1. os passos freudianos
1.1. Um método que desde o início aprendeu a conviver e a ultrapassar obstáculos,
1.1.1. relação à constituição do campo clínico,
1.1.1.1. os fenômenos neuróticos puderam ser concebidos como o produto final de um processo de simbolização,
2. A Palavra Terapêutica
2.1. questão da linguagem
2.1.1. Freud iniciou seu trabalho clínico com suas pacientes histéricas pelo viés da linguagem.
2.2. Limites e Especificidade
2.2.1. de forma exemplar, o problema que vinha acompanhando a psicanálise em relação à impossibilidade encontrada,
2.2.1.1. • a função materna (enquanto Outro)
2.2.1.1.1. a função paterna (enquanto mediadora das exigências feitas ao Outro)
3. A Transferência em Questão.
3.1. Neste período extremamente fértil de elaboração teórica e de aplicação clínica, a crença no êxito terapêutico da psicanálise permaneceu incontestável,
3.1.1. Podemos observar que não levou muito tempo para que Freud passasse a identificar a transferência,
3.1.1.1. Claro está que a tentativa de alcançar uma re-significação para a neurose transferencial, encontra vários obstáculos. E ainda que possamos apontar, como Freud (1913),
3.2. Importa salientar um aspecto crítico para o transcorrer desse processo de análise.
3.2.1. Em relação à clínica, esse posicionamento trouxe, entre outras consequências, novas atribuições para o analista e para o paciente no desenvolvimento do tratamento.
3.2.1.1. Pelo lado do analista, este perdendo o conforto desfrutado anteriormente ao ocupar uma posição de exterioridade em relação ao processo clínico,
4. Sem o submetimento da tranferência à análise, seu método não se distinguiria dos outros métodos psicoterápicos.
4.1. Desta forma, o momento de resolução dos vínculos transferenciais assinala o término de seu processo de cura,
5. a clínica psicanalítica trata de dores paras as quais não há medicalizações!
5.1. conta-se apenas com simples e corriqueiras palavras.
5.1.1. no analista, como puro poder de sedução.
5.2. A análise requer, para sua consecução, que se penetre na estrutura mesma da neurose. Paralizá-la representaria a vitória da resistência sobre a proposta terapêutica da psicanálise.
5.2.1. residiu na edificação de um trabalho o qual, embora englobando o alívio dos sintomas,
5.2.1.1. Podemos observar que o questionamento e a tematização sobre a existência de elementos psíquicos resistentes ao processo de simbolização demandado pelo processo clínico se tornou preponderante na obra freudiana a partir de 1920.
6. a cura na psicanálise se estenderá entre o alcance e o limite de seu poder terapêutico.
6.1. Quer seja enquanto paciente, ao sentir na pele a intensidade desmesurada e irracional dos movimentos transferenciais os quais o lançam entre o amor e o ódio pelo analista,
6.1.1. Claro está que essa proposta clínica, implicava na suposição de que a energia psíquica é passível de receber um processo de simbolização, garantindo, desta forma, a eficácia terapêutica da palavra.
7. outros aspectos, o caráter linguístico das concepções freudianas acerca dos processos psíquicos.Tal
7.1. nos parece importante destacarmos que este momento de elaboração teórica,
7.1.1. demarcou uma ruptura epistemológica crucial entre psicanálise e outros saberes de então, principalmente em relação à psiquiatria,