1. Dicas do Livro
1.1. Dica 1: Empreendedores planejam pouco
1.1.1. Planejar é, obviamente, uma etapa importante do processo. Mas ela é exageradamente glorificada por não empreendedores (diretores, gerentes e supervisores).
1.1.2. Todo mundo sabe: os planejamentos tradicionais demoram. Meses se passam e, quando estão prontos, o cenário já é outro. O mercado já é outro. A concorrência já é outra. E, aí, temos duas opções. Ou colocar em prática um planejamento obsoleto. Ou fazer tudo de novo.
1.1.3. Negócios não saem do papel por excesso de cuidado no planejamento. É justamente o contrário: negócios saem do papel quando, contraintuitivamente, há coragem para tornar essa etapa mais enxuta.
1.2. Dica 2: Empreendedores têm foco no aprendizado
1.2.1. Há três grandes grupos de profissionais. Os com foco no resultado (o importante são as metas), os com foco no desempenho (o importante é dar o máximo) e os com foco no aprendizado (o importante é tirar lições do que aconteceu – seja bom, seja ruim). Gerentes e executivos do mundo corporativo estão muito direcionados aos dois primeiros. Empreendedores costumam estar no terceiro grupo.
1.2.2. Certa vez, ouvi da Monja Cohen: “A gente não aprende com o erro, a gente aprende corrigindo o erro”. Empreendedores têm essa ideia muito clara. Sabem que a perfeição é utopia. E sabem que o problema não é errar. O problema é não aprender com o erro – para corrigi-lo o mais rápido possível.
1.3. Dica 3: Empreendedores contemporâneos não simplificam a escolha profissional com a frase “faça o que ama e você nunca mais terá que trabalhar”
1.3.1. C A P I TA L E M P R E E N D E D O R v lef DESCOBERTA #7: O JEITO MAIS FÁCIL DE ENCONTRAR O SEU PROPÓSITO É EMPREENDENDO. MESMO QUE SEJA SEM UM PROPÓSITO CLARO.
1.3.2. O estudo aponta aquilo que as pessoas que já abriram um negócio sabem – e bem: empreender é uma jornada de auto-conhecimento. Você se coloca em situações novas o tempo inteiro. O aprendizado é constante. E, como no início você não tem muito a quem pedir socorro – a não ser seus sócios –, muita bronca cai no seu colo. Por simples questão de sobrevivência, você começa a entender melhor quem você é. No que é bom, no que é ruim, quando rende mais, quando rende menos. Além disso, quem está na linha de frente de um negócio está sujeito às infinitas oportunidades que surgem. É natural que você desperte novos interesses, diferentes dos originais. Empreender é tipo uma terapia – mas sem aquela parte boa, de ficar ditadinho no divã.
1.3.3. Aplicação do Diagrama de Propósito
1.4. Dica 4: Empreendedores sabem escapar das 8 armadilhas
1.4.1. Uma das maiores descobertas que fiz ao longo da minha carreira é a Regra dos 5%. Ela é muito simples e implica em perceber que os processos de planejamento e ideação (os três primeiros da jornada: Inspiração, Vontade e Ideia) e os processos de execução (os quatro seguintes: Protótipo ou MVP, Projeto, Negócio e Empresa) têm uma relação de proporcionalidade.
1.4.2. O planejamento e ideação respondem a, no máximo, 5% do processo total. Portanto, quanto mais recursos você usar na ideação, mais recursos precisará lá na frente. Quanto mais energia, tempo, dinheiro, pessoas e contatos você mobilizar durante esses 5% iniciais, mais energia, tempo, dinheiro, pessoas e contatos você vai precisar na hora da execução. E isso tudo a ver com o primeiro item dessa lista (o planejamento).
1.4.3. Há oito comportamentos que são as maiores armadilhas para pessoas que querem tirar ideias do papel: o Vale das Ideias, A Teoria da Última Cerveja, o Pensamento de Cofre, o Fator Multiplicador, o Brainstorm Desestruturado, Ignorar a Emergência, o Gênio Incompreendido e a Confusão do Trio. Eu descrevo todas no livro, mas menciono aqui, como exemplo, o Vale das Ideias (do livro Making Ideas Happen). Trata-se daquele hábito de criar muita coisa mas não colocar nada em prática. Funciona assim: você tem uma ideia e fica, num primeiro momento, fascinado. Fica com aquele sentimento de que é o rei do mundo. Mas alguns dias se passam e você percebe que será muito difícil colocá-la em prática. Aí você murcha. Vai do céu ao inferno. Para sair da fossa, você tem uma nova ideia. E você volta a se sentir onipotente. Você volta a ser o cara. O ciclo se repete infinitamente, como uma drogadição. Pior: os amigos, na melhor das intenções, o chamam de criativo – criando um reforço negativo e dando motivos para que você continue nesse círculo vicioso.
1.5. Dica 5: Empreendedores entendem a regra dos 5%
1.5.1. Uma das maiores descobertas que fiz ao longo da minha carreira é a Regra dos 5%. Ela é muito simples e implica em perceber que os processos de planejamento e ideação (os três primeiros da jornada: Inspiração, Vontade e Ideia) e os processos de execução (os quatro seguintes: Protótipo ou MVP, Projeto, Negócio e Empresa) têm uma relação de proporcionalidade.
1.5.2. O planejamento e ideação respondem a, no máximo, 5% do processo total. Portanto, quanto mais recursos você usar na ideação, mais recursos precisará lá na frente. Quanto mais energia, tempo, dinheiro, pessoas e contatos você mobilizar durante esses 5% iniciais, mais energia, tempo, dinheiro, pessoas e contatos você vai precisar na hora da execução. E isso tudo a ver com o primeiro item dessa lista (o planejamento).
1.6. Dica 6: O empreendedor contemporâneo é não linear, conectado, multidisciplinar e exponencialmente imprevisível
1.6.1. A lógica industrial é linear, segmentada, repetitiva e previsível. Linear porque o arquétipo da indústria é a linha de montagem. A matéria-prima entra na fábrica e vai sendo transformada até virar um produto pronto para a prateleira. Segmentada porque cada etapa da linha de montagem é feita por departamentos independentes: grupos de pessoas que ficam responsáveis apenas por uma determinada transformação da matéria-prima. Repetitiva porque essas pessoas repetem a sua atividade diariamente, oito horas por dia, cinco dias por semana. Com isso, se tornam especialistas (o que é muito bom para o dono da fábrica – menos tempo de execução, maior ganho de escala). Por fim, é previsível porque todos sabem exatamente como a matéria-prima estará em cada uma das etapas da fábrica. Não é difícil perceber essa herança secular nos dias de hoje. A maioria das empresas (mesmo as da indústria criativa, inclusive muitas startups de tecnologia) ainda trabalha num sistema industrial – tem fluxos lineares, departamentos, especialistas dentro dos departamentos que repetem as mesmas atividades diariamente, e altíssima previsibilidade nas etapas que se sucedem. Com isso, fica a pergunta: será que este é o melhor jeito para operarmos em 2015? O mundo que nos cerca já é digital. E a lógica digital é o contrário da industrial: é não linear, conectada, multidisciplinar e exponencialmente imprevisível Uma empresa verdadeiramente digital tem fluxos não-lineares, departamentos fluidos e altamente conectados entre si. Tem profissionais multidisciplinares, que flutuam pelas diferentes áreas – e que fazem, a cada dia, uma operação diferente, tornando o processo verdadeiramente inovador, verdadeiramente imprevisível. Isso é fácil? Evidente que não. Mas é, cada vez mais, necessário. Porque as novas empresas – as realmente novas, as que ainda nem nasceram – não estão dispostas a operar no contexto industrial. E o abismo entre os atuais gestores (de pensamento linear e previsível) e a futura concorrência (com pensamento não-linear e imprevisível) já pode ser notado nas concordatas ao redor do mundo.
1.7. Dica 7: Empreendedores contemporâneos não fazem nada sem considerar impacto positivo
1.7.1. Estratégia pode facilmente seu muito estática Inovação na maioria das vezes foca somente nos problemas dos presente O futuring tem uma preferência pela exploração do possível
1.7.2. Aplicar o Future Model Canvas