vinicius de Moraes) “Estou cego e vejo./Arranco os olhos e vejo.” (Carlos Drummond de Andrade)
1.3. HIPÉRBOLE
1.3.1. exagero ( já falei mil vezes para você calar a boca)
1.3.1.1. Exemplo Eu já te falei um milhão de vezes que eu não gosto disso. Quando tomei a picada da injeção, eu não senti absolutamente nada. Eu morro de rir quando assisto a essa série! Chorei um oceano de lágrimas lendo esse livro
1.4. IRONIA
1.4.1. oposto do que realmente se pensa ( que motorista excelente você, quase me atropelou)
1.4.1.1. Exemplo : Doutor, agradeço o fato de ser tão atencioso comigo. ... Para mostrar isso, utilizou a palavra “atencioso”, mas com o sentido de “desatento”, e “atento”, com o sentido de “distraído”.
1.5. Personificação
1.5.1. A personificação é utilizada para atribuir sensações, sentimentos, comportamentos, características e/ou qualidades essencialmente humanas (seres animados) aos objetos inanimados ou seres irracionais,
1.5.1.1. Exemplos: "O cachorro dizia a todos seus amigos animais para fazerem silêncio". (De forma subjetiva, característica da personificação, foi usada a expressão 'dizer' para atribuir ao cachorro uma característica humana). As “ondas beijavam” a areia branca da praia.
1.6. Apóstrofe
1.6.1. nterrupção súbita do discurso que o orador ou o escritor faz, para dirigir-se a alguém ou a algo, real ou fictício
1.6.1.1. Exemplo: "a seguir, leitor amigo, contarei a história tal como sucedeu", "Pai Nosso, que estais no céu", "Ave Maria" ou mesmo "Ó meu querido Santo António"
2. Figura de palavra
2.1. -COMPARAÇÃO-
2.1.1. COMPARAÇÃO EXPLÍCITA (como,tal qual, igual a, feito, que nem, etc)
2.1.1.1. Exemplos “É que teu riso penetra n'alma/Como a harmonia de uma orquestra santa.” (Castro Alves) “Meu amor me ensinou a ser simples como um largo de igreja.” (Oswald de Andrade) “Meu coração tombou na vida/tal qual uma estrela ferida/pela flecha de um caçador”.
2.2. -METÁFORA-
2.2.1. comparação implícita (a aluna é uma flor)
2.2.1.1. O personagem do livro tem coração de pedra. Em vez de dizer que o personagem do livro é insensível, podemos comparar o seu coração a uma pedra para expressar o quanto ele é duro. Essa comparação implícita dá mais ênfase e beleza à frase. ... (subentende-se a beleza das flores)
2.3. -METONÍMIA-
2.3.1. emprego de uma palavra no lugar de outra (cabeças de gado, um copo de água, li Machado de Assis,vivo do suor, degustar um porto, use a cabeça, almoçar na vó)
2.3.1.1. Exemplo de metonímia: Comprei Maisena para fazer o bolo. Neste caso, a palavra "maisena", que é uma marca, está sendo utilizada no lugar do produto, que é o amido de milho. Este é o tipo de metonímia que substitui a marca pelo produto. Exemplo de metáfora: Margarida é uma gata.
2.4. -CATACRESE-
2.4.1. falta de um termo adequado para caracterizar um ser (pé da mesa,céu da boca, batata da perna, etc)
2.4.1.1. “Eu já falei para não sentar no braço do sofá!” “Cuidado com a boca do fogão!” ”O bico do bule estava sujo.”
2.5. PERÍFRASE
2.5.1. identificação de algo por suas características (poeta dos escravos, cidade luz, rei dos animais)
2.5.1.1. A Cidade Maravilhosa (= Rio de Janeiro) continua atraindo visitantes do mundo todo. O rugido do rei das selvas é ouvido a uma distância de 8 quilômetros. (O rugido do leão é ouvido a uma distância de 8 quilômetros.)
2.6. SINESTESIA
2.6.1. combinação de impressões sensoriais (voz aveludada, toque doce)
2.6.1.1. Com aquele olhos frios, disse que não gostava mais da namorada. A frieza está associada ao tato e não à visão.
2.6.1.2. Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo. Eu não tinha estas mãos sem força, tão paradas e frias e mortas; eu não tinha este coração que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa, tão fácil: — Em que espelho ficou perdida a minha face?