A PESQUISA CIENTÍFICA

Apresentação sobre Métodos de Pesquisa - IFMA/Timon

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A PESQUISA CIENTÍFICA por Mind Map: A PESQUISA CIENTÍFICA

1. CONCEITO

1.1. É o resultado de um inquérito ou exame minucioso, realizado com o objetivo de resolver um problema, recorrendo a procedimentos cientí- ficos.

2. OBJETIVOS

2.1. Identificar os diferentes tipos de pesquisa quanto à sua abordagem, sua natureza, seus objetivos e seus procedimentos;

2.2. Selecionar a modalidade de pesquisa adequada ao objeto de pesquisa.

3. 1. TIPOS DE PESQUISA

3.1. 1.1 Quanto à abordagem

3.1.1. 1.1.1 PESQUISA QUALITATIVA

3.1.1.1. Não se preocupa com representatividade numérica, mas, sim, com o profundamento da compreensão de um grupo social, de uma organização, etc.

3.1.1.1.1. tende a salientar os aspectos dinâmicos, holísticos e individuais da experiência humana.

3.1.2. 1.1.2 PESQUISA QUANTITATIVA

3.1.2.1. Os resultados da pesquisa podem ser quantificados.

3.1.2.1.1. tende a enfatizar o raciocínio dedutivo, as regras da lógica e os atributos mensuráveis da experiência humana

3.2. 1.2 Quanto à natureza

3.2.1. 1.2.1 PESQUISA BÁSICA

3.2.1.1. Objetiva gerar conhecimentos novos, úteis para o avanço da Ciência, sem aplicação prática prevista.

3.2.1.1.1. Envolve verdades e interesses universais.

3.2.2. 1.2.2 PESQUISA APLICADA

3.2.2.1. Objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática, dirigidos à solução de problemas específicos.

3.2.2.1.1. Envolve verdades e interesses locais.

3.3. 1.3 Quanto aos objetivos

3.3.1. 1.3.1 PESQUISA EXPLORATÓRIA

3.3.1.1. Tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema.

3.3.1.1.1. podem ser classificadas como: pesquisa bibliográfica e estudo de caso (GIL, 2007).

3.3.2. 1.3.2 PESQUISA DESCRITIVA

3.3.2.1. Pretende descrever os fatos e fenômenos de determinada realidade (TRIVIÑOS, 1987).

3.3.2.1.1. exemplos de pesquisa descritiva: estudos de caso, análise documental, pesquisa ex-post-facto.

3.3.3. 1.3.3 PESQUISA EXPLICATIVA

3.3.3.1. Preocupa-se em identificar os fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenômenos (GIL, 2007).

3.3.3.1.1. podem ser classificadas como: experimentais e ex-post-facto (GIL, 2007).

3.4. 1.4 Quanto aos procedimentos

3.4.1. 1.4.1 PESQUISA EXPERIMENTAL

3.4.1.1. Para Gil (2007), a pesquisa experimental consiste em determinar um objeto de estudo, selecionar as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definir as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto.

3.4.1.2. Já segundo Fonseca (2002, p. 38): A pesquisa experimental seleciona grupos de assuntos coincidentes, submete-os a tratamentos diferentes, verificando as variáveis estranhas e checando se as diferenças observadas nas respostas são estatisticamente significantes.

3.4.1.3. Pode ser desenvolvida:

3.4.1.3.1. em laboratório (onde o meio ambiente criado é artificial);

3.4.1.3.2. ou no campo (onde são criadas as condições de manipulação dos sujeitos nas próprias organizações, comunidades ou grupos).

3.4.2. 1.4.2 PESQUISA BIBLIOGRÁFICA

3.4.2.1. É feita a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios escritos e eletrônicos.

3.4.2.1.1. como livros, artigos científicos, páginas de web sites.

3.4.3. 1.4.3 PESQUISA DOCUMENTAL

3.4.3.1. Trilha os mesmos caminhos da pesquisa bibliográfica, recorre a fontes mais diversificadas e dispersas, sem tratamento analítico. Exemplos:

3.4.3.1.1. tabelas estatísticas;

3.4.3.1.2. jornais, revistas, relatórios;

3.4.3.1.3. documentos oficiais, cartas;

3.4.3.1.4. filmes, fotografias, pinturas;

3.4.3.1.5. tapeçarias, relatórios de empresas;

3.4.3.1.6. vídeos de programas de televisão, etc. (FONSECA, 2002, p. 32).

3.4.4. 1.4.4 PESQUISA DE CAMPO

3.4.4.1. Caracteriza-se pelas investigações em que, além da pesquisa bibliográfica e/ou documental, se realiza coleta de dados junto a pessoas, com o recurso de diferentes tipos de pesquisa.

3.4.4.1.1. exemplos: pesquisa ex-post-facto, pesquisa-ação, pesquisa participante, etc.(FONSECA, 2002).

3.4.5. 1.4.5 PESQUISA EX-POST-FACTO

3.4.5.1. Tem por objetivo investigar possíveis relações de causa e efeito.

3.4.5.1.1. Entre um determinado fato identificado pelo pesquisador e um fenômeno que ocorre posteriormente.

3.4.5.2. É utilizada quando há impossibilidade de aplicação da pesquisa experimental.

3.4.6. 1.4.6 PESQUISA DE LEVANTAMENTO

3.4.6.1. Fonseca (2002) aponta que este tipo de pesquisa é utilizado em estudos exploratórios e descritivos. Pode ser de dois tipos:

3.4.6.1.1. levantamento de uma amostra;

3.4.6.1.2. levantamento de uma população (também designado censo).

3.4.6.2. Entre as vantagens dos levantamentos, temos:

3.4.6.2.1. o conhecimento direto da realidade;

3.4.6.2.2. economia e rapidez;

3.4.6.2.3. e obtenção de dados agrupados em tabelas que possibilitam uma riqueza na análise estatística.

3.4.7. 1.4.7 PESQUISA COM SURVEY

3.4.7.1. Busca informação diretamente com um grupo de interesse a respeito dos dados que se deseja obter.

3.4.7.2. Nesse tipo de pesquisa, o respondente não é identificável, portanto o sigilo é garantido.

3.4.7.3. São exemplos desse tipo de estudo:

3.4.7.3.1. as pesquisas de opinião sobre determinado atributo;

3.4.7.3.2. a realização de um mapeamento geológico ou botânico.

3.4.8. 1.4.8 ESTUDO DE CASO

3.4.8.1. Pode ser caracterizado como um estudo de uma entidade bem definida como um programa, uma instituição, um sistema educativo, uma pessoa, ou uma unidade social.

3.4.8.2. Para Alves-Mazzotti (2006, p. 640), os exemplos mais comuns para esse tipo de estudo são os que focalizam apenas uma unidade:

3.4.8.2.1. um indivíduo (como os casos clínicos descritos por Freud);

3.4.8.2.2. um pequeno grupo (como o estudo de Paul Willis sobre um grupo de rapazes da classe trabalhadora inglesa);

3.4.8.2.3. uma instituição (como uma escola, um hospital);

3.4.8.2.4. um programa (como o Bolsa Família);

3.4.8.2.5. ou um evento (a eleição do diretor de uma escola).

3.4.9. 1.4.9 PESQUISA PARTICIPANTE

3.4.9.1. Caracteriza-se pelo envolvimento e identificação do pesquisador com as pessoas investigadas.

3.4.9.2. Exemplos de aplicação da pesquisa participante são:

3.4.9.2.1. o estabelecimento de programas públicos;

3.4.9.2.2. ou plataformas políticas e a determinação de ações básicas de grupos de trabalho.

3.4.10. 1.4.10 PESQUISA-AÇÃO

3.4.10.1. Define Thiollent (1988): A pesquisa ação é um tipo de investigação social com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo no qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo.

3.4.10.2. Fonseca (2002) precisa: A pesquisa-ação pressupõe uma participação planejada do pesquisador na situação problemática a ser investigada. O processo de pesquisa recorre a uma metodologia sistemática, no sentido de transformar as realidades observadas, a partir da sua compreensão, conhecimento e compromisso para a ação dos elementos envolvidos na pesquisa (p. 34).

3.4.11. 1.4.11 PESQUISA ETNOGRÁFICA

3.4.11.1. Pode ser entendida como o estudo de um grupo ou povo.

3.4.11.2. Exemplos desse tipo são:

3.4.11.2.1. as pesquisas realizadas sobre os processos educativos, que analisam as relações entre escola, professor, aluno e sociedade.

3.4.12. 1.4.12 PESQUISA ETNOMETODOLÓGICA

3.4.12.1. Visa compreender como as pessoas constroem ou reconstroem a sua realidade social.

3.4.12.2. A pesquisa etnometodológica baseia-se em uma multiplicidade de instrumentos, entre as quais:

3.4.12.2.1. a observação direta;

3.4.12.2.2. a observação participante;

3.4.12.2.3. entrevistas;

3.4.12.2.4. estudos de relatórios e documentos administrativos;

3.4.12.2.5. gravações em vídeo e áudio.

4. 2. REFERÊNCIAS

4.1. ALVES-MAZZOTTI, A. J.; EWANDSZNAJDER, F. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 1998. ______. Usos e abusos dos estudos de caso. Cadernos de Pesquisa (online), v. 36, n. 129, p. 637-51, 2006. COULON, Alan. Etnometodologia. Trad. de Ephraim Ferreira Alves. Petrópolis: Vozes, 1995. FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC, 2002. Apostila. GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2007. GOLDENBERG, M. A arte de pesquisar. Rio de Janeiro: Record, 1997. PIETROBON, S. R. G. A prática pedagógica e a construção do conhecimento científico. Práxis Educativa, Ponta Grossa, v. 1, n. 2, p. 77-86, jul.-dez. 2006. POLIT, D. F.; BECK, C. T.; HUNGLER, B. P. Fundamentos de pesquisa em enfermagem: métodos, avaliação e utilização. Trad. de Ana Thorell. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. SANTOS, A. R. Metodologia científica: a construção do conhecimento. Rio de Janeiro: DP&A, 1999. THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez & Autores Associados, 1988. TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.