História da Arquitetura e Arte I - Cap. 4

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História da Arquitetura e Arte I - Cap. 4 por Mind Map: História da Arquitetura e Arte I - Cap. 4

1. A importância da Estética

1.1. Para BAUMGARTEN (1988), a importância da estética na Arquitetura é realçada pela relação entre a obra e o sujeito.

1.1.1. A função estética pode estar presente em qualquer gênero de arquitetura

1.1.1.1. A começar por edifícios de finalidade tão prática como um celeiro, um armazém ou uma fábrica.

1.2. A estética na obra de arte é sempre um estímulo à imaginação, porque pode comunicar várias leituras.

1.2.1. Cabendo ao observador/utilizador a tarefa imaginativa, que será tanto mais rica quanto maior for a sua informação cultural neste campo, tornando mais válida a sua apreciação.

1.3. Poderão ser única e exclusivamente resultantes de algo material como sejam pedra, betão, vidro, ferro, madeira, cores, tintas ou um amontado de coisas que tiveram como resultado final uma obra de arte.

1.3.1. Só atinge o seu objetivo final quando se fundem com o homem/sujeito/indivíduo, que estabelece com ela uma relação estética transfigurando-a em algo único para o sujeito que o usufruiu.

2. Composição arquitetônica e qualidade estética

2.1. “Composição arquitetônica pode ser vista como a arte de balancear partes arquitetônicas individuais dentro de todo um conjunto de uma edificação [...]” Hasse e Weber

2.2. A qualidade estética de uma composição arquitetônica pode ser determinada pela percepção visual e consequente avaliação por parte de um observador.

2.3. A importância da estética do ambiente construído é também revelada pelo fato de que sua qualidade estética pode influenciar, além das atitudes e bem-estar das pessoas, seus comportamentos.

2.3.1. Já que somos atraídos a ir e a voltar a ambientes esteticamente atraentes e a evitar ou a se recusar a ir a locais esteticamente desagradáveis.

3. Arquitetura como linguagem artística

3.1. Na linguagem da arquitetura, uma porta, uma parede, a textura de um material, quaisquer que sejam seus atributos isolados, são inteiramente desprovidas de sentido.

3.1.1. O (s) sentido (s) da arquitetura são os sentidos do vão, cujos atributos são formados a partir dos elementos-meio que o definem, mas que se fundem e metamorfoseiam em um fenômeno maior que os requalifica: o espaço arquitetônico.

4. Conceito estético da Arquitetura

4.1. Da fachada ao ambiente interno

4.1.1. Provocando sentidos

4.1.1.1. Através das formas, materiais, decoração, mobiliário e iluminação

4.2. Para cada perfil de público, a pertinência da mensagem muda

4.2.1. Não é possível agradar a todos ao mesmo tempo

4.3. A arquitetura deve comunicar, não somente informar

4.3.1. Estimular os sentidos

4.3.1.1. Fazendo o indivíduo questionar-se

4.3.1.2. Emocionando

5. A Relação Estética

5.1. Kant, em A Crítica do Juízo

5.1.1. Concebeu a estética como um julgamento estético na sua relação com o belo, o sublime e o gosto.

5.1.2. No entanto, Walter Benjamin defende a teoria de que a reprodutibilidade técnica na obra de arte desvaloriza-a, afetando a sua autenticidade, o seu carácter único, acabando por enfraquecer a aura da obra de arte.

5.2. Portanto na arte, o beijo mais famoso do mundo talvez seja a escultura de Rodin

5.2.1. "com o mesmo nome, em que dois amantes, sentados sobre o afloramento de uma rocha, se beijam ternamente e com uma energia radiante, num beijo eterno."

5.2.1.1. Ao aproximarmo-nos da escultura, sentimo-nos como invasores da privacidade daquelas personagens.