POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER
por Denise Correia Lima
1. DIRETRIZES
1.1. DIRETRIZES GERAIS
1.1.1. ☆O sistema de saúde deve estar orientado e capacitado para o atendimento das necessidades de saúde da população feminina, dando ênfase às ações dirigidas ao controle das patologias mais prevalentes nesse grupo;
1.1.2. ☆ O conceito de integralidade da assistência estará contido em todas as ações desenvolvidas no âmbito da atenção clínica e ginecológica.
1.1.3. ☆ O conceito de integralidade da assistência pressupõe uma prática educativa, que permeie todas as ações desenvolvidas. assegurando a apropriação pela clientela dos conhecimentos necessários a um maior controle sobre sua saúde.
2. OBJETIVOS GERAIS
2.1. ☆ Promover a melhoria da saúde e vida da mulher;
2.2. ☆ contribuir para a redução da morbidade e mortalidade feminina;
2.3. ☆ Ampliar, qualificar e humanizar a atenção integral à saúde da mulher no SUS.
3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
3.1. REDUÇÃO: Mortalidade Materna; Violência doméstica e sexual; Saúde de mulheres adolescentes; Saúde da mulher no climatério / menopausa; Saúde mental e gênero; Doenças em geral; Saúde das mulheres pretas, indígenas, lésbicas; Saúde das trabalhadoras rurais; Saúde das mulheres em situação de prisão.
4. A MULHER NO CONTEXTO H´ITÓRICO
4.1. A saúde da mulher foi incorporada as políticas nacionais no século XX, sendo limitada a questões relacionadas apenas a gestação e ao parto.
4.2. Na década de 80, no auge do movimento feminista brasileiro, os programas iniciais destinados à saúde da mulher começaram a ser fortemente criticados por só abranger alguns cuidados de saúde no ciclo gravídico-puerperal, ficando sem assistência na maior parte de sua vida.
4.3. No ano de 1984, ouve a criação do Programa de Assistência Integral à Saúde da
4.4. Mulher (PAISM), onde incluía ações como educativas, preventivas, de diagnóstico, tratamento e recuperação, englobando a assistência à mulher em clínica ginecológica, no pré-natal, parto e puerpério, no climatério, em planejamento familiar, DST, câncer de colo de útero e de mama.
4.5. No mesmo ano, se iniciou um a distribuição, junto às Secretarias Estaduais de Saúde, de documentos técnicos que iriam nortear as “Ações Básicas de Assistência Integral à Saúde da Mulher”.
5. PRINCÍPIOS
5.1. PAISM, incorporou como princípios e diretrizes as propostas de descentralização, hierarquização e regionalização dos serviços, integralidade e equidade da atenção. O PAISM inclui ações educativas, preventivas, de diagnóstico, tratamento e recuperação, englobando a assistência á mulher em clínica ginecológica, no pré-natal, parto e puerpério no climatério, em planejamento familiar, DST, câncer de colo de útero e mama, além de outras necessidades identificadas a partir do perfil populacional das mulheres.