Crise convulsiva

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Crise convulsiva por Mind Map: Crise convulsiva

1. Para afastar a lesão neurológica, haja vista que podem ocorrer crises sem essa lesão (isquemia, contusão, edema, hemorragia ou corpo estranho-ósseo), toda criança em crise epiléptica após TCE deve ser submetida à neuroimagem (TC)

2. Fatores que contribuem para que uma criança com epilepsia saia do controle da doença:

2.1.  Abstinência (descontinuidade da medicação);  Uso de subdoses (crianças que ganham peso, cujas doses não são reajustadas);  Febre e quadros infecciosos agudos;  Vômito e diarreia (diminuição da biodisponibilidade da medicação, desidratação e distúrbios eletrolíticos);  Além de outros fatores como, por exemplo, privação de sono e estresse psicológico.

2.1.1. O risco de crise epiléptica pós-traumática (TCE) em crianças está na faixa de 20 a 40% dos casos de trauma craniano.

3. Classificação da crise

3.1. Tônico: contração muscular mantida com duração de segundos a minutos.

3.2. Clônica: breves abalos musculares (contração e relaxamento) repetitivos.

3.3. Mioclônica: contrações musculares de curta duração, semelhantes a choques.

3.4. Tônico-clônica: fase inicial tônica com contração de todas as musculaturas do corpo, com apneia e cianose, seguida peça fase clônica com abalos musculares generalizados. Há perda de consciência e pode haver relaxamento esfincteriano. Pode ocorrer insuficiência respiratória por falta de proteção à via aérea.

3.5. Crise convulsiva febril: crise associada à temperatura acima de 38°C em crianças entre 6 meses e 5/6 anos sem infecção do sistema nervoso central (SNC). Em geral não deixam sequela neurológica e podem repetir ao longo da vida e apresenta muita relação com história familiar. Geralmente chegam ao atendimento póscrise.

4. Simples: generalizada, menos de 15 minutos, sem recorrência em 24 horas

5. Simples: generalizada, menos de 15 minutos, sem recorrência em 24 horas

6. Estado de mal epiléptico: caracteriza-se pela atividade epiléptica de qualquer tipo ou pela etiologia com

7. entre os episódios nesse período

8. Estado de mal epiléptico

8.1. caracteriza-se pela atividade epiléptica de qualquer tipo ou pela etiologia com duração superior a 30 minutos, havendo duas ou mais crises subsequentes sem recuperação de consciência entre os episódios nesse período

8.1.1. qualquer crise de mais de 5 minutos é um estado de mal epiléptico em potencial. Nesse sentido, ao chegar em crise epiléptica à emergência, o paciente deve entrar no protocolo de atendimento imediatamente, a fim de se interromper a crise o mais breve possível

9. Tratamento

9.1. Suporte de vida (ABCDE) Acesso venoso / dosar glicemia / bioquímica (DD)

9.2. Medicações iniciais em sequência até a crise

9.2.1. Diazepam (0,3 a 0,5 mg/kg EV máximo 1 mg/kg/min) ou Diazepam (0,5 mg/kg retal) ou Midazolam (0,2 mg/kg EV máximo 4 mg/kg/min) Fenitoína (20 mg/kg EV diluído; 1:20 SF 0,9% 1 mg/kg/min)

9.3. Se crise (10 min)

9.3.1. Diazepam (0,5 mg/kg EV ou retal)

9.4. Se crise (10 min

9.4.1. Fenobarbital (20 mg/kg EV)

9.5. Se crise (10 min)

9.5.1. Midazolam (0,2 mg/kg EV) Midazolam contínuo (0,05 mg a 0,4 mg/kg/hora)

9.6. Se crise (10 min)

9.6.1. Tiopental 10 a 120 microgramas/kg/min ou Propofoç 3 a 5 mg/kg/hora Outras opções: Valproato EV Solicitação de neuroimagem, monitorização EEG, mais exames laboratoriais (screening toxicológico, pesquisa EIM); gasometria, conforme a necessidade,