1.1. O evento é tema central da obra de Platão (Apologia e Críton).
1.2. O propósito não era a morte de Sócrates e se isso não ocorreu, deveu-se à genialidade obstinada de Sócrates, que não abriu da filosofia.
1.3. Platão considera que Sócrates foi condenado por questões políticas.
2. A acusação
2.1. Acusado de não reconhecer os deuses do Estado, introduzir novas divindades e corromper a juventude.
2.2. Era ameaça para a ordem social grega, pois impedia jovens das famílias abastadas de seguir tradições.
2.3. Foram três os acusadores de Sócrates: Meleto, Lícon e Anito.
2.4. O filósofo recebe pena de morte.
3. Julgamento e Defesa
3.1. Ocorre no Tribunal dos Heliastas, constituído por cidadãos provenientes das 10 tribos que povoava Atenas.
3.2. Sócrates não defende sua vida em nenhum momento: antes dedica-se a defender seu pensamento.
3.3. O filósofo prossegue em defesa rebatendo, pela argumentação lógica, as acusações específicas que lhe foram feitas, muitas vezes por ironia.
4. Condenação
4.1. Não foi condenado a morte, mais no final esta foi sua escolha.
4.2. Se despede dos juízes com as seguintes palavras: “Bem, é chegada a hora de partirmos, eu para a morte, vós para a vida. Quem segue melhor rumo, se eu, se vós, é segredo para todos, menos para a divindade”.
5. Morte
5.1. Quando Sócrates foi condenado à morte, comentou, alegremente, que, no outro mundo, poderia fazer perguntas eternamente sem ser condenado a morrer, porque era imortal.
5.2. Sócrates morre ao tomar o veneno Cicuta e diante dos amigos, aos 70 anos, morreu por envenenamento.