Pelos caminhos da psicanálise - A psicoterapia individual breve de orientação psicanalítica

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Pelos caminhos da psicanálise - A psicoterapia individual breve de orientação psicanalítica por Mind Map: Pelos caminhos da psicanálise - A psicoterapia individual breve de orientação psicanalítica

1. Alude aos conflitos restantes do paciente. Permite extrair elementos suficientes para uma devolução diagnóstica e desenvolver um plano de tratamento coerente.

2. Esboço reconstrutivo da história dinâmica do paciente, tentativa de compreensão global da sua psicopatologia a partir dos dados aflorados nas primeiras entrevistas e psicodiagnóstico.

3. TEMPORALIDADE

3.1. Stekel: limitação temporal estimula o progresso da terapia.

3.2. Tem "início, meio e fim".

4. FINS TERAPÊUTICOS

4.1. Tornar consciente o inconsciente.

4.2. Reconstrução da estrutura da personalidade do analisando (resolução de conflitos básicos e seus derivados através da elaboração).

4.3. Uso de objetivos limitados que surgem de uma necessidade mais ou menos imediata do sujeito.

4.4. Acontece através do insight do paciente.

5. TÉCNICA

5.1. Atitude particular perante fenômenos psicoterapêuticos (transferência, regressão, resistências, etc).

6. TRABALHO COM CONFLITOS

6.1. Eleição de conflitos a serem abordados e que têm ligação com a urgência/importância no conflito atual, porém sem se aprofundar, evitando mobilizações afetivas em demasia. Tarefa interpretativa parcial dos conflitos circunscritos aos escolhidos na tentativa de solucionar interpretativamente os conflitos derivados.

7. REGRESSÃO

7.1. Entrar em vigor modos de funcionamento psíquico pertencentes a etapas anteriores do desenvolvimento. Necessária para reviver e elaborar conflitos infantis na relação analista-analisando.

8. TRASNFERÊNCIA

8.1. Laplanche e Pontalis (38, p. 359 apud Braier pg.25) "processo em virtude do qual os desejos inconscientes se atualizam sobre certos objetos, dentro de um determinado tipo de relação estabelecida com eles, e, de um modo especial, dentro da relação analítica". "Trata-se de uma repetição de protótipos infantis, vividas com um marcado sentimento de atualidade".

9. NEUROSE DE TRANSFERÊNCIA

9.1. Reprodução da neurose infantil na relação analista-analisando.

9.1.1. Não é conveniente favorecer a regressão nem neurose transferencial em Psicoterapia Breve. Ambas deixariam o paciente em um estado de dependência causando complicações na separação do analista e fim da terapia. Deve-se estimular e reforçar as capacidades autônomas do sujeito.

10. RESISTÊNCIAS

10.1. Do ego (resistências da repressão, da transferência e ganho secundário da doença); do Id (resistências do inconsciente) e do Superego.

10.1.1. Também surgem em PB, porém de forma menos intensa, uma vez que a relação terapêutica é menos frustrante.

10.1.2. Do ego: algumas combatidas, outras reforçadas, a depender do enquadramento e das condições do paciente.

11. INSIGHT

11.1. Grinberg: "aquisição de conhecimento da própria realidade psíquica". Interpretação do analista (papel ativo) conduz ao insight do paciente, que é limitado e dirigido às relações do sujeito com objetos externos da sua vida cotidiana e presente.

11.2. Leva o paciente à compreensão e não revivescência das situações infantis determinantes do seu problema atual.

11.2.1. Possui maior participação cognitiva que afetiva.

11.3. Dois fatores da elaboração: tempo e trabalho (elaboração: tempo, trabalho e ação/mudança/comportamento).

12. FORTALECIMENTO E ATIVAÇÃO DE FUNÇÕES EGÓICAS

12.1. Atividade terapêutica orientada para o estímulo das capacidades autônomas do paciente.

13. FOCALIZAÇÃO

13.1. Trabalho terapêutico focado em determinado problema, deixando de lado demais dificuldades.

14. MULTIPLICIDADE DE RECURSOS TERAPÊUTICOS

14.1. Associação de diversos elementos terapêuticos como intervenção verbal não-interpretativa.

15. PLANEJAMENTO

15.1. Importante para ter um direcionamento do trabalho a ser feito com o paciente. Principal diferença entre PB e Psicanálise.

16. SITUAÇÃO PROBLEMA

16.1. Situação presente na vida do sujeito que gera dificuldades psíquicas e obstáculos ao desenvolvimento adequado. São fatos manifestos e objetáveis.

17. O FOCO

17.1. Um dos elementos mais característicos da PB. Concentra o trabalho em um sintoma, problema ou psicopatologia do paciente.

17.2. Torna mais efetiva a atividade terapêutica. Deve ser concebido primordialmente. É "uma estrutura integrada pelos distintos fatores intervenientes na gênese da que foi escolhida como problemática central do tratamento" (Braier).

17.3. Organiza-se em torno de uma situação-problema e sintomas gerados por ela e tem em si um conflito subjacente (conflitiva focal) mais ou menos amplo e complexo.

17.4. Eixo central definido, geralmente, pelo motivo da consulta. Conflito nuclear inserido em uma situação grupal específica. Quanto mais breve e precoce a determinação do foco, melhor o prognóstico.

17.5. NÃO É IMUTÁVEL, PODENDO MUDAR COM SURGIMENTO DE SITUAÇÕES NOVAS E MAIS URGENTES; REVELAÇÕES DE SITUAÇÕES OMITIDAS PELO PACIENTE; NOS ESTÁGIOS FINAIS, QUANDO A SEPARAÇÃO É IMINENTE.

18. PONTO DE URGÊNCIA

18.1. Situação psíquica inconsciente de conflito que predomina no sujeito num dado momento

18.1.1. Motivo de ansiedades e defesas.

18.2. É SEMPRE VARIÁVEL e representa, às vezes, indício de mobilização afetiva útil por parte do paciente.

18.3. Pode ser inerente ao foco (focal) ou estranho a ele (extrafocal).

19. HIPÓTESE PSICODINÂMICA INICIAL

20. RESULTADOS FAVORÁVEIS DE UMA PB

20.1. Alívio ou supressão de sintomas, mudança com relação a perturbações da situação-problema, aquisição de consciência da enfermidade psíquica, elevação, recuperação ou autorregulação da autoestima, consideração de projetos futuros e modificações na estrutura da personalidade.