A construção da democracia

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A construção da democracia por Mind Map: A construção da democracia

1. Conceito de política

1.1. A política é a arte de governar, digerir o destino da cidade, essa definição adquire nuanças a mais diferentes, conforme cada contexto temporal/espacial, obedecendo as especificidades de cada época e sociedade, bem como variam as expectativas a respeito da atitude do agente político.

2. Poder e força

2.1. Força não significa necessariamente a posse de meios violentos de correção, mas de e-mails que me permitam influir no comportamento de outra pessoa. A força e a canalização da potência, é a sua determinação. E é graças a ela que se podem definir a potência na ordem das relações sociais ou, mas especificamente, políticas.

2.2. Poder é a capacidade ou a possibilidade de agir ,de produzir efeitos desejados sobre indivíduos ou grupos humanos. O poder supõe dois polos: o de quem o exerce e o daquele sobre o qual exercido.

3. Vivemos uma democracia?

3.1. O Brasil é e não é uma democracia. Para entendermos essa aparente contradição, vamos nos apoiar na distinção entre democracia formal e democracia substancial:

3.1.1. Democracia formal consiste no conjunto da instituição caracterizadas desse regime: voto secreto e universal, autonomia dos três poderes (executivo, legislativo e judiciário) pluripartidarismo, representatividade, ordem jurídica constituída, liberdade de pensamentos e de expressão, pluralismo e assim por diante.

3.1.2. Democracia substancial diz respeito não aos meios, mas aos fins, aos resultados do processo. Destaca-se a efetiva e não apenas ideal igualdade política, social, econômica e jurídica.

4. Áreas de exercício democrático

4.1. Vejamos os dois aspectos da democracia, Formal e substancial, expressando-se em quatro áreas possíveis de exercício democrático: política, social, econômica e jurídica.

4.1.1. Democracia política o acesso ao poder na democracia política é ascendente, isso é, se exerce “de baixo pra cima”, pela escolha popular e com garantia de oposição efetiva.

4.1.2. Democracia social: ninguém podeSer descriminado devido a renda, gênero, etnia, sexualidade, a crença ou por pessoa com deficiência.

4.1.3. Democracia econômica: consiste na justa distribuição de renda, oferta de iguais oportunidades de trabalho, contratos livres, sindicatos fortes. Esses aspectos formais podem levar ou não a efetivação da democracia substancial.

4.1.4. Democracia jurídica: é uma das metas de países que defendem a igualdade perante a lei. Trata-se de processo relativamente recente na história, motivado pela luta da burguesia do século XVIII para derrubar privilégios da nobreza

5. Religião e democracia

5.1. A religião é uma dimensão humana de busca por transcendência, relacionadas a crenças em seres sobrenaturais que orientam ação humana e garantem a esperança que a vida não termina com a morte, embora nem todas as religiões se enquadra nesse estreita definição.

5.2. Laicidade é a separação estado barra igreja, que não significa desprezo pelas religiões, porém visa garantir que diferentes clientes, ao lado de cidadãos não crentes, atua em suas comunidades como participantes de sociedade civil, sem que seus direitos sejam desrespeitados

6. A legitimação do poder pressupõe, portanto um fundamento ético, pelo qual seja justificado como justo, o que leva também a justificação jurídica, pela formulação da lei.

6.1. Princípios de legitimidade do poder: • nos estados teocráticos, o poder legítimo deriva da vontade de Deus; • nas monarquias hereditárias, é transmitido de geração a geração e mantido pela força de tradição; • nos governos aristocráticos, apenas os melhores exercem funções de mando; o que se entende por “melhores“ varia conforme o tipo de aristocracia : dos mais ricos, dos mais fortes, de linhagem nobre ou da elite do saber, como Platão desejava; • na democracia, nasce da vontade do povo

7. Estado e legitimidade do poder

7.1. Regimes autoritários costumam ser em devidamente identificados como governos totalitários. O que há de comum entre eles é que o cerceamento da liberdade individual em nome da segurança nacional, o recurso a máxima propaganda política, censura e um ativo aparelho opressor. Porém neles não é uma ideologia de base que sirva “para construção da nova sociedade“, nem mobilização popular que eles de suporte. Em vez de doutrinação política incentivo do engajamento ativista, prevalece aDes politização, que leva a apatia política. Mesmo assim, o clima de repressão violenta gera medo e desestimula atuação política independente.

8. Regimes democráticos

8.1. Segundo a filosofá Marilena Chaui, as determinações constitutivos do conceito de democracia são as ideias de conflito, abertura e rotatividade:

8.1.1. Conflito: a democracia respeitar o pensamento divergente, os discursos plurais, bem como admite a heterogeneidade de interesses, o conflito de poderes em sociedades demográficas e trabalhado pela discussão, pelo confronto de ideias: por isso é democracia histórica e está sempre recriando.

8.1.2. Rotatividade: as funções de decisão direção não pertencem a um grupo ou uma classe, mas encontram-se disponíveis para que outros setores da sociedade sejam legitimamente representado.

8.1.3. Abertura: a informação circula livremente e a cultura não é privilégio de alguns. A circulação não se reduza ao mero resumo de informação e cultura, mas pressupõe igualmente a produção de informação e cultura, que a enriquece, daí a necessidade de não fazer delas privilégio de poucos.

8.2. Democracia, é de origem grega e significa “governo do povo”, “governo de todos os cidadãos”. A democracia foi uma invenção dos gregos na antiguidade, que elaboraram teoricamente esse conceito implantar um regime democrático na polis, a escolha de políticos era feita por sorteio.

9. Desvio do poder: totalitarismo e autoritarismo

9.1. Algumas formas de poder que não se confundem com as expressões tradicionais de deputes mo e tirania. Trata-se da experiência de totalitarismo vivida após a primeira guerra mundial em países europeus e também dos regimes autoritários implantado na América Latina a partir da década de 1960.

9.1.1. O totalitarismo foi um fenômeno político do século XX que mobilizou deModo surpreendente grandes segmentos da sociedade diversos países. O totalitarismo de direita com, conservador, ocorreu na Alemanha nazista e na Itália fascista. O de esquerda, de orientação comunista expandiu-se na União Soviética e na China, com influências em outras partes do mundo.

9.1.1.1. Interferência do estado em todos os setores: na vida familiar, econômica, intelectual, religiosa e no lazer. Para difundir a ideologia oficial nada restava de privado e autônomo.

9.1.1.2. Partido único: rígida mente organizado e burocratizado, promove a identificação entre poder e povo, recusando o pluralismo partidário, característica básica da democracia liberal

9.1.1.3. Organismos de massa sob tutela do Estado: sindicatos, agrupamentos de auxílio mútuo, associações culturais de trabalhadores, organizações de jovens, crianças e mulheres, círculos de escritores artistas e cientistas.

9.1.1.4. Mistificação de figura do chefe.

9.1.1.5. Concentração pelo estado de todos os meios de propaganda: veiculação da ideologia oficial as massas para forjar convicções e na abaláveis, manipulação a opinião pública afim de garantir a base de apoio popular.

9.1.1.6. Subordinação dos poderes legislativo e judiciário ao poder executivo.

9.1.1.7. Polícia política para controlar o enorme aparelho repressivo: Gestapo, na Alemanha; Organização para a vigilância e a repressão do antifascismo , Na Itália; e tcheca, na União Soviética.

9.1.1.8. Campos de concentração e de extermínio com Auschwitz, na Polônia, e os de trabalho forçado, como os gulags soviéticos

9.1.1.9. Censura de notícias, de meios de comunicação e da produção artística e cultural.

9.1.1.10. Valorização de disciplinas de moral e cívica, visando a educação de crianças e jovens: estímulos da força de vontade, disciplina, o amor à pátria.

9.1.1.11. O nazismo alemão teve forte conotação racista, fundamentada em teoria supostamente científicas para valorizar a “Raça” ariana: pessoas brancas, altos, fortes inteligentes constituirá um grupo “mais puro” e superior. Desse modo, justificaram se a perseguição o genocídio de judeus e ciganos, considerados “raças” inferiores, idioma sexuais, adjetivados como “degenerados”.