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IESC I por Mind Map: IESC I

1. Semana 2 O material da segunda semana de IESC 1 me trouxe ainda mais noção acerca da responsabilidade demandada ao atuar na medicina. O enfoque no trabalho em equipe na Atenção Primária à Saúde me fez refletir sobre a visão estigmatizada da sociedade acerca da assistência em saúde - muitos reduzem o atendimento médico à prescrição medicamentosa, quando, na verdade, a atuação médica depende de uma estratégia multidisciplinar, com vários outros profissionais da saúde que, por fim, visam, em conjunto, garantir uma assistência integralizada, muito além da terapia medicamentosa. Ademais, a ética médica me surpreendeu, não conhecia a decisão compartilhada, o senso comum nos leva a crer que o profissional tem todo o poder de decisão. Pontos positivos: Estou absorvendo preceitos acerca da ética médica que posso usar no cotidiano, observando e analisando a postura dos profissionais da minha cidade. Pontos Negativos: Sinto dificuldade em resumir tudo que aprendi em 150 palavras.

2. Semana 14 Nessa semana pude conhecer o Apoio Matricial e a Consulta Conjunta. Esses conceitos evidenciaram, principalmente no campo da dimensão técnico-pedagógica, a importância da tecnologia leve na Atenção Primária em Saúde (APS). Ao discutirem casos e traçarem ações para contornar ou erradicar barreiras, os profissionais da APS compartilham conhecimentos e constroem o saber horizontalizado. Na prática da semana 14, construí, junto ao grupo, um caso específico, o processo de matriciamento desse caso e a consulta conjunta como estratégia traçada. Essa dinâmica foi enriquecedora, na medida em que propiciou que me sentisse presente ativamente em um matriciamento. A consulta conjunta, na cidade em que vivo, ainda é uma utopia. Me sinto curioso para observar, em um futuro estágio extracurricular, se o apoio matricial realmente é realizado ou se é negligenciado pelos profissionais. Positivo: consigo relacionar conceitos de diferentes semanas. Negativo: poderia participar mais das tanto discussões nas práticas como nas palestras.

3. Semana 1 Como fui matriculado recentemente, não pude participar da semana de acolhimento. Entretanto, ao acompanhar os materiais da primeira semana, na plataforma Canvas, fiquei feliz e aliviado. Os vídeos confeccionados pelos veteranos me ajudaram a entender as etapas de produção e a importância das Mandalas e do Portifólio para a melhor absorção do conteúdo repassado na IESC 1. Além disso, os vídeos evidenciaram a personalidade empática e proativa dos veteranos – que se disponibilizaram a ajudar os calouros com dicas tão valiosas. Penso que é disso que a medicina precisa: profissionais que busquem contribuir com o outro, em prol da evolução da assistência e não em competir para se sobressair. Pontos Positivos: Estou feliz em realizar o sonho de cursar medicina e estou muito contente com a estrutura da IESVAP. Pontos Negativos: Ainda me sinto confuso e não me adaptei integralmente à metodologia, porém, sinto evolução a cada a semana.

4. Mandala - IESC I

5. Antonio Gabriel

6. Semana 11 Aguardei essa semana de aprendizagem com muita empolgação, pois representa a interação dos conceitos vistos com a APS real, na prática. O tour virtual pela UBS Alto Santa Maria, de Parnaíba-PI, me proporcionou observar o acolhimento, organização, baixa densidade e alta complexidade tecnológica, todos esses conceitos vistos em semanas anteriores ficaram evidentes no tour virtual. É interessante observar como esses elementos parecem ser planejados com a finalidade de estimular a longitudinalidade. Um cartaz da UBS me chamou a atenção: "Aqui o paciente é o mais importante". Essa frase, na minha visão, caracteriza do espírito da APS - o coração do SUS - e das UBS´s - espinha dorsal da APS - ambos são primordiais na sustentação da saúde coletiva e, por isso, são dignos de nossa defesa. Positivo: me interessei muito pela APS e sinto vontade em atuar, futuramente, em uma UBS. Negativo: gostaria muito que o tour fosse presencial.

7. Semana 12 Na semana 12, pudemos conhecer a essência da APS por meio de seus atributos. Os atributos essenciais são atenção ao primeiro contato, longitudinalidade, integralidade e coordenação. Já os atributos derivados são orientação familiar, orientação comunitária e competência cultural. A parte triste dessa semana é constatar como muitos desse atributos são ignorados no cotidiano da APS. Pressionados por resultados, muitos profissionais de saúde são reativos e não dão a devida atenção ao primeiro contato, como ramificação disso, a longitudinalidade dificilmente será estabelecida e a integralidade não será garantida. Nessa linha, sem longitudinalidade, a orientação familiar também é comprometida, o que, por sua vez, dificulta o mapeamento no processo de territorialização e a orientação comunitária. Toda essa engrenagem implica em uma desorganização que não contempla a coordenação do cuidado e a competência cultural fica quase sempre negligenciada. Positivos: penso em fazer a diferença na APS. Negativos: gostaria de abranger todos os conceitos.

8. Semana 13 O enfoque foi a informação em saúde – mecanismo extremamente complexo. A complexidade da informação em saúde não foi difícil de entender quando o professor explanou o seguinte questionamento: é fácil determinar se alguém tem saúde? Como já visto na semana 9, existem diversos determinantes em saúde que influenciam no processo saúde-doença e todos podem ser englobados pelo SIS. Ademais, percebi que o SIS não visa apenas expor dados em saúde, pois também realiza análise e propicia recomendações de ações. Os fatores avaliados pelo SIS são eficiência, eficácia e efetividade. Dentre esses, a eficiência foi o conceito que me causou grande reflexão. Falar em desperdício quando a saúde da população está em pauta é sempre delicado, principalmente em um país onde o investimento governamental em saúde é, muitas vezes, insuficiente para garantir a estrutura ideal. Positivos: relaciono conceitos das palestras no cotidiano. Negativos: preciso revisar conceitos para fixa-los melhor.

9. Semana final A 8° Conferência de Saúde de Parnaíba foi uma oportunidade e ímpar de observar e aprender acerca do momento de saúde da cidade, além de, principalmente, absorver os conhecimentos científicos e empíricos apresentados no debate entre profissionais de alto nível. A fala do Prof. José Ivo me chamou muita atenção. Ele destacou como a Atenção Primária em Saúde foi negligenciada no período pandêmico e as consequências desse fato para a saúde pública. Fico feliz por saber que Parnaíba conta com profissionais qualificados como o supracitado, pois o pensamento dele reflete a admiração, amor e cuidado que todos deveríamos ter com a APS e com o Sistema Único de Saúde como um todo. Positivo: me sinto esperançoso com o futuro da saúde de Parnaíba, vi que há profissionais de altíssima qualidade. Negativo: achei que as conferências tivessem um enfoque mais técnico-científico do que propriamente filosófico-emocional.

10. Semana 7 Confesso que não conhecia a Regionalização, por mais que estivesse presente e escancarada na minha cidade natal. De início, achei que a regionalização limitava o desenvolvimento dos municípios participantes, mas logo notei o equívoco. A regionalização ou território em desenvolvimento é a maneira de sanar necessidades de pequenos municípios que ainda estão em processo de desenvolvimento ou que ainda nem iniciaram esse processo. Lembro que, na cidade em que morava, falava-se em construção de leitos de UTI, quando, na realidade, muitas UBS´s estavam em um estado estrutural deplorável. Esse é o tipo de gestão que fere o princípio de hierarquização e, em paralelo, contribui para a sobrecarga de municípios que fazem parte do espaço geográfico contínuo de regionalização. Pontos positivos: Cada vez mais me sinto instigado a absorver conhecimentos de saúde coletiva com IESC I. Pontos negativos: Quase nunca 150 palavras são suficientes para refletir o conhecimento da semana.

11. Semana 9 O aprendizado, nessa semana, teve enfoque nos determinantes em saúde. Esse conceito, na minha visão, necessita ser difundido pela população de forma urgente. Corriqueiramente, o estado de saúde é visto como um processo interno de ausência de doença e os fatores externos que incidem na vida coletiva são ignorados. Compreender os determinantes em saúde é assumir que condições socioeconômicas, culturais, laborais, ambientais e governamentais incidem e mediam o bem-estar do indivíduo. O desconhecimento populacional desse processo auxilia a perpetuar o descaso estatal com a saúde coletiva, pois, somente a partir do momento que os fatores supracitados são encarados como desequilibradores de saúde, que poderá haver cobrança pela reivindicação (dos positivos) e pela erradicação (dos negativos). Fica, então, a reflexão de como seria o país se toda a população tivesse acesso a conteúdos como o dessa semana. Positivos: ótimo compreendimento dos conceitos apresentados. Negativos: preciso interagir mais com a literatura adicional.

12. Semana 5 O enfoque do ensino foi o SUS, seus princípios e comparações com sistemas de saúde estrangeiros. O destaque, na minha opinião, ficou para o debate: SUS vs Sistema de Saúde Alemão. Como defensor do SUS, me senti incomodado em defender sua substituição pelo modelo alemão. Mas penso que foi uma oportunidade ideal para aprender mais sobre opiniões que divergem da minha. Afinal, de acordo com o filósofo moderno Hegel, apenas através do confronto de ideias divergentes que poderemos chegar à verdade livre de imposições. Isso vale também na ação médica, pois uma assistência discutida e observada de diferentes pontos de vista possui muito potencial de efetividade. Pontos positivos: Consegui interagir muito no debate. Pontos negativos: O nervosismo, no momento de interagir, ainda atrapalha.

13. Semana 3 A história que antecede a criação do SUS causou, em mim, um misto de sentimentos. Inicialmente, a tristeza de imaginar um Brasil com um viés de saúde totalmente anatomoclínico e findado em preceitos econômico-laborais, como no sistema de CAPS, estabelecido pela Lei Eloy Chaves, em 1923. Em segundo plano, sinto um alívio por presenciar, a característica mais preventiva, integral e universal do sistema de saúde atual. Ademais, a linha temporal dos fatos explana o perfil retrógrado histórico dos governos brasileiros – o fator metamórfico da realidade sempre parece vir do exterior. Apenas a partir da Declaração de Alma-Ata, em 1978, que o Brasil começa a rever seu sistema de inequidades e a avaliar a implantação de uma Atenção Primária. É necessário, portanto, que possamos nos autoavaliar como país, para assim, possibilitarmos a metamorfose. Pontos positivos: Consigo compreender e acompanhar reflexões feitas nas aulas. Pontos Negativos: Preciso expor minhas ideias em aula.

14. Semana 4 O senso comum, muitas vezes, é um fator de atraso na saúde e essa semana de conteúdos descontruiu muitas ideias advindas dessa fonte. Um exemplo clássico é o conceito de saúde, comumente: ausência de doença. Essa visão limita a assistência integral - que engloba aspectos biopsicossociais, econômicos e fatores ambientais que exercem influência física e mental no indivíduo. É nesse âmbito que ESF amplia horizontes ao proporcionar assistência integral. A partir dessa semana, e dos estudos de anamnese em HAM I, percebi como a atuação médica deve ser ampla e não limitada ao corpo. Concomitantemente, relembro das consultas médicas que necessitei e de como a maioria dos fatores supracitados não foram sequer lembrados. Fico feliz que IESC I já conseguiu despertar minha visão integral logo no início do curso. Pontos positivos: Relaciono conhecimento de IESC I com outras disciplinas do semestre. Pontos negativos: Preciso contribuir mais nas discussões de aula.

15. Semana 6 Essa foi uma das minhas semanas preferidas, justamente por tratar da organização do SUS e da importância da APS nesse processo. Nessa linha, para que os princípios doutrinários e organizacionais do SUS sejam garantidos, faz-se necessário que a Atenção Primária seja o centro de uma rede multidirecional de complexidades. Essa posição estratégica da APS é justificada, principalmente, pela sua capacidade preventiva, e não curativa, que reduz gastos. Essa visão da APS foi, de início, surpreendente para mim. Pois, até mesmo na nomenclatura paralela “Atenção Básica”, a APS é estigmatizada como um sistema simples e superficial, inferior aos demais níveis de saúde. Isso é refletido na realidade comunitária, o que reduz a abrangência da Atenção Primária – vista, pela sociedade, valorizadora do modelo anatomoclínico, como pouco resolutiva. Pontos positivos: Valorizo, cada vez mais, a APS. Pontos negativos: Ausência de visitas de campo impossibilita um aprofundamento maior sobre a engrenagem da APS.

16. Semana 8 Essa semana de aprendizagem trouxe um conceito que, para mim, é simplesmente magnifico: o diagnóstico comunitário. Esse conceito pode ser a superação definitiva do diagnóstico clínico, meramente propedêutico, que reinou por décadas no Brasil. O diagnóstico comunitário, por meio de dados epidemiológicos de doenças, causas de morte e serviços de saúde, visa melhorar o nível de saúde da comunidade. Uma ferramenta crucial nesse processo é a territorialização que objetiva mapear e prevenir complicações. Todos esses conceitos me instigam a investigar se isso realmente é colocado em prática na minha cidade natal, pois inúmeras vezes observei profissionais da UBS do meu bairro adotando o conceito de território amorfo – uma visão meramente geográfica que definia quem deveria ou não ser atendido naquele estabelecimento. Pontos positivos: me sinto mais preparado para avaliar a atenção primária da minha cidade. Pontos negativos: o limite de palavras me impossibilita de abranger todos os conceitos da semana.