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Antibacterianos por Mind Map: Antibacterianos

1. Moléculas com ação bactericida ou bacteriostática

1.1. Quinolonas

1.1.1. Apresentam ampla atividade e são utilizadas em grande quantidade de infecções bacterianas.

1.1.2. Ex de Fármacos: Ácido nalidíxico, ciprofloxacino, levofloxacino, norfloxacino, etc.

1.1.3. Inibem a replicação do DNA bacteriano interferindo na ação da DNA girase (topoisomerase II) e da topoisomerase IV, durante a reprodução bacteriano.

1.1.4. Estrutura: Substituinte em C2 interfere na complexação enzima-substrato.

1.1.4.1. Redução da ligação dupla (C2=C3 ) e da cetona inativa a molécula.

1.1.4.2. Ligação com o sistema DNA/DNA girase

1.1.4.3. Núcleo carboxi4-piridona: farmacóforo .

1.1.4.4. -F:  lipofilicidade,  penetração pela parede e  atividade inibitória

1.1.5. Indicações Terapêuticas: Infecções do trato urinário, respiratório, ossos, prostatite e etc.

1.1.6. Reações adversas: bem tolerados, podem apresentar náuseas, vômitos, desconforto abdominal, cefaleia e etc.

1.2. Sulfonamidas

1.2.1. Estrutura

1.2.1.1. Substituintes heteroaromáticos retiradores de elétrons ligados ao N aumentam bastante a potência do composto

1.2.1.2. Anel benzênico com substituintes em posição para

1.2.1.3. Enxofre ligado diretamente ao anel benzênico SO2 – retirador de elétrons  Deixa o NH2 com carga parcial + e os H com característica ácida

1.2.2. Inibição competitiva da enzima diidropteroato sintase

1.2.3. Ampla atividade antibacteriana (G+ e G-), porém há o desenvolvimento de resistência, ação bascteriostática.

1.2.4. Ex. fármacos: Sulfanilamida, Sulfametoxazol, Sulfazdiazina, etc.

1.2.5. Indicação Terapêutica: Infecções do trato urinário, Nocardia, Toxoplasmose e profilaxia de infecções estreptocócicas.

1.2.6. Reações Adversas: Cristalúria, Anemias, Agranulocitose, anorexia, náusea, icterícia.

1.3. Nitrofurantoína

1.3.1. Mecanismo de ação: As bactérias reduzem o fármaco a um composto altamente ativo que inibe várias enzimas e danifica o DNA.

1.3.2. As bactérias geralmente não desenvolvem resistência.

1.3.3. Indicação Terapêutica: Tratamento e profilaxia de infecções urinárias.

1.3.4. Efeitos adversos: Anemia hemolítica em pacientes com deficiência de gli-6-fosfato desidrogenase; Distúrbios TGI; Pneumonite aguda; Problemas neurológicos.

2. Carbapnêmicos:

2.1. São antibióticos β-lactâmicos com espectro de ação maior quando comparados aos demais fármacos da classe

2.1.1. Reações Adversas: Náusea e vômitos, convulsões, hipersensibilidade,

2.2. Interrompe a síntese da parede celular bacteriana, causando a morte de microorganismos sensíveis.

2.2.1. Ativo contra estreptococos, enterococos, estafilococos, esterobactérias, Pseudomonas spp, anaeróbios.

2.2.2. ERTAPENEM

2.3. Utilizações Terapêuticas: Trato urinário

2.4. Trato respiratório inferior

2.5. Intra-abdominais

2.6. ginecológicas

2.7. de pele

2.8. tecidos moles

2.9. articulações

3. AZTREONAM

3.1. β-lactâmico monocíclico, Inativação de β-lactamases da maioria dos Gram, Ativo somente contra bactérias GRAM, Pouca reatividade cruzada com outros β-lactâmicos, Uso em casos de reação alérgica prévia a β-lactâmicos.

3.2. VANCOMICINA: Glicopeptídeo tricíclico

3.2.1. Estrutura: Grupamentos benzênicos unidos por função éter produzem uma estrutura rígida.

3.2.2. Mecanismo de ação: • Inibição da polimerização ou reação da transglicosilase durante formação do peptidoglicano.

3.2.3. Efeitos Adversos: Provoca reações alérgicas, Reação eritematosa, urticariforme, rubor, taquicardia e hipotensão, comprometimento auditivo e nefrotoxicidade em doses elevadas.

3.3. complexo

3.4. Ativo contra bactérias G+

3.5. incluindo cepas resistentes à meticilina

3.6. G- e micobactérias são resistentes

4. Tetraciclina

4.1. Ação bacteriostática contra várias bactérias G+ e G-.

4.2. Mecanismo de ação: Inibem a síntese bacteriana das proteínas por ligação com o ribossomo 30S e bloqueiam a ligação do RNAt ao local A (aceptor) no complexo RNAm-ribossomo.

4.3. Exemplos: Clortetraciclina Oxitetraciclina Demeclociclina Metaciclina Doxiciclina Minociclina

4.3.1. Indicação Terapêutica: Infecções por riquétsias, micoplasmas, IST (Chlamydia spp, gonococo, Neisseria) antraz, tularemia, cólera.

4.4. Efeitos adversos: Irritação gastrointestinal

4.5. Fotossensibilidade;

4.6. Toxicidade hepática, renal;

4.7. Pigmentação castanha em dentes de crianças e interrupção;

4.8. temporária do crescimento em crianças Alterações vestibulares (tonturas, náusea, êmese) - minociclina e dixiciclina.

5. Macrolídeos

5.1. Estrutura: Contém anel lactona de vários membros (14 ou 15) ao qual se ligam 1 ou mais desoxiaçúcares.

5.2. Ação bacteriostática, mais ativo contra bactérias G+.

5.3. Mecanismo de ação: Os antibióticos macrolídeos são agentes bacteriostáticos que inibem a síntese de proteína por sua ligação reversível às subunidades ribossômicas 50S de microorganismos sensíveis.

5.4. Estrutura: Grupamento amino em um dos açúcares fornece característica fracamente básica ao composto.

5.5. Utilizações Terapêuticas: Infecções respiratórias comuns; Fármacos de escolha para infecções por Mycoplasma e pneumoniae; Chlamydia; Difteria – eritromicina; Coqueluche – eritromicina; Infecções estreptocócicas – quando há alergia à penicilinas; Úlcera péptica – H.pylori; Tétano - Clostridium tetani -eritromicina.

5.6. Efeitos adversos: Reações alérgicas e Hepatite colestática.

5.7. Ex: Claritromicina, Azitromicina e Eritromicina.

6. Polipeptídeos

6.1. Mecanismo de ação: Ligação à subunidade 50S dos ribossomos; Bacteriostáticos (isolados) e bactericidas (sinergismo – se ligam a locais adjacentes).

6.2. Uso terapêutico: Cocos G+, pneumonia atípica (M. pneuminiae, Legionella spp, C. pneumoniae) – Inativos contra G-; Enterococcus faecium resistentes à vancomicina; Infecções cutâneas por Staphylococcus aureus.

6.3. Efeitos adversos: Dor, edema, inflamação, artralgia, mialgia e hiperbilirruibinemia.

7. Inibidores da Parede Celular

7.1. Afetam seletivamente a síntese da parede celular bacteriana, composta de peptidoglicano.

7.1.1. A ação desses antimicrobianos depende da proliferação ativa das bactérias, a parede celular deve estar em formação.

8. Antibióticos β-Lactâmicos

8.1. Penicilinas, Cefalosporinas e Carbapenems.

8.1.1. Penicilinas: Criadas por Fleming.

8.1.1.1. Provocam a inibição da transpeptidase.

8.1.1.1.1. Atuam na última etapa da síntese da parede bacteriana.

8.1.1.2. Classificação: Benzilpenicilinas, Aminopenicilinas, Penicilinas resistente a penicilinases, Penicilinas de amplo espectro.

8.1.1.2.1. Reações Adversas: Hipersensibilidade, Supressão de MO, Hepatite, dor e inflamação e alteração da flora bacteriana.

8.1.1.3. Estrutura: R - cadeia lateral / B - Anel β - Lactâmico / A - Anel Tiazolidina.

8.1.2. Cefalosporinas: Obtido a partir do fungo Cephalosporium.

8.1.2.1. Classificação: 1ª geração, 2ª geração, 3ª geração, 4ª geração e 5ª geração.

8.1.2.1.1. 1ª geração: • Cefazolina • Cefalexina • Cefadroxila • Cefradina

8.1.2.1.2. Mais ação sobre bactérias G+

8.1.2.1.3. 2ª geração: • Cefoxitina • Cefaclor • Cefprozila • Cefuroxima • Loracarbefe

8.1.2.1.4. 3ª geração: • Cefotaxima • Cefpodoxima • Ceftizoxima • Cefoperazona • Ceftazidima

8.1.2.1.5. Mais ação sobre bactérias G-, produtoras de beta-lactamases

8.1.2.1.6. 4ª geração: • Cefepima

8.1.2.1.7. 5ª geração: •ceftarolina • ceftobiprol

8.1.2.2. OR (alcoxi): aumenta atividade

8.1.2.3. α-OCH3: aumenta resistência β-lactamases (cefamicinas). H obrigatório para atividade. N essencial. S: aumenta atividade.

8.1.2.4. O: aumenta resistência a β-lactamases

8.1.2.5. Maior atividade quando há heterociclo de 5 membros.

8.1.2.6. Mecanismo de ação:

8.1.2.6.1. Inibição da síntese da parede celular.

8.1.2.7. Reações adversas:

8.1.2.7.1. Hipersensibilidade, Necrose tubular aguda, Nefrotoxicidade.

8.2. Mecanismo de ação: Inibição da síntese da parede celular de peptidoglicano.

8.2.1. O peptidoglicano é formado por cadeia de glicano, que consistem em filamentos lineares formados por 2 aminoaçúcares alternados: N-acetilglicosamina e Ncetilmurâmico, unidos por ligações cruzadas de cadeias peptídicas.

8.2.2. A inibição ocorre provavelmente devido à acilação da transpeptidase (PLP) com a clivagem da ligação –CO-N- do anel βlactâmico.

9. aminoglicosídeos

9.1. Considerados tratamento de primeira linha para algumas infecções por G-.

9.2. EX: Gentamicina, trobamacina, neomicina, amicacina entre outros.

9.3. Bactericidas, podem ser substituídos por fármacos menos tóxicos, induz à resistência por plasmídeos.

9.4. Policátions: Polaridade afeta características farmacocinéticas: • Pequena absorção VO • Rápida eliminação renal • Pequena passagem pela BHE • concentrações baixas • Difundem-se para o interior da bactéria por canais aquosos (porinas) da membrana externa.

9.5. Mecanismo de ação: Os aminoglicosídeos se ligam a subunidade ribossomal 30S e distorcem sua estrutura, interferindo, assin, na iniciação da síntese proteica. Eles também causam a leitura incorreta do RNAm, causando mutação ou término prematura da cadeia.

9.6. Efeitos adversos: Ototoxicidade, Nefrotoxicidade, Efeitos no SNC.

10. Cloranfenicol

10.1. Mecanismo de ação: Inibição da síntese de proteínas bacterianas.

10.1.1. Ligação reversível à subunidade 50S do ribossomo e impede a ligação da extremidade do aminoacil RNAt ao local aceptor da subunidade ribossômica 50S.

10.2. Indicação Terapêutica: Ação bacteriostática contra diversas bactérias, Ação bactericida contra H. influenzae, N. menigitidis, S pneumoniae.

10.3. Não é fármaco de escolha devido ao efeitos adversos.

10.4. Deve ser utilizado quando os benefícios superam os ricos de toxicidade – infecções potencialmente fatais que não respondem a outros antibacterianos.

10.5. Febre tifóide, meningite bacteriana, brucelose,

10.6. Efeitos adversos: Reações de hipersensibilidade, Toxicidade hematológica, Efeitos tóxicos e irritativos.

10.6.1. TGI, Visão turva entre outros.

11. Clindamicina

11.1. Congênere da lincomicina

11.2. Mecanismo de ação: Inibição da síntese de proteínas e ligação à subunidade 50S dos ribossomos.

11.3. Efeitos adversos: Distúrbios gastrointestinais.

11.4. Uso terapêutico: G+ (inclusive S. aureus resistente à meticilina), Bacteróides – bactérias anaeróbias; • Infecções estafilocócicas de ossos e articulações; • Uso tópico – gotas oftálmicas para conjuntivite estafilocócica.