Transportes e Distribuição

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Transportes e Distribuição por Mind Map: Transportes e Distribuição

1. Trade-Off

1.1. É uma expressão que define uma situação em que há conflito de escolha. Ocorre quando se abre mão de algum bem ou serviço distinto para se obter outro bem ou serviço distinto. Trade off é uma decisão entre custos e benefícios

2. Conceitos

2.1. Logística: É a parte do processo da cadeia de suprimentos que planeja, implanta e controla o fluxo eficiente e eficaz de matérias primas, estoques em processo, produtos acabados e informações desde seu ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender aos requisitos dos clientes.

2.2. Transporte: O transporte é considerado instrumento fundamental para que seja atingido o objetivo logístico, que é o produto certo, na quantidade certa, na hora certa, no lugar certo ao menor custo possível.

2.2.1. Características dos transportes

2.2.1.1. Velocidade

2.2.1.1.1. É a distância percorrida pelo tempo consumido em cada viagem.

2.2.1.2. Disponibilidade

2.2.1.2.1. A capacidade do modal atende a qualquer ponto de origem e destino

2.2.1.3. Confiabilidade

2.2.1.3.1. É a medida da certeza de cumprir o tempo de viagem programado

2.2.1.4. Capacidade

2.2.1.4.1. Refere-se á possibilidade de transportar volumes e pesos em grande quantidade.

2.2.1.5. Frequência

2.2.1.5.1. Refere-se ao número de viagens em certo intervalo de tempo

2.2.2. Monitoramento de cargas

2.2.2.1. O monitoramento de cargas é o processo logístico essencial que possibilita obter informações detalhadas de todas as etapas do percurso da mercadoria até a sua entrega. Onde tem controle em tempo real da situação da carga, do veículo que a transporta e do motorista responsável pelo transporte, desde o momento do carregamento até a entrega no destino final. E esse acompanhamento pode ser realizado pelo cliente por meio de SMS, e-mail ou site. A segurança é a grande preocupação ao contratar o serviço. Pois quando a empresa adota um sistema de monitoramento, está visando e adotando uma medida de prevenção de risco em caso de acidentes ou roubos. Desta forma, ao investir nessa tecnologia os roubos diminuem cerca de 99%, mas os custos são bem altos para manter esse serviço na organização.

2.2.2.2. A ferramenta de monitoramento de carga, auxilia na gestão da frota e impulsiona a redução do desperdício, trazendo economia de combustível, manutenção inteligente de veículos e valorização da mão de obra. E a maneira mais fácil de se monitorar uma carga é por meio de apresentação de nota fiscal na saída e entrega dos produtos, que são checados pelo conferente através do romaneio, pelo sistema de etiquetagem terciária, sistema de identificação por radiofrequência (RFID), que transmite informações da carga em tempo real por meio de satélite, Telemetria e nosso famoso GPS.

3. Modais Transporte

3.1. Aéreo

3.1.1. Vantagens

3.1.1.1. Menor prazo de entrega

3.1.1.2. Pouca movimentação das cargas durante o processos

3.1.1.3. Agilidade na entrega

3.1.2. Desvantagens

3.1.2.1. Alto valor de frete

3.1.2.2. Infraestrutura muito cara

3.1.2.3. Capacidade de carga relativamente baixa quando comparada com navios e trens.

3.1.3. Custos

3.1.3.1. Baixo custo fixo com aeronaves e sistemas de cargas e manuseio, mas alto custo variável com combustível, mão-de-obra e manutenção.

3.2. Ferrovíario

3.2.1. Vantagens

3.2.1.1. Baixo custo(Utiliza combustíveis mais baratos e têm uma menor incidência de taxas)

3.2.1.2. Mais seguro( menor risco de acidentes)

3.2.1.3. Grande capacidade de cargas

3.2.2. Desvantagens

3.2.2.1. Inflexibilidade de rotas

3.2.2.2. Dependência de outros modais para finalização do transporte

3.2.2.3. Falta de investimentos governamental

3.2.2.4. Necessidade de baldeações ( o que causa muito manuseio na carga)

3.2.3. Custos

3.2.3.1. Alto custo fixo com equipamentos e terminais, e baixo custo variável.

3.3. Hidroviário

3.3.1. Vantangens

3.3.1.1. Rotas naturais

3.3.1.2. Elevadas cargas

3.3.1.3. Baixo custo e consumo energético

3.3.1.4. Baixo risco de acidentes e furtos

3.3.2. Desvantagens

3.3.2.1. Prazos de entrega longos

3.3.2.2. Muita burocracia documental

3.3.2.3. Necessita de terminais especializados para embarque e desembarque

3.3.2.4. Alto custo no seguro de cargas

3.3.2.5. Falta de investimento governamental em postos e nos processos de finalização.

3.3.3. Custos

3.3.3.1. Custo fixo médio, com navios e equipamentos, e baixo custo variável, já que tem capacidade de transportar grandes quantidades de uma vez só.

3.4. Dutoviário

3.4.1. Vantangens

3.4.1.1. Envio para longas distâncias

3.4.1.2. Suporta grandes quantidades

3.4.1.3. Custo operacional muito baixo

3.4.1.4. Transporte seguro e confiável

3.4.2. Desvantagens

3.4.2.1. Custo inicial alto

3.4.2.2. Risco de acidentes e danos ambientais

3.4.2.3. Percursos inflexível

3.4.2.4. Muita burocracia documental

3.4.3. Custos

3.4.3.1. Custo fixo altíssimo( o mais alto dos cinco modais) com direitos de passagem, construção, estações, estações de controle e capacidade de bombeamento. Custo variável, em compensação, é o mais baixo de todos os modais, já que não há custo de mão-de-obra significativo

3.5. Rodoviário

3.5.1. Vantagens

3.5.1.1. Sistema flexível

3.5.1.2. Grande acessibilidade

3.5.1.3. Pouca burocracia quanto a documentação necessária para o transporte

3.5.1.4. É o que recebe mais investimento governamental

3.5.1.5. Facilidade e agilidade na contratação do serviço

3.5.2. Desvantagens

3.5.2.1. Custo elevado e variável (devido aos combustíveis e pedágio)

3.5.2.2. Capacidade de carga limitada

3.5.2.3. Risco elevado( furtos, roubos, acidente, fechamento de estradas...)

3.5.3. Custos

3.5.3.1. Baixo custo fixo, já que as estradas já estão prontas e fornecidas. Custo variável médio, com combustível e manutenção.

3.6. COMBINAÇÃO DOS MODAIS

3.6.1. UNIMODAL

3.6.1.1. Envolve apenas uma modalidade

3.6.2. MULTIMODAL

3.6.2.1. Envolve mais de uma modalidade, porém regido por um único contrato. A Operação de Transporte Multimodal é aquela que, regida por um único contrato de transporte, utiliza duas ou mais modalidades de transporte, desde a origem até o destino. Tal operação é executada sob a responsabilidade única de um Operador de Transporte Multimodal – OTM.

3.6.2.1.1. OTM

3.6.3. INTERMODAL

3.6.3.1. A intermodalidade caracteriza-se pela emissão individual de documento de transporte para cada modal, bem como pela divisão de responsabilidade entre os transportadores. O transporte intermodal é aquele que requer tráfego misto ou múltiplo, envolvendo mais de uma ou várias modalidades de transporte, é indicado para atingir locais de difícil acesso.

4. Supply chain, ou cadeia de suprimentos:

4.1. O supply chain engloba todos os estágios e atores envolvidos direta, ou indiretamente, no atendimento de um pedido – fornecedores, fabricantes, distribuidores, lojistas e clientes. A participação desses atores no processo de produção está, de alguma forma, encadeada, e por isso a ideia de cadeia.

4.2. Cadeias de suprimentos é um conjunto de atividades funcionais (transporte, controle de estoques, etc...) que se repetem inúmeras vezes ao longo do canal pelo qual matérias-primas vão sendo convertidas em produtos acabados, aos quais se agrega valor ao consumidor; Supply Chain Management (SCM) surgiu a partir da logística integrada, com o objetivo de aprimorar a interligação entre os canais de distribuição, minimizando custos e ciclos e reforçando o rompimento de barreiras entre os departamentos;

4.3. Canais físicos

4.3.1. DE SUPRIMENTOS

4.3.1.1. Lacuna em tempo e espaço entre as fontes materiais imediatas de uma empresa e seus pontos de processamento.

4.3.2. DE DISTRIBUIÇÃO

4.3.2.1. Lacuna em tempo e espaço entre os pontos de processamento da empresa e seus clientes.

5. Atividades Logísticas

5.1. Suprimento físico:

5.1.1. - Transportes - Gerenciamento de Estoques - Processamento de Pedidos - Obtenção do Produto - Embalagem de Proteção - Manuseio de Materiais - Armazenagem - Manutenção de Informações

5.2. Distribuição física:

5.2.1. - Transportes - Gerenciamento de Estoques - Processamento de Pedidos - Programação do Produto - Embalagem de Proteção - Manuseio de Materiais - Armazenagem - Manutenção de Informações

6. Atividades

6.1. Primárias

6.1.1. Atividades que contribuem com a maior parcela dos custos totais e/ou são essenciais para a coordenação e o cumprimento da tarefa logística:

6.1.1.1. Transportes.

6.1.1.1.1. Seleção de modais, equipamentos e serviços correlatos. Consolidação de fretes. Determinação de rotas. Programação de veículos.

6.1.1.2. Gerenciamento de Estoques.

6.1.1.2.1. Previsão de vendas. Dimensionamento dos estoques. Combinação de produtos. Estratégias.

6.1.1.3. Processamento de Pedidos.

6.1.1.3.1. Interface dos estoques com as vendas. Definição de regras para confecção de pedidos.

6.1.1.4. Nível de Serviço

6.1.1.4.1. Determinação das necessidades dos clientes. Análise da reação dos clientes aos serviços. Estabelecimento do nível de serviço logístico.

6.2. Apoio

6.2.1. Dão suporte às atividades primárias:

6.2.1.1. Aquisição do Produto.

6.2.1.1.1. Seleção de fornecedores. Determinação dos itens e das quantidades de insumos. Programação das compras.

6.2.1.2. Programação do Produto.

6.2.1.2.1. Quantidades a produzir. Datas e locais de fabricação.

6.2.1.3. Embalagem de Proteção.

6.2.1.3.1. Proteção contra danos. Facilidades de manuseio, transporte e armazenagem.

6.2.1.4. Manuseio de Materiais.

6.2.1.4.1. Seleção de equipamentos de movimentação. Procedimentos para recebimento, alocação, recuperação e despacho.

6.2.1.5. Armazenagem.

6.2.1.5.1. Dimensionamento e configuração da área de estocagem. Definição de equipamentos e de instalações.

6.2.1.6. Manutenção de Informações.

6.2.1.6.1. Controles de custos e desempenhos. Suporte a atividades rotineiras, planejamentos e decisões. Coleta, armazenagem, tratamento e análise de dados.

7. DECISÕES

7.1. EMBARCADOR

7.1.1. Escolha dos modais de transporte, projeto da rede de transporte para distribuição e suprimento, etc com objetivo de inimizar custo total. Custo do frete: valor pago ao transportador função do tipo de modal, quantidade a ser transportada, distâncias, carga de retorno, frequência do modal na região, etc. Custos de manutenção de estoques em trânsito: função do valor agregado da mercadoria, das quantidades transportadas e do tempo de trânsito utilizado. Custo das instalações: custos relacionados aos armazéns necessários, aos transbordos, etc. Custos de processamento: relativos ao embarque e desembarque necessários, utilização de modais auxiliares (multimodalidade), etc. Custo de serviço aos clientes: exigências adicionais de clientes que exijam condições especiais de transporte.

7.2. TRANSPORTADOR

7.2.1. Custo do investimento em veículos: caminhões, navios, barcaças, aviões, vagões, locomotivas, etc. Custos fixos relativos aos terminais: mão de obra indireta, sistemas de carga e descarga, etc. Custos variáveis : mão de obra na viagem, combustível, manutenção geral para manter em viagem

8. Roterização

8.1. As vantagens e benefícios

8.1.1. Redução das distâncias

8.1.2. Redução do tempo de deslocamento

8.1.3. Maior eficiência

8.1.4. Agilidade em serviços de entrega

8.1.5. Controle sobre a operação de transporte

8.1.6. Redução de custos

8.1.7. Diferencial competitivo

8.2. O programa de roteirização logística cuida de uma parte do processo, que é a movimentação de carga. Para alinhar procedimentos e atingir a eficácia total, otimize seu sistema de armazenagem para que determinadas etapas, como carga e descarga de caminhões, aconteçam com mais segurança e agilidade. Ter um armazém organizado fará toda a diferença na redução do tempo, de erros e de desperdícios.

9. Característica do transporte no Brasil

9.1. A característica principal dentre as diversas características existente do transporte no Brasil é a característica da grande dependência rodoviária existente em nosso país. Por consequência das políticas de governo que deram esse privilégio para o modal, principalmente durante a era de Juscelino Kubistchek no final dos anos cinquenta. Onde começou através do parque industrial automobilístico brasileiro que ao ser implantado nas grandes empresas que vieram para o Brasil, fez com que o governo tivesse que ceder há uma política de privilegiar o transporte rodoviário em detrimento do ferroviário, que começou a passar por um processo de sucateamento, transformando em um modal desprivilegiado e menos importante para investimento

10. TRANSPORTES NO BRASIL

10.1. TRANSPORTE RODOVIÁRIO

10.1.1. CONDIÇÕES INADEQUADAS DO TRANSPORTE CONDIÇÕES DAS ESTRADAS ROUBO DE CARGAS IDADE DA FROTA > 14 ANOS PREÇOS DEFASADOS

10.2. FERROVIAS NO BRASIL

10.2.1. 12 CONCESSIONÁRIAS DESDE 1996 MALHA FERROVIÁRIA = 28. 671 Km OBJETIVO DE 35 % NA MATRIZ DE TRANSPORTE

10.3. TRANSPORTE MARÍTIMO NO BRASIL

10.3.1. 93% DO COMÉRCIO EXTERIOR . 50% REDUÇÃO DE CUSTOS PORTUÁRIOS DESDE 1993. PRODUTIVIDADE AUMENTOU EM 3 VEZES DESDE 1993. CUSTOS PORTUÁRIOS AINDA 20% MAIOR QUE MÉDIA MUNDIAL ; 3 VEZES MAIORES QUE CINGAPURA, AMSTERDAN E HONG KONG. CUSTOS OPERACIONAIS : SANTOS = US$ 320 POR CONTEINER BUENOS AIRES = US$ 220 ROTERDÃ = US$ 100 PRODUTIVIDADE: ATUALMENTE PORTO DE SANTOS MOVIMENTA 40 CONTEINERES EM 1997 A ATRACAÇÃO EM SANTOS ERA DE 27 HORAS DE ESPERA E ATUALMENTE É ZERO

10.4. HIDROVIAS BRASILEIRAS

10.4.1. 42.000Km NAVEGÁVEIS E 8.500 Km UTILIZADOS CUSTOS 20% A 30% MENORES PRODUTOS MAIS LEVADOS: SOJA, MINÉRIOS, OUTROS AGRÍCOLAS, CIMENTO, ETC.

10.5. TRANSPORTE ÁREO

10.5.1. - O Brasil tem 44 aeroportos internacionais e 2444 aeroportos regionais. O Brasil sedia importantes aeroportos internacionais, sendo destino de uma série de rotas aéreas internacionais. O Brasil tem atualmente apenas três grandes companhias aéreas em atividade: Gol, Latam e Azul.

11. Cubagem

11.1. Cubagem é a relação entre o peso e o volume da carga a ser transportada.

11.2. Cálculo

11.2.1. Para calcular a cubagem de uma carga, basta multiplicar a metragem cúbica (altura X largura X comprimento) pelo fator de cubagem. O fator de cubagem é um número que equivale ao “peso ideal” em relação a 1 m³ (um metro cúbico) dentro do veículo. Esse número é fixado e varia de acordo com o modal do transporte: rodoviário é 300 kg, marítimo é 1.000 kg e aéreo: 166,7 kg. No caso do transporte rodoviário, o fator de cubagem padrão corresponde a 300 kg

11.2.1.1. Existem duas formas de fazer esse cálculo

11.2.1.1.1. Manualmente: usando calculadora ou planilha de Excel. O problema desse método é que você gasta muito tempo para calcular e ainda está sujeito a erros (como qualquer trabalho manual, que tem o “dedinho humano”).

11.2.1.1.2. Automaticamente: usando um sistema que faça todo o cálculo. A grande vantagem do cálculo automático é que você não precisa fazer praticamente nada, o sistema já faz tudo em menos de 3 segundos. Desta forma, além de ganhar tempo para focar em tarefas mais importante, você tem mais segurança, porque a chance de haver erros no cálculo é praticamente zero.

12. Transporte Regional

12.1. É aquele transporte que tem como função a conectividade de cidades de pequeno ou médio porte com outras cidades maiores.

13. Custo total

13.1. Entende-se por custo total os custos totais de transporte, armazenagem, inventário, embalagens, processamento de pedidos e tecnologia da informação e custos de lotes, frente ao objetivo de atingir o nível de serviço desejado pelo cliente.