Epistemologia Antiga e Medieval

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Epistemologia Antiga e Medieval por Mind Map: Epistemologia Antiga e Medieval

1. Organização do conhecimento e abstração

1.1. Aristóteles concordava com Platão em relação a existência dos dois tipos de conhecimento, o sensível e o inteligível, considerando o inteligível superior ao sensível, porém discordou de Platão ao afirmar que a verdade está no próprio mundo sensível e não em um mundo transcendental.

1.2. Para Aristóteles, o conhecimento fundamentava-se na própria condição de inteligibilidade do mundo de sensível. Assim existe uma passagem entre o primeiro contato com seres percebidos e o conhecimento da ordem e da estrutura deles, ou seja, ocorre um processo de abstração que conduz a experiência sensível imediata a compreensão intelectual daquilo que é percebido.

2. Teoria da Iluminação Divina - Tomás de Aquino

2.1. Tomás de Aquino negava a possibilidade de contradição entre a filosofia e a teologia porque, segundo ele, a razão e a fé provinham da mesma fonte, Deus, e, portando harmonizavam-se.

2.2. Acreditava ainda que a fé apresentava as verdades necessárias à salvação. Sendo assim, a razão apenas esclareceria o que a fé antecipara e ainda poderia oferecer sólidos argumentos filosóficos em defesa das verdades reveladas pela fé.

2.3. Afirmava também que era possível conhecer as formas inteligíveis com base nos elemento sensíveis por meio da abstração.

3. Intelecto e conhecimento

3.1. Durante um tempo os textos de Aristóteles ficaram sob cuidado dos árabes e nesse intervalo os filósofos árabes medievais adotaram e defenderam o aristotelismo associado a elementos do neoplasticismo e do islamismo. Eles procuraram explicar a existência de misterioso intelecto agente, relacionando a criação do mundo há uma espécie de autoconsciência divina.

3.2. Para contemplar a si mesma, a consciência divina criou o Primeiro Intelecto, o qual, por sua vez, desdobrou-se em todas as outras formas de inteligência de conhecimento, que partilhamos em menor escala. Porém acreditava-se que, com esforço e dedicação, nossas faculdades intelectuais poderiam nos aproximar do próprio criador.

4. Para esse filósofo, confiar nas percepções dos sentidos conduziria o indivíduo à dóxa, uma via duvidosa e incerta que o afastaria da verdade, condenando-o ao engano. Confiar na razão conduziria o indivíduo à epistéme, uma vida rigorosa e segura, capaz de levá-lo ao ser, revelando a realidade.

5. Dóxa e Epistéme

5.1. Parmênides falou sobre a existência de duas vias que poderiam ser percorridas em busca do conhecimento verdadeiro: • dóxa> aparência, opinião. • epistéme> conhecimento, ciência.

6. Ceticismo e neoplatismo

6.1. Ceticismo

6.1.1. Céticos negavam o dogmatismo das teorias filosóficas que, diferenciando realidade e aparência, aceitavam previamente a possibilidade do conhecimento da realidade apenas debatendo entre si sobre o melhor caminho para alcança-lo.

6.1.2. Problematizavam justamente a possibilidade de conhecermos a realidade, concluindo que sua natureza absoluta era incompreensível para os seres humanos, os quais só poderiam afirmar as coisascomo lhe pareciam, e não como eram de fato.

6.1.3. • acatalepsia> reconhecer a impossibilidade de compreender ou conceber qualquer coisa. • adóxia> reconhecer que não era possível compreender qualquer julgamento sobre a natureza absoluta das coisas. • ataraxia> estado de tranquilidade imperturbável, uma via de purificação espiritual.

6.2. neoplatismo

6.2.1. Correntes de pensamentos gregas reaproximaram temas filosóficos e religiosos em suas reflexões, apropriando-se de conceitos e reflexões da obra de Platão, ressignificando-os, dentro eles o neoplatismo.

6.2.2. Vivendo no mundo sensível, mas participando do mundo inteligível, por ser dotado de intelecto, o ser humano deveria purificar-se dos apelos do corpo, desenvolvendo a razão e buscando o Uno em uma espécie de êxtase místico, no qual o indivíduo retornaria à realidade suprema e original constituída por ele, num movimento de ascensão ao Uno. Em busca dessa união, os neoplatônicos adotavam uma atitude contemplativa.