1. O sentido social da linguagem que falamos
1.1. Toda língua ( Especialmente aquela que a criança aprende ouvindo os adultos falarem ) apresenta variações, possuindo a mesma diversidade de usos, de modos de expressão e de características gramaticais e de vocábulo, havendo oscilação de pronúncias no gênero dos nomes, nas intensidades, nas construções, etc.
1.1.1. Gêneros dos nomes Ex: Mulher, mulé, muié.
1.1.2. Nas intensidades Ex: Roupa límpissima
1.1.3. Nas construções, etc. Ex: Eu quero/quero, ele chagará.
1.1.4. Sendo as mesmas existentes por serem funcionais
2. A língua e os horizontes do nosso mundo
2.1. Leva-se um período de aquisição de seis, sete anos de idade para a pessoa conhecer sua língua e saber usa-la de forma a vir se comunicar e se expressar, etc.. Sendo formas também de linguagem representadas em palavras, gestos, desenhos, pinturas, escultura, músicas e etc. O que se pode dizer que as mesmas são formas necessárias e significativas, o que justifica dizer que a aprendizagem seja de usos falados ou escritos da língua, só tem motivação importância, se de fato contemplar a utilidade em nossas vidas.
2.2. Ainda que numa formulação bem simplista, pode-se dizer que todo com portamento humano é regido por duas ordens de fatores diversos, mas comple mentares:
2.2.1. Modificação - que os leva a transformar esse modelo ou, numa hipótese mais radical, a romper com ele.
2.2.2. Adaptação - que leva os indivíduos a se comportar segundo um modelo já estabelecido e consolidar uma tradição.
2.2.2.1. Nem a adaptação é uma repetição uniforme e cem por cento idêntica de um modelo vigente, nem a modificação resulta de uma ruptura radical com um estado de coisas anterior.
3. O texto e suas formas
3.1. Os textos são formas de sentidos, com fins de se chegar a um objetivo. Adequando-se e escolhendo diferentes formas de textos de acordo com as intenções e finalidades do que se quer dizer/comunicar.
4. Ensino da língua - uma tarefa da escola
4.1. Portanto, todo o processo de ensino /aprendizagem da língua consiste, necessariamente, em ensinar/aprender a lidar com textos, produzindo-os, atribuindo-lhes sentido, observando como estão construídos e refletindo sobre esta construção. É lidando com textos nas respectivas situações de uso que aprendemos a língua. Alargando-se, tornando-se mais complexo, incorporando sutilezas, esse conhecimento embasa os novos textos que construímos. Com efeito, o conhecimento da língua é algo cumulativo, que se expande à medida que o objeto em que ela se corporifica-os textos - se multiplica e se diversifica.
4.1.1. A formação escolar consiste no processo pelo qual os indivíduos adquirem e constroem conhecimentos em diversas áreas do saber e para os mais variados fins da atividade sociocultural.
4.1.1.1. Mas é preciso ter presente um fato
4.1.1.1.1. Os conhecimentos não são abstrações silenciosas, eles só existem como criação humana a medida que se socializam nas formas que os expressam, entre as quais se destaca a palavra.
5. As letras em busca de um rumo
5.1. O que se espera/busca como forma de rumo, pode se dizer que se encontra em um projeto de requalificação dos professores, mas também parte da disposição, da motivação, etc..., do mesmo. Porém essa defasagem/demora se da pela deficiência das politicas de disseminação do novo. Como exemplo: a geração de documentos destinados a difundir novas ideias e a requalificar os professores não é adequadamente acompanhada de medidas eficazes de implementação das propostas, enfim.... Esse é apenas um exemplo de problemas/deficiência política, no que se diz respeito, digamos assim, para busca de um novo rumo no ensino.
6. Saber Português
6.1. O domínio da variedade da língua chamada padrão, e a aptidão para identificar os fatos da língua
6.1.1. Debate sobre uma nova política de ensino da língua
6.1.2. Base: Duas preocupações
6.1.2.1. 1: Como lidar com a diversidade linguística no processo de aquisição das formas de expressão, escrita? 2: Que utilidade pode ter no desenvolvimento das habilidades de compreensão e expressão , o ensino da análise da estrutura e funcionamento da língua?
6.1.2.1.1. Ponto de partida
7. Jose Carlos de Azeredo
7.1. José Carlos de Azeredo se doutorou em Letras (1988) na UFRJ, onde exerceu atividades docentes de 1970 até a aposentadoria, em 1996. É atualmente professor associado de Língua Portuguesa da UERJ. No biênio 1999-2000, coordenou o Mestrado em Língua Portuguesa e organizou os volumes Língua Portuguesa em Debate: conhecimento e ensino (Vozes) e Letras e Comunicação: uma parceria no ensino de língua portuguesa (Vozes).
8. Gêneros Textuais
8.1. As formas relativamente estáveis pelas quais a comunicação verbal se materializa nas diferentes práticas sociais. Alguns são peças de comunicação direta e circunstancial, como as saudações quotidianas e certos anúncios publicitários do tipo “Grande liquidação do estoque!"; outros são formas de comunicação relativamente extensas, com estrutura mais complexa, muitas vezes empregadas para mensagens à distância, no tempo e no espaço.
8.1.1. Rigidez e Flexibilidade dos gêneros textuais.
8.1.1.1. Rigidez exemplos: Receitas culinárias, anúncios funerários, os convites de casamento, e etc.
8.1.1.2. Flexibilidade exemplo: Os textos de publicidade
8.1.1.3. E tudo isso só é possível graças as convenções e os modelos que socializam e estabilizam os meios de expressão haja vista que a linguagem existe para a expressão de pensamentos
9. A importância dos textos
9.1. A tarefa de desenvolver as habilidades de leitura e expressão não depende só dos professores, a a esses cabe a parte substancial desse trabalho.
9.1.1. Objetivo da escola.
9.1.1.1. é preparar o aluno para expressar-se oralmente e por escrito e para compreender adequadamente o que ouve ou lê.
9.1.1.1.1. Sendo por meio de textos que nós fazemos entender e compreender o que os outros nos comunicam.