2. Principais características Em linhas gerais, o romantismo caracterizou-se pela exaltação do indivíduo – sua subjetividade e suas emoções –, da natureza e da pátria.
3. Romantismo na Filosofia O romantismo está presente na filosofia não como um movimento ou corrente facilmente identificável, mas algumas de suas características poderão ser reconhecidas em vários filósofos. Ele já se expressava precocemente no pensamento de Jean-Jacques Rousseau. Apesar de comungar em alguns aspectos com a filosofia iluminista, esse pensador tinha reservas em relação à crença no progresso científico, além de ter concebido o ser humano em estado de natureza como bom selvagem, personagem oriundo de uma idealização da natureza, por isso, muitos o consideram um pensador pré-romântico.
4. Paralelamente ao romantismo, e opondo-se em boa medida a ele, desenvolveu-se uma doutrina filosófica assentada na confiança no progresso científico, com grande penetração em diversas sociedades ocidentais: o positivismo, criado por Auguste Comte (1798-1857) que nasceu em Mont Pellier, França, país que ainda vivia o processo da revolução francesa. Desde cedo revelou grande capacidade intelectual e memória prodigiosa.
5. Expansão do capitalismo e os novos ideais Sabemos que, de acordo com a periodização tradicional, considera-se a Revolução Francesa (1789-1799) o marco inicial da época contemporânea. Junto com ela, propagaram-se os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. Esse movimento político-social foi em grande parte liderado por grupos burgueses que, após obterem certa ascensão econômica, reivindicaram participação no poder político e na construção de um novo modelo de sociedade.
6. Progresso x Desumanização
7. Avanço Técnico e científico
8. Exploração do trabalho humano
9. Formulações das leis gerais
10. LEIS DOS 3 ESTADOS Em sua lei dos três estados, Comte resume sua reflexão sobre a evolução histórica e cultural da humanidade. conforme escreveu em seu Curso de filosofia positiva, “essa lei consiste em que cada uma de nossas concepções principais, cada ramo de nossos conhecimentos, passa sucessivamente por três estados históricos diferentes” : • estado teológico ou fictício – estágio que representaria o ponto de partida da inteligência humana, no qual os fenômenos do mundo são vistos como produzidos por seres sobrenaturais. O ponto culminante desse estado deu-se quando o ser humano substituiu o politeísmo (numerosas divindades independentes) pelo monoteísmo (ação providencial de um deus único); • estado metafísico ou abstrato – estágio em que a influência dos seres sobrenaturais do estágio teológico foi substituída pela ação de forças abstratas consideradas representantes dos seres do mundo; • estado científico ou positivo – estágio definitivo da evolução racional da humanidade, no qual, pelo uso combinado do raciocínio e da observação, o ser humano passou a entender os fenômenos do mundo