RESOLUÇÃO 586/13, PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA

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RESOLUÇÃO 586/13, PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA por Mind Map: RESOLUÇÃO 586/13, PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA

1. Fundamentada na medida em que permite ao farmacêutico prescrever medicamentos que, mesmo sendo limitados, resolvem a problemática de vários pacientes

1.1. Os farmacêuticos podem realizar intervenções com cuidado na saúde do paciente, com foco na promoção, proteção, recuperação e ainda ações voltadas à prevenção de problemas relacionados à saúde.

2. O farmacêutico poderá realizar a prescrição de medicamentos e outros produtos com finalidade terapêutica, cuja dispensação não exija prescrição médica, incluindo medicamentos industrializados e preparações magistrais - alopáticos ou dinamizados -, plantas medicinais, drogas vegetais e outras categorias ou relações de medicamentos que venham a ser aprovadas pelo órgão sanitário federal para prescrição do farmacêutico.

2.1. O farmacêutico poderá prescrever medicamentos cuja dispensação exija prescrição médica, desde que condicionado à existência de diagnóstico prévio e apenas quando estiver previsto em programas, protocolos, diretrizes ou normas técnicas, aprovados para uso no âmbito de instituições de saúde ou quando da formalização de acordos de colaboração com outros prescritores ou instituições de saúde.

3. O processo de prescrição farmacêutica é constituído das seguintes etapas

3.1. l - identificação das necessidades do paciente relacionadas à saúde;

3.2. II - definição do objetivo terapêutico;

3.3. III - seleção da terapia ou intervenções relativas ao cuidado à saúde, com base em sua segurança, eficácia, custo e conveniência, dentro do plano de cuidado;

3.4. IV - redação da prescrição;

3.5. V - orientação ao paciente;

3.6. VI - avaliação dos resultados;

3.7. VII - documentação do processo de prescrição.

4. É vedado ao farmacêutico prescrever sem a sua identificação ou a do paciente, de forma secreta, codificada, abreviada, ilegível ou assinar folhas de receituários em branco.

4.1. A prescrição codificada é ilegal, pois não deixa claro o produto que está sendo prescrito para o paciente. O mesmo acontece com a prescrição ilegível, cuja ilegibilidade poderá levar ao erro de prescrição e, consequentemente, ao risco à vida do paciente. Portanto, as prescrições devem ser claras e identificadas

5. A prescrição farmacêutica deverá ser redigida em vernáculo, por extenso, de modo legível, observados a nomenclatura e o sistema de pesos e medidas oficiais, sem emendas ou rasuras, devendo conter os seguintes componentes mínimos:

5.1. I - identificação do estabelecimento farmacêutico ou do serviço de saúde ao qual o farmacêutico está vinculado;

5.2. II - nome completo e contato do paciente;

5.3. III - descrição da terapia farmacológica, quando houver, incluindo as seguintes informações:

5.4. 1. a) nome do medicamento ou formulação, concentração/dinamização, forma farmacêutica e via de administração

5.5. 2. b) dose, frequência de administração do medicamento e duração do tratamento

5.6. 3. c) instruções adicionais, quando necessário.

5.7. IV - descrição da terapia não farmacológica ou de outra intervenção relativa ao cuidado do paciente, quando houver;

5.8. V - nome completo do farmacêutico, assinatura e número de registro no Conselho Regional de Farmácia;

5.9. VI - local e data da prescrição.