DIETAS HOSPITALARES VO

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DIETAS HOSPITALARES VO por Mind Map: DIETAS HOSPITALARES VO

1. PADRONIZAÇÃO DAS DIETAS ORAIS

1.1. Mudança na consistência dos alimentos: Dieta normal, livre ou geral Dieta branda Dieta pastosa Dieta líquida pastosa Dieta leve Dieta líquida (completa; restrita)

1.2. Aumento e diminuição no valor energético: •Hipocalórica; •Hipercalórica. Aumento ou diminuição no tipo de nutrientes: •Hipossódica; •Rica ou pobre em fibras; •Hipoouhipercalêmica.

1.3. Exclusão de alimentos específicos: •Isenta de glúten; •Dieta branda; Ajuste na proporção e equilíbrio de PTN, CHO, e LIP : •Dieta para e Diabetes •Hipo ou hiperproteica; •Hipo ou hiperlipídica.

2. MODIFICAÇÕES DA CONSISTÊNCIA

2.1. DIETA NORMAL

2.1.1. Indicação: pacientes que não necessitam de modificações específicas na dieta e que apresentam funções de mastigação e gastrointestinais preservadas. Característica: • Normocalórica, normoglicídica, normoprotéica e normolipídica; • Consistência sólida, sem alteração de nutrientes; • Fracionamento: 5 - 6 refeições.

2.2. DIETA BRANDA

2.2.1. Indicação: • paciente com dificuldade de mastigação e/ deglutição; • recuperação após procedimento invasivo; Característica: • Normocalórica, normoglicídica, normoprotéica e normolipídica; • alimentos macios picados ou moídos; • fibras abrandadas pela cocção ou ação mecânica; • Fracionamento: 5 - 6 refeições.

2.3. DIETA PASTOSA

2.3.1. Indicação: • pacientes com disfagias e/ou dificuldades de mastigação; • frases críticas de doenças crônicas; • pós-operatório. Característica: • Normocalórica, normoglicídica, normoprotéica e normolipídica; • Alimentos estão na forma de purês, mingau, amassados ou moídos; • Fracionamento: 5 - 6 refeições.

2.4. DIETA LÍQUIDA PASTOSA

2.4.1. Indicação: • Pacientes que apresentam dificuldade de mastigação e/ou deglutição; • Preparo de exames, cirurgias e pós-operatórios. Característica: • Alimentos liquidificados; • Normoglicídica, normoprotéica e normolipídica; • Consistência semilíquida; • Fracionamento: 5 - 6 refeições.

2.5. DIETA LEVE

2.5.1. Indicação: • Paciente com função gastrointestinal alterada; • Dificuldades de mastigação e/ou deglutição; • Pré ou pós operatório (fase de transição). Característica: • consistência semissólida ou líquida; • Normoglicídica, normoprotéica e Normoglicídica; • reduzida quantidade de fibras.; • Fracionamento: 5 - 6 refeições.

2.6. DIETA LÍQUIDA

2.6.1. Indicação: • Pacientes que apresentam alterações de mastigação e deglutição; • Doenças do trato gastrointestinal; • Exames, pré e pós operatórios. Característica: • Hipocalórica, hipoprotéica, hipolipídica e hipoglicídica; • Consistência líquida; • Fracionamento: 5 - 6 refeições.

2.7. DIETA LÍQUIDA RESTRITA

2.7.1. Indicação: • Pacientes em Preparo de exames ou pós operatório (após extubação); • Início ou manutenção da hidratação. Característica: • Hipocalórica, hipoprotéica, hipolipídica e hipoglicídica; • Isenta de lactose, açúcar, gorduras e condimentos; • consistência líquida sem resíduos; • Fracionamento: 5 - 6 refeições.

3. MODIFICAÇÃO DO VCT DA DIETA

3.1. DIETA HIPOCALÓRICA

3.1.1. Indicação: • pacientes com restrição calórica. Recomendação: • Fracionamento 6 refeições; • Restringir preparações com alta densidade calórica; • Usar grãos integrais; • Usar carnes magras, sem pele e gordura aparente.

3.2. DIETA HIPERCALÓRICA

3.2.1. Indicação: • Pacientes com necessidade de maior aporte calórico. Recomendação: • Em pacientes desnutridos, introdução gradativa; • Para aumentar o valor calórico da dieta, adicionar alimentos com alta densidade calórica; • Geralmente lanches calóricos.

4. MODIFICAÇÃO DE NUTRIENTES

4.1. DIETA HIPERPROTEICA

4.1.1. Indicação: • Indivíduos que apresentam condições hipermetabólicas infecciosas, com necessidades nutricionais aumentadas se diferenciadas. Recomendação: • Dieta complementada com alimentos ricos em proteína de alto valor biológico (AVB)

4.2. DIETA HIPOCALÊMICA

4.2.1. Indicação: • Pacientes que necessitam de restrição de potássio; Recomendações: • Restringir as principais fontes de potássio: leguminosas, sucos, refrigerantes, frutas, verduras e legumes crus.

4.3. DIETA HIPOSSÓDICA

4.3.1. Indicação: • Pacientes que necessitam de restrição de sódio. Recomendações: • Sem adição de sauna preparação; • Sachê individualizado de sal (1g); • Restrição de alimentos fonte de sódio: sal, individualizados, conservas, embutidos, temperos prontos.

4.4. DIETA ISENTA DE GLÚTEN

4.4.1. Indicação: • Pacientes com diagnóstico de doenças celíaca. Recomendações: • Evitar: trigo, aveia, cevada e centeio.

4.5. DIETA HIPOPURÍNICAS

4.5.1. Indicação: • Pacientes necessitam de restrição de purinas. Recomendações: • Proibido: miúdos em geral, Bacon, carneiro, sardinha, salmão, bacalhau, cavala, anchova, mexilhão, Peru. • reduzir consumo de carne bovina, frango, porco, presunto, feijão, soja, grão-de-bico, ervilha, lentilha, aspargo, couve-flor, espinafre, oleaginosas.

4.6. DIETA BRANCA

4.6.1. Indicação: • Preparo de exames - sangue oculto. Recomendações: • Ofertar: chás de ervas, arroz branco, macarrão, clara de ovo e peito de frango.

4.7. DIETA HIPOLIPÍDICA

4.7.1. Indicação: • Aliviar sintomas de diarreia, esteatorreia, flatulência e dor abdominal, consequentes à incapacidade de digestão e absorção de gordura. Recomendações: • Devem ser evitados: chocolate, pudins, nozes, oleaginosas, sorvetes, margarinas, manteigas, azeitonas, bolachas e biscoitos.

5. OUTRAS

5.1. DIETA PARA DIABETES

5.1.1. Objetivo: manter ou alcançar controle glicêmico Recomendações: • Maior percentual de alimentos com baixo índice glicêmico; • Usar adoçantes artificiais; • Preferir alimentos ricos em fibras, como grãos e produtos integrais; • 6 refeições em horários regulares.

5.2. DIETA PARA IRC

5.2.1. Objetivo: manter estado nutricional adequado, minimizar os efeitos metabólicos, a hipertensão, o edema, prevenir o dano renal e retardar a progressão da doença. Recomendações: • PTN: 0,6 a 0,8 g/kg/d • Restrição de alimentos fonte de sódio e potássio; • Recomendado o uso de especiarias.

5.3. DIETA SEM IRRITANTE GÁSTRICO

5.3.1. Objetivo: diminuir sintomatologia associada a ingestão de alimentos irritantes da mucosa e/ou que elevam a secreção de ácido gástrico. Recomendações: • Restrita em alimentos irritantes (embora a tolerância seja individualizada), sucos ácidos, chocolate, condimentos, bebidas gaseificada e café (com ou sem cafeína); • Dieta branda pode ser mais confortável.

5.4. DIETA PARA IMUNOSSUPRIMIDOS

5.4.1. Objetivo: Oferecer alimentos que possuem baixo risco de contaminação. Recomendações: • Proibido alimentos crus e leite fermentado; • alimentos industrializados em embalagem original em inviolada.

5.5. DIETA OBSTIPANTE

5.5.1. Objetivo: • Diminuir o volume de fezes e prolongar o tempo de trânsito intestinal; • Prevenir desidratação e perder de peso. Recomendações: • líquidos para reidratação oral; • restrição de lipídios não é usualmente necessária; • irritar alimentos fonte de fibra insolúvel; • pobre em lactose e sacarose; • fracionada em 5 a 6 refeições.

5.6. DIETA LAXATIVA

5.6.1. Objetivo: • promover movimentos intestinais regulares e fezes de consistência macia; • obstipação, cirurgia ginecológica e pós-parto. Recomendações: • em gestão adequada de líquidos, concomitante a dieta rica em fibras (25 a 35g de fibra); • oferecer alimentos laxantes.

6. OUTRAS MODIFICAÇÕES

6.1. Temperatura: • Quente: menor motilidade gástrica e maior saciedade; • Fria: maior motilidade gástrica e menor saciedade. Volume: • conforme tolerância do paciente e fracionamento.

7. OUTRAS DIETAS ORAIS

7.1. • Dieta Isenta de lactose; • Dieta para gastrectomia; • Dieta para disfagia; • Dieta para hepatopata; • Dieta para fenilcetonúria; • Dieta com baixo teor de vitamina K.