Henri Paul Hyacinthe Wallon Aluno: RENAN MOUZER 3º SEM MAT

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Henri Paul Hyacinthe Wallon Aluno: RENAN MOUZER 3º SEM MAT por Mind Map: Henri Paul Hyacinthe Wallon  Aluno: RENAN MOUZER 3º SEM MAT

1. Wallon afirmava que o desenvolvimento surge por meio de uma sucessão de estágios. Um caminho contínuo e assistemático, de modo que a criança oscila entre a inteligência e afetividade.

1.1. Períodos predominantemente afetivos ocorrem em períodos focados na construção do eu, enquanto estágios com predominância cognitiva estão mais direcionados à construção do real e compreensão do mundo físico.

1.1.1. Um estágio novo não apaga o antigo e seus comportamentos adquiridos. Assim, os estágios se complementam em uma espécie de integração, dando origem a um acúmulo de comportamentos distintos.

1.2. Há cinco momentos de desenvolvimentos segundo Wallon, os quais foram nomeados de: Estágio impulsivo-emocional, Estágio sensório-motor e projetivo, Estágio do personalismo, Estágio categorial e Estágio da adolescência.

1.2.1. Estágio impulsivo-emocional

1.2.1.1. Do nascimento até aproximadamente o primeiro ano de vida, a criança passa por uma fase denominada estágio impulsivo-emocional. É um estágio predominantemente afetivo, centrípeta, onde as emoções são o principal instrumento de interação com o meio. A relação com o ambiente desenvolve, na criança, sentimentos intraceptivos e fatores afetivos. O movimento, como campo funcional, ainda não está desenvolvido, a criança não possui perícia motora.

1.2.1.1.1. Sua principal aprendizagem: O que sou?

1.2.2. Estágio sensório-motor e projetivo

1.2.2.1. Dos três meses de idade até aproximadamente o terceiro ano de vida, a criança passa pelo estágio sensório-motor e projetivo. É uma fase onde a inteligência predomina com direção centrífuga e o mundo externo prevalece nos fenômenos cognitivos. A inteligência, nesse período, é tradicionalmente particionada entre inteligência prática, obtida pela interação de objetos com o próprio corpo, e inteligência discursiva, adquirida pela imitação e apropriação da linguagem. Os pensamentos, nesse estágio, muito comumente se projetam em atos motores.

1.2.2.1.1. Aprendizagem: Diferenciação Eu-Objeto

1.2.3. Personalismo

1.2.3.1. Ao estágio sensório-motor e projetivo sucede um momento com predominância afetiva sobre o indivíduo: o estágio do personalismo. Este estágio, que se estende aproximadamente dos três aos seis anos de idade, é um período crucial para a formação da personalidade do indivíduo e da auto-consciência. Uma consequência do caráter auto-afirmativo deste estágio é a crise negativista: a criança opõe-se sistematicamente ao adulto. Por outro lado, também se verifica uma fase de imitação motora e social.

1.2.3.1.1. Aprendizagem: Diferenciação Eu-Outros Consciência de Sí

1.2.4. Categorial

1.2.4.1. Neste estágio que se formam as categorias mentais: conceitos abstratos que abarcam vários conceitos concretos sem se prender a nenhum deles. Nesta fase, por exemplo, uma criança que antes associasse o conceito de "triângulo" a triângulos equiláteros (porque este tenha sido apresentado como um exemplo de triângulo) adquirirá a habilidade de compreender que mesmo "formatos" diferentes—triângulos isósceles e escalenos—também são abarcados pelo conceito de "triângulo".

1.2.4.1.1. Aprendizagens: O que é o mundo? Descoberta de semelhanças e diferenças entre objetos, ideias, representações

1.2.4.2. No estágio categorial, o poder de abstração da mente da criança é consideravelmente amplificado, seu foco é no cognitivo (centrífuga). Provavelmente por isto mesmo, é nesse estágio que o raciocínio simbólico se consolida como ferramenta cognitiva.

1.2.5. Puberdade e adolescência

1.2.5.1. Mais ou menos a partir dos onze, doze anos, a criança começa a passar pelas transformações físicas e psicológicas da adolescência. Este é um estágio caracterizadamente afetivo, onde o indivíduo passa por uma série de conflitos internos e externos.

1.2.5.1.1. Aprendizagens: Quem sou eu, quais são meus valores, quem serei no futuro Consciência corporal

1.2.5.2. Nessa fase o sujeito Fortalece o pensamento categorial, predominando a afetividade (centrípeta) Elabora a noção de tempo futuro e consciência de si Traz consigo ambivalência de sentimentos e questiona seus próprios valores

1.2.5.3. Embarcando na fase adulta, equilibra sua afetividade e cogniscência, Define seus valores e comporta-se de acordo com eles, cria uma maior responsabilidade por seus atos e fortalece seu controle emocional

1.2.5.3.1. Aprendizagem: Eu sei quem sou e sei o que esperam de mim

1.2.5.4. Os estágios de desenvolvimento não se encerram com a adolescência. Em verdade, para Wallon o processo de aprendizagem sempre implica na passagem por um novo estágio. O indivíduo, ante algo em relação ao qual tem imperícia, sofre manifestações afetivas que levarão a um processo de adaptação. O resultado será a aquisição de perícia pelo indivíduo. O processo dialético de desenvolvimento jamais se encerra.

2. De acordo com a teoria de Wallon, o fator orgânico influencia diretamente na evolução do pensamento.

2.1. Essa seria a primeira condição para que pudéssemos desenvolver a nossa capacidade e adentrar em nosso crescimento. Além dele, as influências do meio colaboram e moldam essa primeira instância.

2.2. o homem é fruto da combinação entre influências fisiológicas e sociais. Com isso, a avaliação e pesquisa do psiquismo não pode invalidar nem um nem outro dentro do aspecto evolutivo.

2.3. as potencialidades psicológicas são dependentes do contexto sócio-cultural em que estamos. Assim, o desenvolvimento do sistema nervoso não seria algo suficiente ao crescimento completo das capacidades cognitivas.

3. Para ele, o processo de desenvolvimento é fruto da dialética

3.1. Assim, não existem verdades ABSOLUTAS sobre aprendizagem, mas infinitas possibilidades e direcionamentos

3.2. o estudo do indivíduo só é possível juntando suas partes afetivas, motoras e cognitivas

3.2.1. A cognição está embasada em quatro categorias de atividades cognitivas específicas, chamadas de campos funcionais. Os campos funcionais seriam o movimento, a afetividade, a inteligência e a pessoa.

3.2.1.1. O movimento seria um dos primeiros campos funcionais a se desenvolver, e que serviria de base para o desenvolvimento dos demais.

3.2.1.1.1. Os movimentos, enquanto atividades cognitivas, podem estar em duas categorias: movimentos instrumentais e movimentos expressivos. Os movimentos instrumentais são ações executadas para alcançar um objetivo imediato e, em si, não diretamente relacionado com outro indivíduo; este seria o caso de ações como andar, pegar objetos, mastigar etc.

3.2.1.2. Afetividade Sua motivação parte do movimento. À medida que o movimento proporciona experiências à criança, ela vai respondendo através de emoções, possibilitando se diferenciar do ambiente.

3.2.1.2.1. A afetividade é o elemento mediador das relações sociais primordial, pois separa a criança do ambiente.

3.2.1.3. Inteligência A Inteligência tem um significado bem específico, estando diretamente relacionada com duas importantes atividades cognitivas humanas: o raciocínio simbólico e a linguagem.

3.2.1.3.1. À medida que a criança vai aprendendo a pensar nas coisas fora de sua presença, o raciocínio simbólico e o poder de abstração vão sendo desenvolvidos. Ao mesmo tempo, as habilidades linguísticas vão surgindo no indivíduo, potencializando sua capacidade de abstração.

3.2.1.4. Pessoal Wallon dá o nome de pessoa ao campo funcional que coordena os demais. Seria este também o campo funcional responsável pelo desenvolvimento da consciência e da identidade do eu.

3.2.1.4.1. As relações entre estes três campos funcionais não são harmônicas, de modo que constantemente surgem conflitos entre sí. A pessoa, como campo funcional, cumpre um papel integrador importante, mas não absoluto.

3.2.2. além disso, além das influências fisiológicas, o homem também é o resultado de influências sociais, de modo que o estudo do psiquismo não pode desconsiderar nem um nem outro aspecto do desenvolvimento humano.

3.2.2.1. Por outro lado, as potencialidades psicológicas dependem especialmente do contexto sócio-cultural.

3.2.2.2. O desenvolvimento do sistema nervoso, então, não seria suficiente para o pleno desenvolvimento das habilidades cognitivas.