Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)

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Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) por Mind Map: Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)

1. Infecções que causam cervicite

1.1. normalmente são assintomáticas

1.1.1. quando sintomáticas, causam corrimento vaginal, sangramento intermenstrual ou pós-coito, dispareunia, disúria, polaciúria e dor pélvica crônica

1.1.1.1. acontece mais em mulheres sexualmente ativas menores de 25 anos, novas ou múltiplas parcerias sexuais, parcerias com IST, história prévia ou presença de outra IST e uso irregular de preservativo

1.1.1.1.1. As principais complicações da cervicite por clamídia e gonorreia, quando não tratadas, incluem: dor pélvica, DIP, gravidez ectópica e infertilidade

2. Infecções que causam úlcera genital

2.1. Representam síndrome clínica

2.1.1. lesões ulcerativas erosivas, precedidas ou não por pústulas e/ou vesículas, acompanhadas ou não de dor, ardor, prurido, drenagem de material mucopurulento, sangramento e linfadenopatia regional.

2.1.1.1. Não é necessariamente causada por uma IST. Pode ser causada por infecções inespecíficas de fungos, vírus ou bactérias

2.1.1.1.1. ISTs que causam úlceras genitais:

3. Infecções do trato reprodutivo (ITR)

3.1. são diferentes das ISTs, porque são endógenas

3.1.1. Deve ficar claro para a paciente a diferença de uma IST e uma ITR

3.1.1.1. Todo caso de IST precisa ter tratamento do parceiro sexual também. Já nos casos de ITR, o tratamento é apenas para a paciente

4. Infecções que causam corrimento vaginal

4.1. Vulvovaginite e vaginose são as principais causas quando patológico. Ambas são ITRs

4.1.1. causada Candida alpicans, Gardnerella vaginalis e Trichomonas vaginalis

4.1.1.1. Sintomas: : prurido, ardência, corrimento geralmente grumoso, sem odor, dispareunia de introito vaginal e disúria externa. Os sinais característicos são eritema e fissuras vulvares, corrimento grumoso, com placas aderidas à parede vaginal, de cor branca, edema vulvar, escoriações e lesões satélites, por vezes, pustulosas pelo ato de coçar.

4.1.1.1.1. A candidíase vulvovaginal é uma ITR

4.1.2. A vaginose bacteriana (VB) também é uma ITR. É a causa mais comum de corrimento com odor fétido

4.1.2.1. Associada a perda de lactobacilos e crescimento de bactérias, principalmente a Gardnerella vaginalis

4.1.2.1.1. Aumenta o risco de contração de IST e causa complicações na gravidez e em cirurgias ginecológicas

4.1.3. Tricomaníase

4.1.3.1. é uma vulvovaginite menos frequente, causada pelo Trichomonas vaginalis

4.1.3.1.1. causa corrimento vaginal intenso, amarelo-esverdeado, por vezes acinzentado, bolhoso e espumoso, com odor fétido (lembra peixe) e prurido eventual, que pode ser por reação alérgica à afecção

5. Infecções que causam uretrite

5.1. os agentes microbianos podem ser transmitidos por relação sexual vaginal, anal e oral

5.1.1. O corrimento pode ser mucoide ou purulento. A quantidade é variável. Pode estar associado a dor uretral, disúria, estrangúria, , prurido uretral e eritema de meato uretral

5.1.1.1. Fatores associados: idade jovem, baixo nível socioeconômico, múltiplas parcerias ou nova parceria sexual, histórico de IST e uso irregular de preservativos.

5.1.1.1.1. Os agentes etiológicos mais comuns são Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis

5.1.1.1.2. O diagnóstico de assintomáticas é feito com detecção de clamídia e gonococo por biologia molecular.

5.1.1.1.3. O tratamento é feito com uso de antibióticos que podem variar em tipo e dose de acordo com a gravidade e o agente etiológico

6. Perguntas a serem feitas:

6.1. Qual a cor, odor, aspecto do corrimento?

6.1.1. Tem prurido?

6.1.1.1. Tem irritação no local?

6.1.1.1.1. Quando ocorreu a última menstruação?

7. Em todos os casos de ISTs, o paciente e seu parceiro sexual devem ser tratados.