Suplementação de ácidos graxos ômega 3 em atletas de competição: impacto nos mediadores bioquí...

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Suplementação de ácidos graxos ômega 3 em atletas de competição: impacto nos mediadores bioquímicos relacionados com o metabolismo lipídico por Mind Map: Suplementação de ácidos graxos  ômega 3 em atletas de competição:  impacto nos mediadores  bioquímicos relacionados com o  metabolismo lipídico

1. INTRODUÇÃO

1.1. Nos últimos anos tem havido grande interesse, por parte da comunidade científica, pelos ácidos graxos poliinsaturados ômega 3, principalmente EPA (eicosapentaenoic acid) e DHA (docosahexaenoic acid), encontrados em peixes e óleos de peixe.

1.2. Poucos são os estudos que verificaram esses efeitos dos AGPI N-3 em atletas competitivos. De fato, atletas competitivos treinam exaustivamente e essa rotina de exercícios leva o organismo a um alto desgaste, principalmente se for associada à inadequada ingestão alimentar.

1.2.1. Espera-se que tais pesquisas possam identificar as medidas preventivas e terapêuticas associadas a doenças cardiovasculares.

2. OBJETIVO

2.1. O objetivo deste estudo foi verificar os efeitos da suplementação com ácidos graxos ômega 3 (N-3) no perfil lipídico sanguíneo, no período pré-competitivo, em atletas de natação.

3. CONCLUSÃO

3.1. A suplementação de ácidos graxos N-3 em atletas nadadores altera os indicadores bioquímicos do metabolismo lipídico, influenciando na redução das lipoproteínas plasmáticas, ricas em colesterol e na prevenção de doenças cardiovasculares.

4. MÉTODOS

4.1. Nadadores de elite (n = 14) do sexo masculino foram avaliados em estudo randomizado, controlado por placebo pelo período de seis semanas (45 dias). O grupo placebo (GP) recebeu óleo mineral (n = 6) e o grupo suplementado (n = 8), óleo de peixe (GOP) contendo, no total, 950mg de ácido eicosapentaenóico e 500mg de ácido docosapentaenóico.

4.2. Amostras de sangue foram coletadas imediatamente antes (T0), aos 15 (T15), aos 30 (T30) e aos 45 (T45) dias de suplementação para análise da composição dos ácidos graxos por cromatografia gasosa e para quantificação das lipoproteínas plasmáticas através de kits comerciais específicos.

5. RESULTADOS

5.1. Os resultados revelaram um desajuste na dieta dos atletas considerando a ingestão g/kg de massa corporal dos macronutrientes. A análise do questionário de freqüência de consumo mostrou que os atletas não ingeriram regularmente fontes alimentares de ômega 3 e que o consumo de peixes, em 85% da amostra, era inferior ou igual a uma vez na semana.

5.2. O perfil de ácidos graxos plasmáticos evidenciou aumento dos ácidos graxos poliinsaturados ômega 3 (P < 0,05) e redução do ácido araquidônico no grupo suplementado (P < 0,05). A suplementação com óleo de peixe ocasionou efeito hipocolesterolêmico, com redução nos teores sanguíneos de VLDL, LDL e colesterol total. Os valores de HDL não apresentaram diferenças significativas entre os grupos em nenhum momento estudado (P > 0,05).