PROCEDIMENTOS EM ATENÇÃO BÁSICA

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PROCEDIMENTOS EM ATENÇÃO BÁSICA por Mind Map: PROCEDIMENTOS EM ATENÇÃO BÁSICA

1. Tratamento = quando não há área de flutuação, você deve abordar os fatores predisponentes como trauma, ferimento cortocontuso, indicar compressa quente e medicações sintomáticas, como analgésicos. Existindo local de flutuação, o tratamento indicado é incisão e drenagem.

2. Profilaxia = indica-se o uso de penicilina.

3. PROCEDIMENTOS EM EVENTOS AGUDOS

3.1. CORPOS ESTRANHOS, deve-se atentar a:

3.1.1. POTENCIALIDADE DE INFECÇÃO

3.1.2. NECESSIDADE DE PROFILAXIA CONTRA TÉTANO

3.1.3. POSSIBILIDADE DE REMOÇÃO DE CORPO ESTRANHO

3.1.3.1. Ferimento recente com objeto palpável e grande, e com orifício de entrada visível, deve ser considerado a sintomatologia do paciente, o perigo de deixar o objeto e a vontade do paciente.

3.1.3.2. Objeto pequeno, de difícil localização e profundo: é preciso de auxílio de exame de imagem.

3.2. CORPOS ESTRANHOS, tipos:

3.2.1. FARPAS DE MADEIRA E METÁLICA

3.2.1.1. Deve-se proceder da seguinte forma: irrigue com solução fisiológica e realize a síntese tal como um ferimento comum.

3.2.2. VIDROS E PEDRAAS

3.2.2.1. Deve-se proceder da seguinte forma: explore a lesão irrigando abundantemente com solução fisiológica, a fim de se certificar de que não restam fragmentos de vidro. Já para pedras deve-se fazer incisão e retirada do corpo estranho.

3.2.3. PREGO, ANZOL E ANEL

3.2.3.1. PREGO: retirar o objeto, explorar o ferimento com uma incisão em cruz e irrigar com solução fisiológica.

3.2.3.2. ANZOL: se o anzol transfixou a pele, você deve cortar a ponta com o auxílio de um alicate e então tracionar o restante do objeto pelo orifício de entrada. Caso o anzol esteja inserido superficialmente na pele, faça pressão para baixo no final no anzol, a fim de soltá-lo da pele e então, com o auxílio de um fio em forma de alça ao redor do anzol, puxe a outra extremidade para remover o objeto.

3.2.3.3. ANEL: Você pode utilizar uma solução emoliente como a vaselina e tentar tracionar o anel.

3.2.4. CORPOS ESTRANHOS NASAIS, OCULARES, RETAIS E NO CONDUTO AUDITIVO

3.2.4.1. OCULARES: Proceda com a inspeção ocular, incluindo a eversão da pálpebra. Se o corpo estranho for visível e não estiver fixado no globo ocular, utilize colírio anestésico e faça a retirada com um cotonete umedecido.

3.2.4.2. CONDUTO AUDITIVO: corpos estranhos em ouvido externo podem ser removidos com auxílio da lavagem otológica. Caso o objeto permaneça aderido, utilizar uma pinça delicada para a remoção.

3.2.4.2.1. RETAL: Realize toque retal, caso o objeto esteja Solto na luz do reto tente realizar a remoção, caso contrário encaminhe com urgência ao serviço hospitalar.

3.3. NASAIS: Realize a inspeção da narina a princípio sem auxílio do espéculo nasal e posteriormente com o espéculo. Havendo visualização do corpo estranho, tente a remoção com o auxílio de uma pinça anatômica. Caso não consiga a remoção utilize um cateter nasal ou uma sonda vesical de alívio acoplados a uma bomba de sucção.

3.4. MORDEDURAS

3.4.1. MANEJO SEGUNDO TIPO: as feridas causadas por mordedura em geral devem ser irrigadas de maneira abundante. Dependendo de sua extensão e gravidade, devem ser desbridadas, em seguida avaliar possibilidade e necessidade de sutura. As mordidas por humanos sempre devem ser consideradas como infectadas. Nestes casos, evita-se suturas.

3.4.2. ANTIBIOTICOTERAPIA SEGUNDO TIPO: a medicação de escolha é amoxicilina com clavulanato. Como alternativas, tem-se a ceftriaxone ou tetraciclina em mordeduras de cães e gatos, e cefoxitina para mordedura humana. No caso de morcego, rato ou gambá, utilizamos como primeira escolha a ampicilina, e como segunda a tetraciclina.

4. PROCEDIMENTOS COM ABSCESSOS

4.1. Abscesso = coleção de pus na derme e no tecido subcutâneo, formando uma neocavidade.

4.2. Técnica = o procedimento deve ser realizado de maneira estéril. Realize anestesia local, faça uma incisão longa e profunda na área de maior flutuação para drenagem do conteúdo purulento, Ao final, irrigue a cavidade com soro fisiológico com o auxílio de uma seringa. Coloque um dreno de Penrose dentro do abscesso e tracione diariamente, mantendo até que cesse a drenagem de secreção. Termine com um curativo.

5. MOLUSCO CONTAGIOSO

5.1. Lesão que acomete pele e mucosa causada pelo Molluscum contagiosum.

5.2. As lesões surgem como pápulas lisas, umbilicadas e peroladas. Pode ocorrer episódios com eritema local, inchaço ou prurido. É contraída através do contato pele a pele ou por meio de fômites em crianças, e através de via sexual em adultos.

5.3. O tratamento pode ser feito com curetagem das lesões. Outra opção é o uso de Agentes químicos como o KOH 5-10%, aplicado duas vezes ao dia nas lesões,

6. INTOXICAÇÕES

6.1. O exame físico deve ser detalhado e orientado, facilitando assim o reconhecimento de uma síndrome toxicológica.

6.2. É necessário entrar em contato com o serviço de referência em intoxicações; orientar a notificação de intoxicação exógena; notificar adequadamente as situações encontradas e avaliar a necessidade de acompanhamento posterior.

6.3. LAVAGEM GÁSTRICA

6.3.1. É dificilmente indicada. Sua indicação se restringe às intoxicações quando a absorção ocorre por ingestão recente.

6.3.2. Utilize sonda gástrica de grosso calibre, usando como medida de comprimento a distância entre lóbulo da orelha, ponta do nariz e apêndice xifoide. Lubrifique a ponta da sonda com lidocaína gel. Antes de iniciar a lavagem, aspire todo o conteúdo gástrico. Utilize água ou soro fisiológico na quantidade indicada

7. LAVAGEM AURICULAR

7.1. Seu objetivo é a remoção da rolha de cerume.

7.2. A técnica de realização de remoção de cerume por irrigação é um procedimento rápido e de fácil execução. Aqueça a solução fisiológica isotônica a 0,9% (soro fisiológico). Examine cuidadosamente o canal do ouvido externo por meio da inspeção e palpação e realize sempre a otoscopia. Despeje o soro aquecido na cuba e aspire com a seringa diretamente na cuba até encher a seringa. Acople a seringa na extremidade não cortada do scalp. Introduza a extremidade cortada do scalp com a concavidade voltada para frente e levemente para cima, introduza o soro fisiológico, deixando escoá-lo na cuba rim. Uma vez esvaziada a seringa, remova com o cateter (scalp), desacoplando e repetindo as etapas anteriores.

8. PROCEDIMENTOS ELETIVOS

8.1. EXÊRESE DE CISTOS, LIPOMAS, VERRUGAS E NERVOS

8.1.1. CISTOS: acontece devido à oclusão de uma glândula sebácea que resulta em acúmulo de secreção (sebo), originando um nódulo subcutâneo apresentando tamanho variado. O tratamento do cisto não infectado é a exérese cirúrgica com retirada da cápsula. Já o cisto infectado tem indicação de drenagem de abscesso simples.

8.1.2. LIPOMAS: é um tumor benigno originado de células gordurosas, sendo o tecido adiposo da hipoderme o mais acometido. Podem comprimir estruturas adjacentes, levando a dor. A exérese está indicada nesses casos e também quando há desconforto estético.

8.1.3. VERRUGAS: são proliferações benignas da pele causadas pelo papilomavírus humano (HPV). Existem diferentes modalidades terapêuticas que levam à destruição ou à remoção das lesões. São usados desde medicamentos tópicos até procedimentos cirúrgicos.

8.1.4. NERVOS: são lesões que podem ocorrer em todo o corpo e se caracterizam por apresentar, na sua grande maioria, alterações melanocíticas. Podem ser categorizadas em vários subtipos: melanocíticos congênitos e adquiridos, displásicos, etc.

9. PARONÍQUIA E UNHA ENCRAVADA

9.1. Paroníquia significa inflamação do leito ungueal.

9.2. PARONÍQUIA CRÔNICA: representa um dano de barreira aos tecidos protetores da unha.

9.3. PARONÍQUIAS AGUDAS: são infecções dos tecidos peri-ungueais, e geralmente se apresentam com uma infecção dolorosa e purulenta.

9.3.1. Na fase inicial da paroníquia aguda pode ser orientado compressa quente, antibióticos e corticoides tópicos. Quando existir abaulamento da cutícula, com coleção purulenta, pode ser feita a drenagem cirúrgica.

9.4. O uso de corticoides tópicos por duas a três semanas é uma opção. Podem ser associados antifúngicos tópicos por três semanas no caso de suspeita de infecção fúngica.

9.5. UNHA ENCRAVADA

9.5.1. Acontece quando a porção lateral ou uma espícula da lâmina ungueal penetra a camada vizinha com lesão nas bordas laterais, isso causa lesão progressiva, levando à inflamação local. Nos casos crônicos ocorre hipertrofia dos tecidos adjacentes com formação de tecido de granulação.

9.5.2. Tratamento: é necessário demonstrar o corte correto das unhas, formando ângulo de 90 graus com o eixo longitudinal e evitar sapatos apertados principalmente os de bico fino.