Educação Básica e suas etapas

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Educação Básica e suas etapas por Mind Map: Educação Básica e suas etapas

1. Educação Quimlobola

1.1. A educação quilombola, no Brasil, parte de uma necessidade de retratação histórica a quem não teve acesso às escolas em épocas passadas, tais como os negros, que foram privados de vários direitos durante anos. Muitos fugiam das situações de exploração e se refugiavam em lugares mais remotos. Assim, a partir da CF de 1988, temos alguns reconhecimentos garantidos em leis para comunidades formadas a partir desse histórico

1.2. Pensando no direito à educação dos povos que se formaram nessas terras, a LDBEN conjuga os direitos dos quilombolas à educação do campo, conforme o mesmo artigo 280 sobre a educação básica para população rural. Destaca-se, no parágrafo único desse artigo, que:

1.2.1. O fechamento de escolas do campo, indígenas e quilombolas será precedido de manifestação do órgão normativo do respectivo sistema de ensino, que considerará a justificativa apresentada pela Secretaria de Educação, a análise do diagnóstico do impacto da ação e a manifestação da comunidade escolar. (Incluído pela Lei nº 12.960, de 2014)

1.3. Consideram-se remanescentes das comunidades dos quilombos, para os fins deste Decreto, os grupos étnico-raciais, segundo critérios de autoatribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida

1.3.1. Dessa forma, a educação quilombola vai além dos que vivem em quilombos, pois considera os negros de forma geral, mediante autodefinição da própria comunidade

2. Educação de Campo

2.1. talvez você já tenha ouvido falar ou tenha visto, em alguma mídia, relato de pessoas que passaram a infância em sítios, assentamentos e lugares mais afastados da cidade, contando sobre como precisavam andar muito para chegar até a escola ou, ainda, não tinham acesso a ela

2.1.1. Pois bem, a educação do campo é amplamente conhecida como a modalidade destinada a essas pessoas, aqueles que vivem em zonas rurais. A história dessa oferta de ensino é permeada de lutas políticas e ainda carece de reconhecimento, tanto na legislação quanto na sociedade

2.1.1.1. Essa modalidade deve atender desde a educação infantil até o ensino médio. Faz parte do público da educação do campo: assalariados rurais temporários; posseiros; meeiros; acampados; assentados; atingidos por barragens; pescadores e ribeirinhos, dentre outros que vivem do e no campo

2.1.2. Art. 28. Na oferta de educação básica para a população rural, os sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua adequação às peculiaridades da vida rural e de cada região, especialmente: I - conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural; II - organização escolar própria, incluindo adequação do calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições climáticas; III - adequação à natureza do trabalho na zona rural.

3. Educação Especial

3.1. Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.

3.1.1. O atendimento deve ser especializado ao público com necessidades especiais de aprendizagem, o que exige formação mínima de especialização em Necessidades Educacionais Especiais (NEE). Segundo as DCN para educação especial, o atendimento escolar para essas crianças deve ocorrer, preferencialmente, em ensino regular e pelo Atendimento Educacional Especializado com salas de recursos multifuncionais, que possuem diferentes recursos, como jogos, brinquedos, materiais concretos para ajudar no raciocínio lógico matemático e demais (BRASIL, 2009c)

4. Educação Indígena

4.1. A história da “educação de índios” pode remeter-nos a épocas remotas, como o catecismo indígena, da época do descobrimento do Brasil. Sem dúvida, ao nos aprofundarmos no que hoje recebe o nome de educação indígena, não podemos esquecer dessa trajetória. Contudo, os grandes marcos dessa educação aconteceram apenas no final da década de 80

4.2. Pensar em uma educação indígena é considerar toda a importância histórico-cultural que há nesses povos. Para que seja possível, faz-se indispensável a inclusão da própria comunidade nas discussões do que é necessário e viável aos indígenas e como essa educação pode ser aplicada a suas comunidades. Para tanto, líderes de comunidades indígenas e a FUNAI, juntos, trabalham para a criação de escolas e currículos que respeitam sua diversidade

4.3. Isso significa que, para “abrir uma escola” em comunidade indígena, não basta apenas querer; é necessária a aprovação dos líderes da comunidade, deve haver uma significação para eles e, sobretudo, deve respeitar sua cultura

5. Educação de Jovens e Adultos

5.1. Art. 37. A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos nos ensinos fundamental e médio na idade própria e constituirá instrumento para a educação e a aprendizagem ao longo da vida

5.1.1. Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames

5.2. Como a EJA é ofertada para maiores de 15 anos, idade em que muitos já trabalham, houve a necessidade de garantir, na Lei 9.394, em seu artigo 240, que “§ 2º os sistemas de ensino disporão sobre a oferta de educação de jovens e adultos e de ensino noturno regular, adequado às condições do educando.

6. Educação a Distância

6.1. A EaD é, então, aliada às pessoas que possuem alguma restrição de acesso ao ensino presencial durante os ensinos fundamental e médio, como caráter de exceção e garantia de direito

6.1.1. Educação a distância é a modalidade educacional na qual alunos e professores estão separados, física ou temporalmente e, por isso, faz-se necessária a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação

6.2. 4 características importantes da Educação a Distância Democratização do acesso ao ensino. Flexibilidade de horários. Acesso a cursos de graduação e pós-graduação. Personalização da aprendizagem.

7. Educação Profissional e Tecnológica

7.1. No Brasil, a educação profissional se fez necessária para preparar os trabalhadores que tinham experiências com trabalhos manuais para a nova realidade do mercado de trabalho, que passou a ser mais maquinário

7.1.1. Para tanto, foram criadas várias escolas técnicas e agrícolas desde a década de 50, até que, na década de 90, tal processo passou por transformações.

7.2. A educação profissional e tecnológica, no cumprimento dos objetivos da educação nacional, integra-se aos diferentes níveis e modalidades de educação e às dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia

7.2.1. Os cursos de educação profissional e tecnológica poderão ser organizados por eixos tecnológicos, possibilitando a construção de diferentes itinerários formativos, observadas as normas do respectivo sistema e nível de ensino

7.2.1.1. o A educação profissional e tecnológica abrangerá os seguintes cursos: I – de formação inicial e continuada ou qualificação profissional; II – de educação profissional técnica de nível médio; III – de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação