Lupus Eritematoso Sistêmico

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Lupus Eritematoso Sistêmico por Mind Map: Lupus Eritematoso Sistêmico

1. *Doença Autoimune. *Multissistêmica.

1.1. Cardiovascular

1.1.1. Arritmias; Distúrbios de condução; Pericardiopatias; Miocardiopatias; Coronariopatia (10%); Infarto agudo do miocárdio (25% da causa de morte); Pericardite; Insuficiência Cardíaca (Incomum); Taquicardia sinusal (50%).

1.1.2. Patogênese da doença cardíaca do Lupus ainda não está esclarecida.

1.1.3. Pericardite (25%)

1.1.3.1. Febre; Taquicardia; Dor subesternal; Atrito pericárdico à ausculta; Onda T apiculada; Elevação do seguimento ST.

1.1.4. Envolvimento Valvar é comum (50%)

1.1.4.1. Espessamento valvar é o achado ecográfico mais comum, seguido pelas vegetações e pela insuficiência valvar. Geralmente com sintomas leves ou assintomático.

1.1.5. Hipertensão arterial sistêmica, Tabagismo, Dislipidemia mista, Trombose, Embolismo e Arterite coronariana são fatores de risco para a doença Arterial Coronariana.

1.2. Rins (Mais Comum)

1.2.1. Insuficiência renal; Hematúria .

1.3. Circulação Cardiopulmonar/Pulmão

1.3.1. Pleurite; Pneumonite; Embolia pulmonar; Hemorragia pulmonar.

1.4. Musculos e Articulações

1.4.1. Artrite; Dor Muscular; Dor nas articulações.

1.5. Sangue

1.5.1. Trombocitopenia; Leucopenia; Pancitopenia; Anemia; Trombose; Vasculite.

1.6. Pele

1.6.1. Rash malar; Lúpus Discoide.

1.7. Gastrointestinal

1.7.1. Pancreatite; Hepatite; Isquemia intestinal.

1.8. Sistema Nervoso

1.8.1. Psicose; AVC.

1.9. "Aterosclerose acelerada" associada à presença dos habituais fatores de risco.

2. *20-50 casos por 100.000 habitantes. *Mais comum em Mulheres (8:1). *65% em Etnia Negra. *Prevalência em 16-55 anos.

3. Marcado por períodos de exacerbações e remissões.

4. Diagnóstico feito através dos achados clínicos e da dosagem de anticorpos no sangue.

4.1. Definido pela presença de, no mínimo, 4 dos 11 critérios clínicos e laboratoriais determinados pelo American College of Rheumatology (ACR).

4.1.1. 1.Rash Malar; 2. Lesão Discoide; 3. Fotossensibilidade; 4. Úlceras da Mucosa Oral; 5. Artrite não Deformante; 6. Serosite; 7. Doença Renal; 8. Envolvimento Neurológico; 9. Alterações Hematológicas; 10. Alterações Imunológicas; 11. Fator Antinuclear Positivo.

4.2. FAN (ANA)

4.2.1. Anticorpo contra proteínas do núcleo das células.

4.2.2. Está quase sempre presente nos casos de lúpus, mas também pode ocorrer em outras doenças autoimunes.

4.2.3. Pode estar positivo em pessoas normais. Portanto, a sua presença não necessariamente confirma a doença, mas a sua ausência afasta o diagnóstico de lúpus em quase 100%.

4.3. Anti-Sm

4.3.1. Mais específicos, embora sejam menos frequentemente detectados (10% dos casos) e não apresentam relação com a evolução da doença.

4.4. Anti-dsDNA

4.4.1. Úteis para o diagnóstico, acompanhamento e prognóstico da doença (60-80% dos casos). Relação com a atividade da doença, principalmente predizendo o comprometimento renal.

5. Diagnóstico e Monitoramento da Paciente de 51 anos

5.1. Exames: Físico, Laboratoriais, Eletrocardiograma, Ecocardiograma, Endoscopia digestiva, Cateterismo cardíaco e Cinecoronariografia, Hemocultura e Urocultura, Tomografia e Radiografia do toráx, Ultrassonografia venosa.

5.2. Hipóteses diagnósticos

5.2.1. Diagnóstico Sindrómico: Insuficiência Cardíaca Congestiva. Etiologia: Cardiomiopatia Lúpica. Evento Final: Choque Séptico.

5.3. Diagnóstico

5.3.1. Doença Principal: Endocardite Bacteriana em Prótese Valvar Biológica Aórtica. Doença Base: Lupus Eritematoso Sistêmico com Valvopatia Aórtica e Hipertensão Arterial. Doença Secundária: Aterosclerose Coronária. Causa Mortis: Hemorragia Abdominal.

5.4. Necrópsia

5.4.1. Portadora de duas Doenças: Aterosclerose e Lupus Eritematoso Sistémico.

5.4.1.1. Aterosclerose: Leve na Aorta; Moderada nos Ramos Coronária Esquerda; 70% de Obstrução na Artéria Coronária Direita.

5.4.2. Evidenciou a existência de Endocardite Bacteriana, causada por cocos Gram-positivos, atingindo a prótese valvar aórtica e o anel em torno dela. Ocasionando abundante sangramento abdominal, responsável final pela morte da paciente.

6. Tratamento

6.1. Hidroxicloroquina para todos os pacientes com a doença.

6.2. Drogas anti-inflamatórias, não esteroidais, e frequentemente antimaláricos para casos leves.

6.3. Corticoides e Imunossupressores para casos graves.